Episódios de Comentaristas

Desconhecimento e sintomas comuns atrasam diagnóstico de glioma no Brasil

29 de setembro de 20266min
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Luis Fernando Correia alerta para o desconhecimento da população sobre o glioma, o tumor maligno primário do cérebro mais comum em adultos. Uma pesquisa mostrou que grande parte dos brasileiros nunca ouviu falar da doença, o que pode contribuir para atrasos no diagnóstico.

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Participantes neste episódio1
L

Luis Fernando Correia

HostJornalista
Assuntos4
  • O desconhecimento da população sobre o glioma e o atraso no diagnósticopesquisa do Instituto Oncoguia·tumor maligno primário mais comum·12 mil novos casos por ano·um em cada cinco pacientes esperou mais de um ano
  • Sintomas comuns que dificultam o diagnóstico precoce do gliomador de cabeça persistente·alterações de memória·dificuldade para achar palavras·fraqueza de um lado do corpo·diagnóstico de problemas psiquiátricos
  • A importância da investigação de sintomas e o papel da ressonância magnéticador de cabeça nova e progressiva·convulsão na vida adulta·alterações de memória e comportamento·ressonância nuclear magnética do cérebro
  • A necessidade de testes moleculares e genéticos para o tratamento do gliomadefinição do melhor diagnóstico·estratégia de tratamento personalizada·acesso limitado no Brasil·disponibilidade na rede privada
Transcrição13 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LFLuis Fernando Correia

Saúde em Foco com Luiz Fernando Correia. Oferecimento: você luta pela sua saúde, a gente também. Alice, plano de saúde como deve ser.

?Voz B

Muito bom dia, Doutor Luiz Fernando Correia.

LFLuis Fernando Correia

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes.

?Voz C

Bom dia, Doutor.

?Voz B

O senhor traz aqui estudos a propósito de pacientes com glioma, que é um tipo de câncer no sistema nervoso central, né?

LFLuis Fernando Correia

Pois é, Milton. Você já conhecia, já tinha ouvido falar de glioma?

?Voz B

Não.

LFLuis Fernando Correia

Então esse é um dos problemas, né? E esse foi o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Oncoguia e patrocinado pelo Laboratório Servier, e que mostrou o seguinte: ela ouviu pessoas do Brasil inteiro Primeiro, para saber se já tinha ouvido falar de glioma. E segundo, obviamente descobriu pacientes, apareceram pacientes e pessoas com glioma. E nesses pacientes ela foi tentar descobrir como é que foi o processo, né? Além de a gente não conhecer muito, não falar muito nesse assunto, é um tumor relativamente raro, mas é o tumor maligno primário do cérebro mais comum nos adultos.

Ou seja, ele nasce no próprio cérebro. Ele não vem, não chega vindo de, não é metástase, ele não chega de outro lado. O INCA estima, Milton, que são 12 mil novos casos desses tumores por ano no sistema nervoso central, e a maior parte, em torno de 60%, são gliomas. E por que que esse tempo? E aí, por que que o diagnóstico demora tanto? Porque o que elas descobriram foi que 1 em cada 5 pacientes esperou mais de 1 ano entre os primeiros sintomas e o diagnóstico.

Então você imagina, um tumor dentro do cérebro levar 1 ano para fazer, para ter o diagnóstico e começar a tratar, você já perdeu um tempo enorme, né? E por que que demora? Porque os sintomas se parecem com sintomas comuns: uma dor de cabeça que não passa, alterações de memória, dificuldade para achar palavras às vezes, enjoo, uma fraqueza de um dos lados do corpo. Então isso se mistura com um monte de coisa, né? Onde é que são, são sinais que aparecem várias coisas, e o paciente vai passando de médico para médico, consulta em consulta, entrada no pronto-socorro, e aí sai e volta.

Estresse. Muitos disseram que foram diagnosticados ou teve sugestão de que estavam com problemas psiquiátricos até. Então só 35% tiveram diagnóstico em um mês. E em geral esses foram que tiveram sintoma mais, mais dramático, que é uma convulsão. E aí vão ao pronto-socorro, você vai investigar o cérebro de quem teve uma convulsão, aí você encontra o tumor. Você não pesquisou aquele tumor especificamente. Então ficam aqui, fica aqui o alerta.

Uma dor de cabeça nova que piora semana após semana, uma dor que acorda a pessoa, uma dor que vem com vômito. Tudo isso, por exemplo, parece muito com enxaqueca, né? Mas merece investigação se for continuada. Uma convulsão, obviamente, na vida adulta, a primeira convulsão com certeza vai ser investigada. Agora, alterações de memória, de fala, de comportamento que a família percebe que continua avançando precisam ser investigados, né?

E 4 em cada 10 desses entrevistados saíram, isso foi o mais dramático, saíram da primeira consulta sem saber se aquilo que eles tinham era um câncer. Então isso, isso hoje em dia tá definido pela OMS. Esse tumor, para se definir o melhor diagnóstico e qual a melhor estratégia de tratamento, que pode mudar, Milton, pode ser um diagnóstico que realmente seja muito dramático, que o paciente morre muito rapidamente, Mas de repente, se você diagnosticar o tipo certo e esse tipo for de crescimento muito lento, esse paciente vai viver décadas.

Então tudo isso faz diferença. É importante que se faça análise de testes moleculares e análises genéticas. E infelizmente isso no Brasil, Milton, não tá disponível para todo mundo. Então é uma briga que tem que ser comprada. E primeiro fato é a gente contar para as pessoas que existe o glioma, né, Milton?

?Voz B

Apresentá-los, sem dúvida, fazer isso. Aliás, o que você tá fazendo agora aqui para nós quando traz esse assunto à tona. O Maurício até perguntou qual é o exame para diagnosticar verdadeiramente.

LFLuis Fernando Correia

O exame, o exame mais, quer dizer, o primeiro exame que vai conseguir chegar a um diagnóstico é uma ressonância nuclear magnética do cérebro. Existem depois variações de exames de imagem mais específicos, aí sim, já depois do diagnóstico feito, que você vai fazer esse subdiagnóstico, a especificação, para saber se é um tumor que cresce rápido, saber se é um tumor que cresce mais lento, providenciar os testes moleculares e genéticos, se possível, né? E aí, mais acessíveis, é verdade, na rede privada. Desculpe, Cássia.

?Voz C

Não, doutor, eu ia perguntar o seguinte: a partir desse diagnóstico, a depender do tipo do tumor, é que vai se definir o tratamento, a abordagem que vai ser usada para tratar esse paciente.

LFLuis Fernando Correia

Sim, muitas vezes, quer dizer, muitas vezes a opção cirúrgica é a primeira, é o primeiro passo. E mas aí sim, radioterapia combinada com quimioterapia, qual extensão disso, até a própria qual extensão da cirurgia que vai ser feita tem que ser definida, se possível, antes de se fazer. E aí, mas é realmente a partir da ressonância nuclear magnética a gente vai ter uma uma suspeita mais forte de que é um glioma. E aí, a partir daí, criasse uma estratégia para cada paciente.

?Voz B

Muito obrigado, Doutor Luiz Fernando. Bom dia.

Anunciantes1

Alice

Plano de saúde
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