Como evitar lesões na volta aos exercícios?
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Eduardo Hauen
Cássia
Milton
- Prevenção de lesões ao retornar aos exercícios após período de inatividadenão tentar retornar ao nível anterior·fazer musculação e Pilates·fortalecer panturrilha, quadríceps e glúteo·aumentar volume de corrida gradualmente
- Diferença entre distância registrada por smartwatch e esteirarelógio estima sem GPS na esteira·cálculo baseado em passo e movimento do braço·esteira com velocidade fixa é mais precisa·relógio como referência, não verdade absoluta
- Confiabilidade do gasto calórico em smartwatchescálculo usa frequência cardíaca e peso·duração do exercício influencia·acerta mais que a distância na esteira
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Bem-Estar e Movimento com Eduardo Hauen. Muito bom dia, Eduardo Hauen.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia a todos os ouvintes.
Bom dia, Eduardo.
O Henrique, nosso ouvinte, mandou mensagem para bemestar@cbn.com.br. Está com 43 anos e descreve que era muito ativo antes da pandemia, mas com o período parado ganhou quase 30 kg. E na volta aos exercícios teve várias lesões musculares e tendinites. Hoje usa tirzepatida, já perdeu 16 kg, voltou a correr 5 km duas vezes por semana e faz musculação e Pilates. Pergunta duas coisas: como evitar novas lesões nessa retomada? E por que que ele, quando corre 30 minutos a 10 km na esteira, e corresponderia ali a uns 5 km, o smartwatch registra apenas 3 a 3,5 km?
É que ele erra tanto na distância? Dá para confiar no gasto calórico mostrado pelo relógio?
Bom dia, Henrique. Primeiro, parabéns, né? 16 kg aí voltando a correr, fazendo musculação, Pilates, muito bom. E o segredo, né, para quem vem parado muito tempo não se machucar, é não tentar retornar no mesmo nível que tava antes da pandemia. Isso é o principal. Agora já tá fazendo a tarefa de casa, Milton, tá fazendo musculação, né? Agora tem que focar, tá fazendo Pilates. Isso tudo já fortalece e previne lesões. Tem que fazer exercício para panturrilha, quadríceps, né, que a coxa ali na frente, posterior e o glúteo.
Isso já aumenta e já aumenta bastante a resistência aí para novas lesões, e aumentando gradualmente o volume de corrida. Essa é uma forma da gente não se machucar. Porque o cardiovascular volta antes, mas músculo, tendão, articulação demora um pouco mais para se adaptar. Por isso tem que gradual. E o relógio, Milton, você vê 10 km ali por hora, 30 minutos, né, ele seria 5 de corrida. Mas o relógio, ele estima quando tá parado numa esteira, ele não usa o GPS, ele usa o passo, o braço se mexendo, e ele calcula uma médiazinha do passo.
Então se tiver descalibrado esse passo, vai dar essa diferença mesmo. Então é para ele não usar a referência aí o relógio, e sim a esteira que tá com a velocidade fixa ali. Com certeza a velocidade tá bem próximo do real. E também quando a gente fala da caloria, é diferente. A caloria usa frequência cardíaca, usa o sexo, usa o peso, duração do exercício. Então ele acerta mais do que a corrida, no caso do relógio na esteira. Então o relógio, gente, é para a gente usar como referência, para agora tô treinando mais que ontem, olha o que eu tô melhorando, e não como uma verdade absoluta aquele número ali, você basear totalmente numa verdade naquele número.
Mas para corrida, melhor usar a distância da esteira. E para frequência, calorias, aí vale a pena usar o relógio como referência.
Perfeito, muito obrigado, Eduardo Hauen, e um abraço para você.
Até amanhã, abraço, bom dia a todos, até amanhã.