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Queda do déficit público pode facilitar redução dos juros

30 de setembro de 20264min
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Míriam Leitão fala sobre o aumento da dívida pública e afirma que o déficit público precisa diminuir. 'Ele não vai resolver o endividamento, mas a partir do momento que cai o déficit público, e se tem um horizonte de que os gastos não vão subir, vão ficar sob controle, os juros podem cair mais facilmente'.

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Participantes neste episódio3
M

Miriam Leitão

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
Assuntos4
  • Aumento da dívida pública e a necessidade de redução do déficitdívida pública atinge 82,9% em agosto·maior patamar desde março de 2021·aumento da dívida no governo Lula
  • Impacto do déficit público na queda dos jurosdéficit primário de R$10 bilhões·déficit nominal de R$116 bilhões·redução do déficit pode facilitar queda dos juros
  • Relação entre juros altos e o crescimento da dívida públicajuros caíram muito na época da COVID·juros atuais entre 13% e 14%·dívida sobe porque os juros são altos
  • Aumento do gasto público e suas consequências fiscaisgoverno tem aumentado o gasto público·criação de despesas para o futuro·falta de clareza sobre o custo fiscal
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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MLMiriam Leitão

Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão. Oferecimento Seguros Unimed. Se é Unimed, é seguro. E aí, Miriam, boa tarde, Sardenberg, boa tarde, Cássia, boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Meninas, saíram dados sobre a dívida pública, continua continua subindo, Miriam? É, continua subindo, foi para 82,9%, né, em agosto. Esse é o maior patamar, é a 8ª alta consecutiva, maior patamar desde março de 2021. Naquela época você teve um aumento muito grande da dívida pelos gastos mesmo, porque teve o gasto necessário para COVID.

Então a dívida chegou a 85%. Naquele momento, os juros caíram muito, né? Na época da— tô até aqui com a tabela. É importante a gente olhar. Os juros caíram muito naquela época. Tava dezembro de 2019, tava em 4,5%, que ainda não tinha COVID, mas os juros estavam caindo porque vinham caindo desde o governo Temer, né? Então os juros são parte desse custo, e eu vou explicar isso mais adiante. E aí, quando chegou em agosto de 2021, né, mais ou menos nessa época aí, os juros estavam em setembro de 2020, chegou a 2%.

Em setembro de 2021 tava 6%. Então são patamares de juros completamente diferente hoje, que a gente transita entre o 14% e o 13%, né. E aí tem uma coisa que mostra bem isso. Que é a dívida pública subiu 11,2 pontos percentuais no governo Lula. E nesse mês de agosto agora, o déficit primário, quer dizer, o déficit do gasto do governo foi R$10 bi. Os 3 níveis, né, o do governo federal foi maior, mas do setor público como um todo, R$10 bi.

E o déficit nominal foi de R$116 bi. 10 vezes mais. Então, o que é isso, tá? A dívida é alta, os juros são altos, mas o déficit público precisa cair. Ele não vai resolver o endividamento, mas a partir do momento que cai o déficit público e se tem um horizonte de que os juros, de que os gastos não vão subir, vão ficar sob controle, os juros podem cair mais facilmente. Eles caem mais facilmente. Então, esse, esse momento em que a gente tá em que a dívida sobe porque ela é alta e os juros são altos, ele começa a se dissolver se a gente resolver o déficit público.

Então é uma coisa assim, o déficit mesmo representa apenas uma parte do aumento, mas se ele não existir e existir a perspectiva de que ele vá cair, os juros podem cair mais rapidamente. Então a gente tá prisioneiro nessa armadilha, né, com os juros subindo por causa, porque são altos, a dívida subindo porque os juros são altos, a dívida é alta. E também o governo não combate o déficit público, mesmo ele sendo parte apenas do aumento da dívida, ele tem uma função muito maior para redução do que se percebe por esses números.

Então é isso que tem que ser feito, e na verdade está sendo feito o contrário. O governo tem aumentado muito o gasto público nesse final, nessa disputa eleitoral, ele tem criado muitas despesas para o futuro, quando ele começa a fazer, a tomar decisões, principalmente essas últimas da reta final. São decisões que a gente não tem nem clareza qual é o custo fiscal de tudo isso. Sardenberg, Cássia, Miriam Leitão, muitíssimo obrigado, Miriam, e até amanhã.

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