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‘Questões econômicas apontam para um 2027 ruim e a gente não vê esse debate nas eleições’

29 de setembro de 20265min
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Carlos Alberto Sardenberg faz uma análise dos reflexos do cenário econômico interno e externo. Comentarista fala sobre os desafios para o próximo presidente e a falta de proposta dos candidatos para o tema. ‘As contas públicas com déficit, inflação mais alta e crescimento, atividade econômica caindo. Isso seria um tema essencial a ser discutido nas campanhas e a gente não vê nada disso’. Ouça.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
M

Milton

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Perspectivas econômicas negativas para 2027 e falta de debate eleitoralcrescimento de apenas 1% em 2027·contas públicas com déficit·inflação alta e juros elevados·ausência de debate nas campanhas
  • Cenário econômico global e seus reflexos no Brasilguerra no Oriente Médio·aumento do preço do petróleo·alta de juros internacionais·ameaças de inflação
  • Desafios econômicos internos do Brasil para os próximos anosjuros ainda muito altos·inflação voltando a subir·redução do crescimento econômico·desajuste das contas públicas
Transcrição9 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Linha Aberta com Carlos Alberto Sardenberg. Muito bom dia para você, Carlos Alberto Sardenberg.

CACarlos Alberto Sardenberg

E aí, como vai, Milton, Cássia? Bom dia, ouvintes.

?Voz D

Bom dia, Carlos Alberto.

?Voz B

Com o andar do atual cenário econômico, tanto aqui como lá fora, você enxerga um enorme desafio, seja lá quem ganhar essas eleições, Sardenberg?

CACarlos Alberto Sardenberg

Pois é, Milton Cássia, vejam o seguinte: o presidente Trump já comentou que a guerra no Oriente Médio, o ataque ao Irã, não terá um desfecho, que a guerra não terá um desfecho antes das eleições de novembro. Que dá as eleições de novembro lá nos Estados Unidos. Uma atividade, se ele aumentar, por exemplo, atividade bélica lá no conflito, gastar mais, ter mais soldados morrendo, enfim, ele tá evitando que os prejuízos que a guerra possam causar à sua, à sua eleição do meio de mandato, né, eleição de deputados, senadores e governadores agora em novembro.

Bom, o que significa que continua o problema do trânsito internacional, da das commodities, especialmente do petróleo, que tem se mantido a nível acima de $100 por vários dias, já diria semanas, que hoje, por exemplo, tá a $104 o barril. Então isso tudo está levando a uma piora das condições internacionais, e muitos bancos centrais pelo mundo afora têm reagido com alta dos juros de seus países. É previsível uma alta de juros nos Estados Unidos e na Europa, né, para conter as ameaças de inflação que estão aparecendo, inflação rodando acima da meta lá deles, dos Estados Unidos e da Europa.

Bom, e aqui no Brasil as taxas de juros estão caindo, mas estavam já muito elevadas. Quer dizer, embora elas tenham caído um pouquinho e possam até cair um pouquinho mais, o fato é que elas permanecem muito elevadas porque o ajuste anterior foi extremamente forte. E além disso, a gente começa a notar sinais de alta da inflação e de redução do crescimento econômico. No ano passado, por exemplo, o Brasil cresceu mais de 2%, cresceu 2,3%.

Esse ano as previsões estão todas, dos analistas e tal, estão todas abaixo de 2%, 1,5%, 1,6% e tal. E pior, para 2027 a economia entra prejudicada por esse ano de 26, e a perspectiva é que o país cresça em torno de 1% no ano que vem, o que é nada, que é praticamente nada. Então você note a combinação de situações negativas que eu explico agora. Nós temos juros aqui no Brasil ainda muito altos, vemos que cai mais um pouco, mas permanecem elevados, prejudicando a atividade financeira das empresas e das pessoas.

A sequência de dívidas que a gente tem observado tanto no setor das empresas quanto nas famílias. Você tem uma inflação que voltou a subir, tá aproximando dos 5%, e tem uma atividade econômica muito baixa e um cenário internacional desfavorável. E acrescentando o problema que já comentamos várias vezes aqui no Brasil, o problema do desajuste das contas públicas, os seguidos déficits que vêm sendo produzidos pelo governo atual e levando ao aumento da dívida.

Então é um ambiente ruim, um ambiente que combina situações difíceis do exterior e do e dentro do país, o que exigiria que essa campanha fosse envolvida por um debate muito grande sobre o que fazer com isso, né? Quer dizer, as contas públicas com déficit, inflação mais alta e crescimento, atividade econômica caindo. Quer dizer, bom, isso seria um tema essencial a ser discutido nas campanhas. A gente não vê nada disso, a gente vê uma briga no Supremo, enfim, essas questões econômicas econômicas que são importantes e que apontam para um 2027 muito ruim, com inflação ainda alta e com taxa de juros elevadas.

E a gente não vê esse debate nas eleições, o que preocupa ainda mais Milton e Cássio.

?Voz B

Muito obrigado, Sardenberg. Um bom dia para você.

CACarlos Alberto Sardenberg

Até logo mais no CBN Brasil. Recommended Blinds.com.

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