EUA e China estabelecem ‘linha direta’ para tratar IA; entenda
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Pedro Doria
- O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping focado em tecnologia e IAEUA e China estabelecem linha direta·Trump quer chamar IA de superinteligência·EUA não farão freio na IA
- A exclusão da Anthropic das conversas sobre IA e o convite de TrumpAnthropic excluída de jantar·embate entre governo americano e Anthropic·Dario Amodei convidado para jantar na Casa Branca
- O uso de modelos abertos de IA por grandes empresas americanas50% do uso de IA é de modelos abertos·modelos chineses são mais baratos·empresas como AT&T e Deloitte usam IA aberta
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Conversa de Primeira, Vida Digital com Pedro Doria.
Muito bom dia para você, Pedro.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia.
Bom dia, Pedro.
O encontro da semana passada entre Donald Trump e Xi Jinping passou pelo tema da tecnologia e inteligência artificial, e você destaca esse assunto para nós hoje.
Passou não, né? Era o assunto principal na mesa. E não à toa, né, Milton, né, Cássia, ouvintes? Afinal de contas, a turma de inteligência artificial dos principais laboratórios americanos estão pedindo freio, estão pedindo uma pausa, estão dizendo que, olha, a gente está chegando nos lugares aqui que são, começam a ser perigosos, é que esses modelos podem fugir do nosso controle ameaçando até a própria humanidade. Bem, a primeira coisa que o Trump falou para o Xi Jinping é: olha aqui, a gente está um ano na frente da China, um ano e meio na frente da China, não tem esse negócio de pausa não, porque se a gente der uma pausa vocês ultrapassam a gente.
É exagero do presidente americano. Os Estados Unidos não estão um ano na frente da China, é uma coisa mais ali de 4 a 6 meses na frente, o que no mundo da inteligência artificial se ultrapassa com rapidez, mas é um sinal. Os Estados Unidos não vão fazer um freio, pelo menos não se depender do governo. É isso posto, tem o estabelecimento de uma linha direta. Trump e Xi conseguem falar um com o outro imediatamente em caso de algum tipo de emergência.
É o mesmo modelo que os Estados Unidos tinha com a União Soviética no tempo do inverno nuclear, do risco nuclear. E o presidente Trump quer fazer uma módica de mudança de nomenclatura e não quer mais chamar de inteligência artificial, quer chamar de superinteligência, porque segundo ele inteligência artificial parece que é fake. E isso não é fake, como sabemos. Donald Trump é contra qualquer coisa que soe como fake.
Agora, em todas essas conversas a respeito de inteligência artificial Tô vendo aqui na sua mensagem, Pedro, que teve uma grande empresa que foi excluída de um desses jantares.
É, e não é qualquer grande empresa não, né? Foi a Anthropic. Essa quinta-feira houve o jantar. Sundar Pichai do Google tava lá, Sam Altman da OpenAI, que faz o GPT, tava lá, Mark Zuckerberg tava lá, todo mundo que é importante nesse mundo tava lá, menos Dario Amodei, que é o CEO da Anthropic, que faz o Claude, que que é, junto com GPT, o principal modelo de inteligência artificial americano. Ele foi excluído. Existe um embate entre o governo americano e a Anthropic, porque Anthropic não quer permitir que seu modelo seja usado para iniciativas militares.
Há um direito da companhia estabelecer como que o modelo pode ser usado, e isso abriu uma ruptura. Agora, o Trump convidou convidaram o Amodei para um jantar ontem na Casa Branca. A gente não sabe o que que aconteceu, foi ontem à noite, ainda não tem nenhum tipo de notícia desse jantar, mas parece que tá se restabelecendo algum tipo de contato entre o governo americano e a Antropic. Não custa lembrar quem tá pedindo, quem partiu à frente para pedir essa pausa, alertando para que existe um risco, foi o próprio Amodei.
Então Tem longas conversas para se ter aí, mas não custa a gente dar uma última notícia nesse, nesse mundo. Hoje nos Estados Unidos, grandes empresas americanas, isso inclui AT&T, isso inclui a consultoria Deloitte, isso inclui Airbnb. AT&T é a principal empresa de telecomunicações dos Estados Unidos. Hoje 50% do uso de modelos de inteligência artificial já é de modelos abertos, ou seja, de modelos chineses. Por quê? Porque são muito mais baratos.
E que não seja essa a última notícia desse mundo.
Ah, bem, espero que não, Milton.
Começa falando sobre as ameaças aí, diz assim, agora a última notícia do mundo, desse mundo, de meu Deus. E vem aí. Valeu, um abraço, até mais.
Valeu, tchau tchau.
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