Câmara Municipal de São Paulo aprova restrição a propaganda de bets em primeira votação
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- Aprovação da restrição a propagandas de bets em São PauloCâmara Municipal de São Paulo·primeira votação da restrição
- Consequências da legalização e possível proibição das bets no Brasilinsatisfação com o rumo atual·40% das apostas em sites ilegais·piora do problema tributário e fiscalizador
- Impacto financeiro e contratual de uma possível proibição das betsgoverno abrindo mão de arrecadação·R$10 bilhões anuais·quebra de contrato com empresas·contratos com times de futebol
O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
E aí, Teco, como vai?
Oi, Sardenberg, boa tarde, boa tarde, Cássia, boa tarde aos ouvintes, tudo bem? Tudo certo, Teco, boa tarde.
As coisas estão ainda em andamento, mas vai sair alguma coisa restringindo ou eliminando as bets, né?
Pois é, tá com cara, né? Governo tem falado disso todo dia. Acho que tem uma pressa aí por conta do calendário e acho que tem muita coisa para a gente pensar e discutir nessa, né, Berg? Porque acho que de modo geral tá todo mundo insatisfeito com o rumo que as coisas estão indo. Não sei se essas coisas não eram previsíveis ou parte delas previsíveis lá atrás, né, quando a gente resolveu legalizar isso. E depois a gente vai precisar ver quais as consequências disso, né?
O jogo já existe antes da legalização. Ainda hoje tem-se uma estimativa de que 40% de todas as apostas são feitas em sites ilegais e fora do país. Então não necessariamente ao proibir a gente resolveria este problema, né? A gente talvez só piorasse o problema de maneira tributária e fiscalizadora da coisa. Mas o governo tá pressionado a fazer alguma coisa e tá a fim até de abrir mão de uma arrecadação, né? Não é muito dinheiro, são R$10 bi no ano, mas são R$10 bi, né?
Exatamente. Numa hora que as contas pioraram e já o déficit aumentou, né?
Pois é, nessa confusão toda, R$10 bi acaba sendo nada, né, Cerebelli? Mas se quisesse fazer um ajuste ali, R$10 bi já resolve uma parte do caminho, né? Vai ser curioso, eu tô curioso, porque tem, vai ter muita gente que vai reclamar que de certa maneira é uma quebra de contrato, né? As empresas pagaram para ter essa liberação de operarem aqui no Brasil. Não sei se esse dinheiro seria devolvido, não sei qual seria a briga, fora todos os contratos das empresas para frente que estão de pé, né?
Por exemplo, com os times de futebol, não sei como é que seria o contrato com todo mundo que tá ativo, se se rompe, se como é que você vai— ser uma briga boa, né? Vai ter advogado, vai ter bastante trabalho nos próximos meses.
Teco Medina, obrigado, Teco.
Até amanhã, tchau tchau tchau tchau.