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‘Pare de se explicar para quem não quer ouvir’

23 de setembro de 20263min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre uma das habilidades mais difíceis da vida adulta: manter a calma perto de gente difícil. Um sentimento nem sempre precisa virar reação. Comentarista destaca que ‘o segredo não está em mudar o outro, está no que você faz com o que ele te entrega’.

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Participantes neste episódio1
R

Rossandro Klinjey

ComentaristaPsicólogo
Assuntos5
  • Manter a calma perto de pessoas difíceis e não gastar energia se explicandohabilidade mais cara da vida adulta·não mudar o outro, mas o que se faz·fluir como a água, contornando obstáculos
  • A importância de não reagir impulsivamente e deixar o momento passaro que parece enorme encolhe em horas·a raiva tem picos·não assinar contratos no pico da raiva
  • A diferença entre sentir raiva e a escolha da resposta a essa emoçãoemoção não se escolhe·sentimento não precisa virar reação·parar de se explicar para quem não quer ouvir
  • A versão distorcida de você que outras pessoas criam para suas narrativasser compreendido não se força·deixar o outro acreditar no que quer·a versão deles não altera quem você é
  • A calma interior como valor maior do que vencer todas as discussõeso que dizem de você pertence a quem diz·abrir mão de vencer todas as discussões·quem precisa ganhar está refém do jogo
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Refletir para Viver com Rosandro Klinge.

RKRossandro Klinjey

Quanto da sua energia foi gasta este mês tentando se explicar para quem já tinha decidido não entender? Pois é, hoje quero falar de uma das habilidades mais caras da vida adulta: manter a calma perto de gente difícil. E adianto, o segredo não está em mudar o outro, está no que você faz com o que ele te entrega. Os taoístas têm uma imagem antiga para isso: flua com a água. A água não briga com a pedra, ela simplesmente contorna e chega onde precisa chegar.

Inteira. Boa parte do desgaste com pessoas difíceis vem da tentativa de atravessar a pedra no grito. Aí vão algumas traduções práticas dessa sabedoria: antes de reagir, deixa o momento passar. O que parece enorme agora costuma encolher em algumas horas. A raiva tem picos, e o pior contrato que existe é o assinado no pico da raiva. Sentir raiva, aliás, é permitido. Afinal, emoção não se escolhe. O que se escolhe é a resposta. Um sentimento nem sempre precisa virar reação.

Pare de se explicar para quem não quer ouvir. Ser compreendido não se força. Tem gente que precisa da versão distorcida de você para sustentar a própria narrativa sobre elas. Então, deixa ele acreditar no que ela quer. A versão deles não altera quem você é. Epicteto ensinava isso há 2000 anos: o que dizem de você pertence a quem diz. E abre mão de vencer todas as discussões. A calma interior vale mais que a última palavra. Quem precisa ganhar todo embate não está forte, está refém do jogo de xadrez sórdido do outro.

No fim, a regra cabe numa linha: você não controla o que as pessoas trazem até você. Controla o que leva consigo quando a conversa acaba. A pedra fica no rio, a água segue viagem.

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