O crescimento do uso de inteligência artificial no planejamento financeiro das pessoas
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- O uso da inteligência artificial no planejamento financeiro pessoalIA como ferramenta de assistência financeira·confiabilidade na IA para decisões de investimento·preferência por humanos no comando financeiro
- A pesquisa 'O que a Faria Lima não vê' sobre o comportamento financeiroanálise de dados em redes sociais e plataformas de IA·perguntas compatíveis com tarefas de assistência·foco em soluções para a vida, não produtos
- A busca por soluções financeiras em situações e objetivos de vida76% das dúvidas partem de situações de vida·pessoas buscam como se organizar ou sair de dívidas·confiabilidade da resposta na situação concreta
- A preferência por IA para esclarecer dúvidas financeiras pessoaispessoas se sentem mais à vontade com IA·superar constrangimento ao falar com humanos·IA como âncora para planejamento complexo
- A falha do mercado financeiro em construir confiança com o clientefoco em produtos, não na jornada do cliente·cliente busca informação sozinho antes do produto·necessidade de relação de longo prazo e confiança
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Olá, Tati, boa tarde. Boa tarde.
Hoje Ana vai trazer informação para gente a respeito do uso da inteligência artificial no planejamento financeiro, porque afinal de contas tem gente fazendo terapia com inteligência artificial. Aliás, não façam isso, porque isso é qualquer outra coisa menos terapia, tá, gente? Não é terapia não, não chama de terapia porque terapia é outra coisa. Mas enfim, inteligência artificial pode nos ajudar a programar a nossa vida financeira.
De que jeito, né? Qual o papel ela exerce? Um estudo recente, a Ana traz esses dados, mostra que existe uma diferença importante entre usar inteligência artificial para ajudar a entender uma questão financeira, isso é uma coisa, outra coisa é você confiar na inteligência artificial para tomar uma decisão de investimento, por exemplo. O que é que os dados trazem, Ana? Quais são os principais achados dessa pesquisa?
É isso aí, Tati. Olha, essa é uma pesquisa super interessante e o nome dela é bem provocativo, né, porque chama O que a Faria Lima não vê. Então foi um estudo justamente para entender o que que a pessoa por trás do cliente de verdade precisa e quer. E aí uma parte dessa pesquisa ela traz essa questão da confiabilidade na inteligência artificial. E o que que esse estudo mostrou? Que a inteligência artificial ela já ocupa um espaço relevante nessa jornada financeira, assim como em outros aspectos da nossa vida também, porque 62,4% das perguntas analisadas nesse estudo, que analisou 5 anos de dados em diferentes redes sociais e também algumas plataformas de inteligência artificial, ou seja, então é bastante coisa, É uma análise inclusive até maior do que o tempo da inteligência artificial no dia a dia das pessoas.
E aí mostrou que elas são perguntas que são compatíveis a alguma tarefa de assistência que essa pessoa precisa, por exemplo, organizar as informações, explicar melhor conceitos, fazer cálculos, comparar alternativas e preparar conversas. Isso que também eu achei bem interessante nesse, nesse tudo. Mas o uso da tecnologia não significa necessariamente que as pessoas estão delegando a decisão a ela, porque 30% dos investidores consultados, aquelas pessoas que se intitulam investidores, dizem confiar na inteligência artificial para uma decisão final.
Ou seja, 70% não citou isso como um processo decisório. Ao mesmo tempo, a gente tem aí 65% das pessoas que preferem ter um humano no comando. Ainda bem.
Né?
Então as pessoas estão fazendo terapia financeira, mas ainda assim elas estão buscando aí um humano e usando a tecnologia mais como um apoio ou como uma segunda opinião. E que isso me chamou atenção também, né? A gente deveria usar o humano como uma segunda opinião e não necessariamente uma inteligência artificial. E esse comportamento, Tati, ele faz sentido quando a gente olha para um outro dado desses esse estudo também. 76% das dúvidas financeiras, elas partem de uma situação ou de um objetivo de vida, e só 15% as pessoas já começam a procurar um produto financeiro.
Daí o nome, né? O que que a Faria Lima não tá vendo é que muitas vezes ela oferece produtos, mas o que as pessoas estão buscando, elas estão buscando soluções para a vida delas. Então a pesquisa, sempre a busca ela acontece por uma situação ou objetivo de vida. Olha, eu tô endividado, o que que eu faço? Eu quero viajar, o que que eu faço? E não necessariamente que CDB que eu compro. Então, antes de perguntar qual é o investimento que eu preciso escolher, muitas vezes a pessoa ela tá tentando responder alguma coisa como: como é que eu me organizo?
Como é que eu saio de uma dívida? Como é que eu realizo um determinado projeto? E nesse contexto, a confiabilidade da resposta, ela não depende apenas da informação parecer correta, Mas ela fazer sentido na situação concreta que aquela pessoa está vivendo. Então acho que é um pouco disso que o estudo traz.
E o que consultam mais na IA em relação a planejamento financeiro? Quais assuntos?
Então elas sempre querem saber coisas que são mais de esclarecimento de dúvidas, Fernando. Então assim, olha, como eu saio da minha dívida? Como eu converso sobre isso na minha família? Então são coisas que são muito mais relacionadas, como eu citei, em relação a situações. Mas tem uma diferença também entre uma resposta que ela venha direto ou como ele vai pesquisando essa resposta e tentando mais informações. Então, por exemplo, em finanças, o que as pessoas procuram é taxas, prazos, impostos, custos, riscos.
Então isso pode, por exemplo, alterar completamente a comparação de uma coisa com outra se essas premissas e essas perguntas não forem bem contextualizadas. E é esse contexto que a IA acaba usando para poder explicar algumas coisas. Então a IA, ela pode explicar muito bem o funcionamento de um produto, mas essa explicação não necessariamente vai gerar algum contexto em que essa pessoa consiga esclarecer alguma dúvida. Por isso que o estudo também aponta que as pessoas estão olhando o planejamento financeiro de uma maneira mais ampla, né, mas muito mais perguntando sobre situações do cotidiano.
Então, se você fosse, por exemplo, Fernando, fazer uma pergunta para IA sobre o seu planejamento financeiro, você começaria por um produto ou por uma situação?
Situação.
Situação. E é isso que muitas vezes as pessoas têm dificuldade de conversar com humano, porque muitas vezes a inteligência artificial ela vai primeiro responder exatamente aquilo que você quer. Então, por isso ela também tem vieses, ela também tem distorções, mas ela consegue trazer um contexto que muitas vezes as pessoas se constrangem para falar com um humano. Então alguma vergonha que ela tenha de alguma situação errada, né, algum erro que ela cometeu em relação às finanças.
Então as pessoas têm se sentido mais à vontade para esclarecer essas dúvidas com um computador, ou seja, com uma inteligência do que com humano. Então acho que isso também mostra um pouco, quando a gente tá falando de planejamento, que é uma coisa tão complexa e tão multidimensional, essa busca pelas perguntas, pelas respostas nas redes, na inteligência artificial, acaba sendo uma âncora importante aí para as pessoas, né?
Agora, Ana, algo mais acrescentar em relação ao estudo? Em relação à busca por produtos?
Olha, busca por produto, a pesquisa ela trouxe assim uma conclusão que eu achei muito interessante, que é o seguinte: quando você começa a falar de produto com as pessoas, você já chegou muito tarde na vida delas, porque elas já passaram pelo perrengue, elas já buscaram sozinhas a informação usando a inteligência social ou algum parente, algum amigo, ela já pesquisou, ela já comparou e aí ela chegou até o produto finalmente, que é o quê?
É aquele elemento que vai viabilizar a organização da sua vida. O que esse estudo mostrou é que muitas vezes a Faria Lima, né, ou seja, que o mercado financeiro, ele foca muito em criar soluções a partir de produtos, mas deixa de lado a construção de confiança, de relação de longo prazo que ele pode estabelecer com o cliente nessa jornada toda que é feita de maneira solitária. Então é aquela coisa, né, no momento de dificuldade, quando você precisa do— que tá chovendo, você precisa do guarda-chuva, não tem ninguém para te oferecer, mas a hora que vem o sol tá todo mundo pronto para te vender um protetor solar.
Então é um pouco isso que a pesquisa nos traz, é que essa relação de confiança ela acaba sendo estabelecida necessitada nesse momento em que a dificuldade ela tá presente. E o produto, seja ele um produto de investimento ou qualquer outro produto, ele vem já como uma solução para um problema que já foi identificado numa fase muito solitária da jornada do planejamento financeiro das pessoas.
Muito bem. Ana Leone conosco às terças e quintas falando do nosso dinheiro no nosso No Fim das Contas. Obrigada, Ana. Até quinta.
Até quinta-feira. E cuidado, gente, ao usar inteligência artificial. Questione, consulte, veja uma outra fonte, porque também é uma inteligência que tem muitos vieses e a gente pode ser pego no contrapé. Então até quinta.
Obrigada, Ana. Afternoon glare totally ruined my watch party for the big game. That's when my buddy recommended blinds.com.
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