Clima ganha peso econômico, energético e geopolítico na campanha presidencial
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- A agenda climática ganha peso econômico e geopolítico nas campanhas presidenciaisclima como questão econômica e energética·uso de riquezas naturais para atrair investimentos·infraestrutura e adaptação climática·regulamentação do mercado de carbono·pagamento por serviços ambientais
- Candidatos propõem revisão do licenciamento ambiental e expansão de energias renováveisdesburocratizar licenciamento para acelerar projetos·expansão de energias eólica, solar e hidrogênio verde·exploração de combustíveis fósseis e minerais críticos·financiamento da transição energética com dinheiro do petróleo
- Saneamento básico é proposta convergente nas candidaturas presidenciaisampliar acesso à água tratada para 33 milhões de brasileiros·ampliar acesso ao esgoto para quase 100 milhões de pessoas·economia e ecologia como aliadas no desenvolvimento econômico
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CBN Sustentabilidade com Rosana Jatobá. E aí, Rosana!
Oi, Sardenberg, boa tarde para você, para casa e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Rosana.
O tema da Rosana: a agenda climática nos programas dos candidatos.
A gente tá notando, Sardenberg, uma mudança de patamar da agenda climática nos planos dos candidatos à presidência da República. O clima, ele começa a aparecer como uma questão econômica, energética, industrial e geopolítica, e não apenas puramente ecológica. Agora existe um consenso de que é preciso usar as riquezas naturais para atrair investimentos, movimentar a economia e tornar o país mais resiliente. Um dos pontos, né, de consenso é a infraestrutura e adaptação climática, propostas para preparar melhor as cidades para as enchentes, secas, ondas de calor e outros eventos extremos.
Um outro ponto em comum na maioria das candidaturas é a regulamentação do mercado de carbono e o pagamento por serviços ambientais, aquela ideia de que a floresta em pé passa a ser vista também como um ativo financeiro estratégico, né, fonte de renda, de investimento. Uma outra questão em que eles todos concordam e que é uma questão que bate de frente com os ambientalistas é a revisão do licenciamento ambiental, desburocratizar o licenciamento para acelerar projetos privados e dar mais segurança jurídica ao setor produtivo.
Tem mais um ponto em comum sobre essa ótica econômica: quase todos os candidatos estimulam a expansão de energias renováveis, como eólica, solar e hidrogênio verde, e também defendem o avanço da exploração de combustíveis fósseis e de minerais críticos, Eles adotam a postura pragmática de que é preciso financiar a transição energética usando o dinheiro do petróleo. E tem uma proposta que é totalmente convergente, que tá ali de forma explícita nas 6 principais candidaturas: o saneamento básico.
Todos os candidatos falam em ampliar o acesso à água tratada, que ainda não chega para 33 milhões de brasileiros, e ao esgoto, que também falta para quase 100 milhões de pessoas, né? Ou seja, o que essa eleição tá mostrando diferentemente das outras, é que não tem mais aquela divisão economia versus ecologia. Elas passam a ser aliadas agora nessa visão de desenvolvimento econômico. É um assunto que mereceria um aprofundamento maior, mas eu sei que o tempo urge e vocês estão apertados aí. É isso. Na próxima eu volto e aprofundo mais.
Rosana, obrigado, Rosana.
Até. Um beijo. Até.
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