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Xi Jinping em Washington: o que esperar da reunião com Trump?

24 de setembro de 20264min
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O que esperar da reunião entre Xi Jinping e Trump em Washington; presidente do Irã desafia Trump em discurso na ONU.

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Assuntos3
  • A visita de Xi Jinping a Washington e as tensões com Trumpprimeira viagem em 3 anos·jantar de Estado com líderes de tecnologia·cerimônia militar na Casa Branca·divergências sobre tarifas e IA·questão de Taiwan e venda de armas·influência da China sobre o Irã
  • O discurso desafiador do presidente iraniano Massoud Pezeshkian na ONUprimeiro líder em guerra com EUA a discursar·desafio a Trump após ameaça de aniquilação·exibição de fotos de iranianos mortos·recusa em limitar programa nuclear·críticas a Israel e sanções·representante dos EUA deixou o plenário
  • Reunião inédita entre representantes dos EUA e Irã com mediadoresprimeira vez desde fracasso de acordo de paz·ministro das Relações Exteriores do Irã·enviado especial dos Estados Unidos·Jared Kushner como mediador·acordo de 90 dias foi para o espaço
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O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje começamos com informações sobre a visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington. Essa é a primeira viagem de Xi aos Estados Unidos em quase 3 anos. São 3 dias de visita. Hoje, nesta quinta, teremos jantar de Estado com grandes nomes da tecnologia, como Tim Cook da Apple, Jensen Huang da NVIDIA e Sam Altman da OpenAI. Haverá também cerimônia militar na Casa Branca, com sobrevoos de aviões militares.

Tudo muito planejado, tudo muito roteirizado, mas é uma visita cheia de tensões, cheia de divergências em torno de tarifas de inteligência artificial, Irã, Taiwan, tráfico de drogas, minerais críticos. A questão de Taiwan continua sendo uma das principais áreas de tensão. Xi vai pressionar Trump a reduzir as vendas de armas para Taiwan, como já fez anteriormente. Em dezembro passado, o governo de Trump aprovou uma venda de armas de 11 bilhões de dólares para Taiwan, a maior da história.

Sobre tarifas, a trégua comercial de 11 meses entre os dois termina agora em novembro. Um cenário aqui seria a redução das tarifas em setores específicos. Irã: Washington acredita que Pequim poderia usar sua influência sobre Teerã, mas não tá claro se Xi Jinping ajudará Trump. A China é o maior parceiro comercial do Irã. E olha, Trump já ameaçou sanções contra países que mantivessem negócios com o Irã. Ó, nada aconteceu com os bancos chineses.

Bem, Xi Jinping aparentemente chega numa posição mais forte, embora tenha problemas internos, tipo desemprego entre os jovens principalmente, consumo continua fraco, governos locais acumulando dívidas e a crise imobiliária persistente. É Trump quem enfrenta uma forte queda na aprovação e ainda tem eleições de meio de mandato se aproximando. Ó, não haverá coletiva, nada disso. Cada um vai divulgar anúncios separados, destacando aquilo que cada lado quer transmitir ao seu público.

Agora falamos sobre o discurso do presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU. Olha só, ele se tornou o primeiro líder cujo país está em guerra com os Estados Unidos a discursar na Assembleia. Um dia após ouvir do presidente americano Donald Trump que iria aniquilar a República Islâmica, Peseski ocupou o mesmo espaço para fazer um discurso desafiador, exibindo fotografias de iranianos, inclusive de crianças mortos na guerra.

Disse que o Irã não pode ser obrigado a se render, que seu país jamais aceitará limitações ao seu programa nuclear, que segundo ele tem fins pacíficos. Não faltaram críticas a Israel também. Segundo ele, Israel mata, mas o Irã é quem recebe sanções. Assim que Pezeshkian começou a falar, o representante dos Estados Unidos deixou o plenário da Assembleia. Agora, algo inédito aconteceu. Representantes americanos e iranianos se reuniram por meio de mediadores pela primeira vez desde que um acordo de paz fracassou lá em julho.

O ministro das Relações Exteriores do Irã conversou por meio de mediadores do Catar com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Jared Kushner, o genro de Trump. A primeira vez que isso acontece desde de julho, quando aquele acordo de 90 dias foi para o espaço. Mundo em 3 Minutos, até amanhã.

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