Sem Maracanã, quartas da Copa do Brasil têm datas definidas; São Paulo a um passo do título brasileiro
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Talita Giudice
- Definição das datas e confrontos das quartas de final da Copa do BrasilFerroviário e Bragantino em 12 de outubro·Internacional e Atlético Mineiro em 14 de outubro·Flamengo e Fluminense em 15 de outubro·Bahia e São Paulo no Batistão
- São Paulo vence Corinthians na final do Brasileirão Feminino e quebra tabuprimeira derrota do Corinthians na Neo Química Arena·São Paulo melhor em campo·venda de ingressos para o jogo da volta
- Novas diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasildiretrizes nacionais e permanentes·foco no futebol feminino de base·profissionalização da modalidade·direitos para mães jogadoras
- Ausência de jogos no Maracanã nas quartas de final da Copa do Brasilproblema no gramado do Maracanã·última partida feminina no Maracanã em 1986·Maracanã como palco do futebol masculino
- Obrigatoriedade de equipes femininas para clubes formadores e SAFsclubes formadores com equipes de base femininas·desenvolvimento da participação de mulheres na gestão·Lei da SAF e futebol feminino de base
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Convocadas. Oferecimento: Mecânico Amigo, só use peças de qualidade premium. Monroe e amortecedores Axios, Ferodo e Champion. Wonder, a ferramenta do Brasil. Alice, boa tarde.
Boa tarde, Tati e Fernando. Todo mundo tá ligado aqui no estúdio, você bem?
Bom, final do Brasileirão, detalhes da Copa do Brasil, novas regras para o futebol feminino neste país a um ano da Copa que será realizada aqui. Temos assunto hoje, hein, Talita?
Bastante coisa.
Começamos pela final e pela surra. Vamos, vamos.
Copa do Brasil é porque o detalhamento aconteceu hoje, então a gente tá com a notícia mais quente, né? 8 equipes, quartas de final da Copa do Brasil. Começa a definição, né? A primeira parte dela começa no dia 12 de outubro, no confronto entre Ferroviário e Bragantino, partida que vai acontecer 6 da noite de uma segunda-feira na Arena Fonte Luminosa. Depois, no dia 14 de outubro, Internacional e Atlético Mineiro, 9 horas da noite numa quarta-feira no Beira-Rio.
Então, importante isso aí, Beira-Rio. Dia 15 de outubro, clássico carioca nas quartas de final da Copa do Brasil. A gente vai ter Flamengo e Fluminense, 7 da noite, uma quinta-feira, no Estádio Luso Brasileiro. Importante a gente falar isso, né? A gente vai ter o consórcio Fla-Flu, que faz a gestão do Maracanã, nas quartas de final da Copa do Brasil feminina. E nenhum jogo vai acontecer no Maracanã, né? Então assim, é bem triste.
Maracanã, que enfim tem um problema no gramado, a gente sabe disso. Mas também, se tivesse bem, acho muito difícil que esse jogo acontecesse no estádio principal, no Maracanã, apesar de ter aí os dois times que gerenciam o estádio hoje, né, Flamengo e Fluminense. Fechando esses jogos de ida, Bahia e São Paulo, 7 da noite de uma sexta-feira, no Batistão. Batistão é um estádio que fica lá em Aracaju, no Sergipe. Então o jogo não vai acontecer na Bahia, né?
Não, não é uma primeira vez que o Bahia faz isso, mas não vai acontecer em solo baiano esse confronto, apesar do mando ser do Bahia. Os jogos da volta começam no dia 20 de outubro. Então, no dia 20 de outubro, a gente tem Bragantino e Ferroviária, 7 da noite, no Cícero de Souza Marques, e Atlético Mineiro e Internacional na Arena MRV. No dia 21 de outubro, São Paulo e Bahia, local do jogo ainda não foi definido. E aí os jogos terminam no dia 22 de outubro entre Fluminense e Flamengo, uma quinta-feira também no estádio Luso Brasileiro, né?
Então a gente vai ter aí por enquanto de definição Arena Fonte Luminosa, Beira-Rio e também Arena MRV, além do Cícero de Souza Marques. São os estádios principais das equipes aí que vão receber os jogos. Confronto entre São Paulo e Bahia ainda não tem um local definido. E o clássico carioca vai acontecer no Luso Brasileiro, que não é o estádio oficial das equipes.
Por quê, hein?
Pois é, essa é sempre a pergunta que eu faço, né? Porque seria bem mais fácil, né, já que são os times que gerenciam o Maracanã. Mas como eu disse, nem que o gramado estivesse bom, que não tá, tá horrível, mas mesmo que ele não estivesse, acho muito difícil que esse jogo acontecesse lá. Nunca aconteceu. Inclusive, eu tô fazendo um levantamento, é, a gente tem uma dificuldade um pouco grande de dados do futebol feminino nessa questão da história do futebol feminino, de Enfim, contar a história também não é tão fácil porque não são dados de fácil acesso, não são dados de muito conhecimento.
Mas o que eu tenho de registro é que a última partida que aconteceu no Maracanã entre clubes foi em 1986. O último jogo de futebol feminino foi a seleção feminina em 2016, na semifinal das Olimpíadas. O Brasil acaba eliminado na semifinal nos pênaltis. Mas é bem chamativo como o palco da abertura e o palco do fechamento da Copa de 2027 não abre a porta para o futebol de mulheres no Brasil há décadas, né? Há décadas. Porque se a gente levar em consideração seleção, vai bater 11 anos ano que vem.
Se a gente levar em consideração clubes, são aí 40 anos, 40 anos sem receber uma partida de futebol feminino. Então acho isso bem significativo, como Maracanã, apesar da história, a gente não vai discutir isso aqui, Mas é um palco do futebol masculino e não do futebol feminino.
É uma pena. Final do Brasileirão, São Paulo saiu na frente na casa do Corinthians, quebrando um tabu de quanto tempo, Talita? De sempre, né? Nunca tinha perdido de todos os tempos, desde quando foi criado o Itaquerão, desde quando o futebol feminino foi permitido para mulheres.
Sei lá, o Corinthians nunca perdeu jogando na Neo Química Arena, né? Até o confronto contra o São Paulo, 32 jogos, 29 vitórias e 3 empates. E aí no jogo de número 33 sofreu a primeira derrota, uma derrota de virada. São Paulo soube jogar na Neo Química Arena, foi muito, foi melhor que o Corinthians, conseguiu anular bem a equipe do Corinthians. Um Corinthians que não teve uma Belém aqui indo bem. Aqui não fez muita falta. É uma Duda Sampaio muito preocupada e muito sobrecarregada no meio-campo, né?
Não houve aquela aproximação. E em contrapartida, um São Paulo que teve a Thayla e a Carol Gil, zagueiras, muito, muito bem, né? A dupla foi muito bem no confronto, conseguiu anular muito bem o ataque da equipe do Corinthians. A Robinha no meio-campo conseguiu ser aquela mente pensante muito importante para construção de jogo do São Paulo. Que conseguiu vencer de virada por 2 a 1, tem uma vantagem muito interessante para esse jogo da volta.
E aí é muito importante a gente dizer, a venda de ingressos começou ontem, então hoje é o segundo dia, já são 20 mil ingressos vendidos. O São Paulo oficializou isso há poucos minutos nas redes sociais. Então a tendência é que a gente tenha maior público do futebol feminino em 2026 nessa final que vai acontecer no Morumbi. No próximo sábado entre São Paulo e Corinthians. São Paulo que pode ter a vantagem do empate, né? Então assim, é um jogo realmente muito interessante para o São Paulo, que vai ter esse fator casa como uma coisa muito importante diante de um Corinthians que, claro, a gente nunca pode deixar esse Corinthians de lado.
Tinha desfalques importantes na zaga, né? A Duda Mineira acabou falhando ali no segundo gol do São Paulo, mas não foi esse o fator determinante para a derrota do Corinthians. Fator determinante foi que o São Paulo foi melhor. São Paulo foi melhor que o Corinthians, conseguiu propor bem o jogo que tinha para propor dentro do Daniel Química Arena, não sentiu o peso do Daniel Química Arena e consegue uma vantagem muito merecida. E se conquistar esse título no próximo sábado, também vai ser uma conquista muito merecida de um São Paulo que fez a melhor campanha na primeira fase e tá vindo realmente num belo trabalho do Thiago Vena.
Tá, vamos falar agora sobre novas regras para o futebol feminino, para incentivar o futebol feminino. Do que se trata?
É, o presidente Lula essa semana ele sancionou, né, diretrizes nacionais e permanentes. É isso, importante, permanente para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A gente sabe que por conta da Copa tem muita coisa acontecendo. É legal dizer que essa Copa é um marco aí no sentido do desenvolvimento da FIFA, porque a primeira vez que existe um comitê dentro da FIFA preocupado com o que vai acontecer no pós-Copa. E isso é inédito nessa Copa que a gente vai sediar aqui no Brasil.
E essas diretrizes são importantes, né? São diretrizes voltadas para os estados, para os clubes, para a própria federação, né, para o próprio governo e também para a CBF. Então são várias regras assim base muito focadas principalmente no futebol feminino de base, né? A gente sempre fala da importância disso aqui para o desenvolvimento da modalidade. Mas também para a questão da profissionalização da modalidade e do ser mãe. Isso também foi um ponto importante nessas diretrizes de conseguir dar direitos que são importantes para essas mulheres que são jogadoras de futebol, mas que também têm vontade de se tornarem mães.
Então tem algumas regras em relação a isso. Então são várias regras. Acho que as principais, além desses direitos em relação à maternidade, são no sentido de clubes formadores hoje no futebol masculino, né, que possuem equipes de base vão ter a obrigação de também ter equipes femininas. Então você tem um clube ali que ele só tá voltado para isso, para formação de jogadores, também vai precisar ter formação de jogadoras. Tem um interesse também de desenvolver a participação de mulheres em cargos de gestão técnica, na arbitragem, direção esportiva.
Isso é bem legal.
Arbitragem brasileira hoje, né, assim, arbitragem brasileira hoje só tem 3% de mulheres. Então é um número muito pequeno, muito pequeno mesmo assim. Então tem também esse foco nesse desenvolvimento. Lei da SAF também tem uma alteração. Clube agora quer se tornar SAF, beleza, mas vai precisar ter uma equipe de base de futebol feminino. Aí, né, você pode ter o masculino, mas vai ter que ter o feminino. O feminino vai ser obrigatório, diferente do masculino, vai ser obrigatório.
Então, se quiser se tornar SAF, tem que ter futebol feminino de base. E aí, o que para mim é muito importante, mas também ao mesmo tempo vale a gente acompanhar de muito perto, porque isso para mim é o maior desafio hoje do futebol feminino aqui no Brasil, que é a profissionalização, né, elas deixarem de ser jogadoras amadoras, ter carteira assinada, direitos trabalhistas e tudo mais. Então as diretrizes indicam que equipes que estão na divisão principal, né, Série A do campeonato, até 4 atletas que não são profissionais por equipe.
Nas demais divisões e a principal divisão estadual, 6 atletas não profissionais. Nas outras competições até 8. Isso é interessante da gente acompanhar para ver se isso vai acontecer. Os times que estão na Série A, sem considerar os que subiram, né, da B para A, a maioria tem jogadoras profissionais, né, não são mais atletas amadoras. Mas tenho curiosidade de ver se isso vai acontecer nas divisões inferiores, porque a realidade financeira é muito diferente.
Então as diretrizes são importantes, mas Principalmente nesse sentido, eu quero ver aplicação, porque ainda é um grande desafio, né, você conseguir ter isso de você ter jogadoras profissionais, carteira assinada, direitos trabalhistas. Porque enfim, a gente sabe que um CLT custa muito mais, os clubes nem sempre querem arcar com esse tipo de despesa. É diferente a questão de direitos de imagem das jogadoras para o futebol feminino, para o futebol masculino.
Então tudo isso pesa muito. Então São diretrizes muito interessantes, mas principalmente essa da profissionalização eu quero ver na prática, porque ela ainda não é uma realidade muito palpável, mas principalmente quando a gente fala de Série B para baixo do feminino.
Mas essas regras são importantes para obrigar os clubes a se mexerem, né? A gente fala tanto sobre essa desigualdade, tem alguns times que investem tanto no futebol feminino e tem bons resultados A gente tá vendo São Paulo esse ano, né, batendo o favorito Corinthians na décima final consecutiva. Mas isso só aconteceu a partir de uma obrigação, né, desses clubes. Alguns não levam essa obrigação a sério mesmo, e a gente também fala deles aqui. E os que levam têm tido bons resultados, né, Talita?
Sim, a gente fala dos clubes e também das federações, né? Então são diretrizes também voltadas para os estados, claro, aquela questão ali envolvendo prefeituras, governos, mas também federações, né? O futebol paulista hoje não é uma hegemonia no futebol feminino à toa. A Federação Paulista faz um trabalho extraordinário na gestão, não só uma gestão financeira, mas uma gestão esportiva. São várias competições de base, torneios de base para poder você ter esse desenvolvimento da modalidade.
É financeiramente também importante, financeiramente talvez seja até mais interessante jogar o Campeonato Paulista do que o Brasileirão Feminino. Então tudo isso é muito importante para o desenvolvimento da modalidade, né? A gente fala de federações que precisam é conseguir consolidar isso, solidificar isso, porque começa o desenvolvimento da modalidade nos campeonatos estaduais. Eles são muito importantes para isso. Então são importantes assim para os clubes, mas não basta só o Corinthians, São Paulo, essas equipes que estão em São Paulo, a Ferroviária, desenvolverem a modalidade se os outros não crescerem juntos.
Senão fica tudo muito restrito e acaba não desenvolvendo a modalidade de uma forma mais ampla, né?
É, sem dúvida. Muito bom, Talita Júdice, tá com a gente às terças e quintas nesse espaço. A gente fala sobre futebol feminino no nosso Convocadas. Lembrando que tudo isso Teve como gancho, né, um ano para Copa do Mundo, que vai acontecer entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Obrigada, Talita. Um beijo para você. Até quinta.
Beijo. Até quinta.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Mecânico Amigo
Peças de qualidade premium (Monroe, Axios, Ferodo, Champion)