Torrontés ganha destaque entre vinhos de primavera
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- A evolução da uva Torrontés e sua popularidade na Argentinaamargor residual antigo·enólogos aprimoram elaboração·vinho aromático e floral
- Sugestões de vinhos Torrontés para diferentes orçamentosCrios Torrontés como opção acessível·Suzana Balbo Signature Torrontés·Tarasa Unisus Torrontés de alto custo
- Suzana Balbo como pioneira na elaboração de vinhos Torrontésinício da carreira em Salta·especialização na uva Torrontés·superação de preconceito feminino
Momento do Brinde com Suzana Parelli. E aí, Suzana?
Oi, Sardenberg, Cássia, ouvintes, boa tarde.
Boa tarde, Suzana.
Nós seguimos o nosso roteiro de apresentar vinhos de primavera e você hoje vai nos falar da Torrontês, uma uva Torrontês. Como é essa uva?
Então, essa uva é uma uva argentina, ela faz muito sucesso aí nos nossos vizinhos. É uma uva que até recentemente eu diria que eu não gostava dela porque ela tinha sempre um amargor muito característico. Era uma uva, dava a ver origem a vinhos simples. E com amargor residual que incomodava um tanto. Mas o interessante dessa variedade é assim, os enólogos foram aprendendo a elaborar melhor a Torrontês. E hoje a Torrontês é um vinho aromático, é um vinho, é um vinho branco, uma uva branca, é um vinho com notas de muito floral.
Você vai ter jasmim, vai ter nota de rosa, de gerânios, é uma É uma uva e ela não tem mais esse amargor residual que torna a uva interessante para quem gosta de provar vinhos. Eu falei, ela é da Argentina, ela é um cruzamento da moscatel de Alexandria com variedades crioulas que foram trazidas pelos espanhóis lá atrás. Nasceu de cruzamentos espontâneos. E a ideia hoje, na verdade, eu vou falar de um vinho, eu vou falar de dois vinhos.
E o primeiro vinho que eu vou falar, na verdade, eu vou falar de uma enóloga que é uma produtora, enóloga que chama Suzana Balbo, me achará. Ela foi uma pioneira em elaborar vinhos na Argentina. Argentina. Ela já tem bem uns 40 anos que ela elabora vinhos na Argentina, 30, 40. E ela começou na região de Salta, que é no norte da Argentina, que é exatamente onde reina a Torrontês. E ela se especializou na uva. Hoje não só na uva, mas o início da carreira dela foi focando em trabalhar com a Torrontês, que era bem, na verdade, assim, aonde ela conseguiu emprego.
Ela foi para Salta porque naquela época tinha muito preconceito com trabalho feminino, e ela acabou só conseguindo trabalhar numa bodega lá em Salta. Depois ela mostrou sua competência, tudo, migrou para Mendoza e faz bons vinhos em Mendoza, Vale do Diuca e tudo mais. Mas o que eu vou destacar dela é um vinho torrontês, que é essa uva da primavera que a gente tá falando hoje, da linha, que é a linha de entrada de gama dela, que chama Crios.
E é um torrontês, eu achei esse vinho entre R$80 e tantos e R$99, ou seja, é um vinho que cabe no bolso, que tem essas notas florais que eu citei. É um vinho mais simples, não tem grandes complexidades, mas é um bom exemplo do que a torrontês pode entregar para quem quiser conhecer mais. Crios de criação, né? Até ela criou esse rótulo em homenagem aos dois filhos dela, que hoje também trabalham na vinícola. Torrontês Crios, que ele vai ser fresco, ele vai ser floral, ele é tudo que a Torrontês entrega e que vai dar bastante prazer nessa tarde de sol aqui.
Agora, quem quiser conhecer Torrontês mais complexos, é isso que eu queria chamar atenção também, a Suzana Balba, ela tem outros vinhos na linha, e aí o preço já fica um pouquinho mais salgado, Ela tem, por exemplo, Suzana Balko, Sinaturo Torrontês, que tá na faixa de R$200. Aí você vai percebendo como a uva vai ganhando mais complexidade. E o outro torrontês que eu queria citar é um torrontês para as pessoas ousadas e que gostam de investir em vinho.
Outro dia eu fui provar um vinho que chama Tarasa. Ainda é um vinho único elaborado em Salta. É um projeto de um brasileiro que se chama Fernando Firmino, que resolveu investir em vinho, e ele faz uma parceria com enólogo da região de Salta que chama Álvaro Dávalos. E esse Torrontês eu gostei bastante, só que eu só não gostei do preço, que ele custa quase R$600. É uma, assim, é uma facadinha assim, né? O nome todo é Tarasa Unisus Torrontês 2025.
Super bem feito, traz complexidade, essas notas florais assim de um jeito que não são exuberantes, mas elas estão presentes. É um vinho bem interessante, mas tem essa questão de preço. E mas assim, para cada ouvinte tem o seu gosto. Então a gente vai numa sugestão mais em conta e essa sugestão mais premium aí. E elogiando a Torrontês hoje em dia, sem amargor.
Tá certo, Suzana Barelli. Obrigado, Suzana. E até quinta-feira seguimos com vinhos de primavera. São todos brancos, né, que você vai nos passar?
É, por enquanto. Então, bem da verdade, é bem da verdade, eu ia entrar com um tinto na quinta-feira.
Ah, mas Pode ir lá, tá bom.
Mas cedo que primavera, vai pensando assim, um Pinot Noir talvez. Acho que vale, né?
Pode ser, se a gente pode ser, pode ser. Eu tinha pensado na verdade num tinto que tem umas notas florais também. Eu não sei se eu vou falar um que tem nota de violeta ou que tem nota de rosas, mas são vinhos tintos.
Mas você escolhe, que você é especialista. A gente é só pitaqueiro e a gente bebe também.
Suzana, obrigado, Suzana.
Até, até mais.