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Estudo americano alerta para efeitos severos do Super El Niño no Brasil

29 de setembro de 20264min
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Rosana Jatobá compartilha estudo americano da Universidade de Chicago que alerta sobre os efeitos severos do Super El Niño no Brasil. Segundo a pesquisa, o país será o mais afetado da América Latina. Ouça.

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
R

Rosana Jatobá

HostJornalista
Assuntos4
  • Estudo americano alerta para efeitos severos do Super El Niño no BrasilBrasil será o país mais afetado da América Latina·mais de 13 mil mortes previstas no Brasil·aumento de 44% de dias de calor acima da média·até 20 episódios de calor extremo
  • Regiões Norte e Nordeste são as mais vulneráveis aos impactos do El NiñoPará, Maranhão, Amazonas e Bahia serão os estados mais atingidos·61% do território brasileiro já sob algum grau de seca·seca atingiu 90% do Nordeste·rios da Amazônia baixando, afetando abastecimento e navegação
  • Impactos atuais do Super El Niño já visíveis no Brasilincêndios no Amazonas 44% acima da média histórica·Manaus enfrenta fumaça e poluição do ar·chuva demais no Sul com temporais e tornados·inverno mais chuvoso em São Paulo nos últimos 30 anos
  • Medidas do governo brasileiro para enfrentar o Super El Niñoforça-tarefa e R$1 bilhão e 300 milhões reservados·planos para secas, enchentes, saúde e abastecimento·combate a incêndios florestais·medidas distribuídas de maneira desigual em 9 estados
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CACarlos Alberto Sardenberg

CBN Sustentabilidade com Rosana Jatobá. E aí, Rosana!

RJRosana Jatobá

Oi, Sardenberg! Boa tarde para você, para casa e para os nossos ouvintes.

?Voz C

Boa tarde, Rosana!

CACarlos Alberto Sardenberg

Rosana teve, vai nos falar sobre um estudo americano que alerta sobre os efeitos severos do Super El Niño deste ano, Super El Niño efeitos no Brasil.

RJRosana Jatobá

Rosana, é um estudo da Universidade de Chicago mostrando que o calor associado ao Super El Niño pode provocar a morte de mais de 450 mil pessoas no mundo e que o Brasil será o país mais afetado da América Latina, com mais de 13 mil mortes por aqui, principalmente no período mais crítico, que é o auge do verão. Entre dezembro e fevereiro. A gente lembra que a Europa teve 10 mil mortes acima da média agora no começo de julho, já por causa da influência desse fenômeno.

Bem, esse estudo fala no aumento de 44% de dias de calor acima da média no Brasil. O El Niño costuma registrar até 14 ondas de calor no país, costumeiramente, né? Mas dessa vez a gente pode enfrentar até 20 episódios de calor extremo. As regiões Norte e Nordeste aparecem como as mais vulneráveis, sendo que o Pará, Maranhão, Amazonas e Bahia são os estados que serão mais atingidos.

?Voz C

Agora, quando a gente pensa nessa onda de calor, a gente pensa também se o país já tá preparado, o Brasil, para lidar com essa previsão de tempo. Já tá preparado? Ainda falta muita coisa, Rosana?

RJRosana Jatobá

Olha, Cássia, o governo montou uma força-tarefa, reservou R$1 bilhão e R$300 milhões para planos específicos com o objetivo de enfrentar secas, enchentes, reforçar a saúde, garantir o abastecimento de água e alimentos e também combater os incêndios florestais. O Instituto Talanoa chegou a listar 33 medidas contra o super El Niño. O problema, Sardenberg Cássia, é que essas medidas estão distribuídas de maneira muito desigual, estão concentradas em apenas 9 estados do país.

Teria que aumentar bastante essa cobertura, né, porque o fenômeno é de fato muito sério, já está atuando aqui no país. Agora em agosto, 61% do território brasileiro, perdão, já tava sob algum grau de seca. No Nordeste, a seca atingiu 90% da região, deixando 8 sistemas hídricos em situação crítica. Na Amazônia, os rios já estão baixando. Isso pode afetar o abastecimento, a navegação e principalmente a energia daquelas comunidades que vivem isoladas.

Os incêndios também pioraram no Amazonas. As queimadas estão 44% acima da média histórica e quem vive em Manaus está enfrentando aí nos últimos dias episódios muito severos de fumaça e poluição do ar. No sul acontece o contrário, chuva demais. Agora em setembro a gente viu uma sequência de temporais severos, vendavais e até tornados. E em São Paulo esse foi o inverno mais chuvoso dos últimos 30 anos. Então o Super El Niño já tá aí, né, no nosso dia a dia.

A previsão é que ele se agrave agora no verão. Portanto, é urgente essa necessidade mesmo de medidas de adaptação para que a população não sofra tanto, né.

CACarlos Alberto Sardenberg

Rosana Jatobá, muitíssima. Como se não bastasse as confusões políticas e econômicas, ainda temos um super El Niño aí para nos preocupar, bagunçar tudo, né? Obrigado, Suzana. Até, fez sujeira. Rosana, Rosana Jatobá. Obrigado, Rosana.

RJRosana Jatobá

Beijo para vocês, até quinta.

?Voz C

Até mais, Rosana.