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Disputa pelo Senado no RJ entra em fase decisiva e imprevisível; veja estratégias para reta final

23 de setembro de 20267min
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Já foram investidos mais de R$ 32,1 milhões nas campanhas dos oito candidatos com representação no Congresso.

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Eduardo Éboli

HostJornalista
C

Carol

Co-hostApresentadora
Assuntos5
  • A eleição para o Senado no Rio de Janeiro é imprevisívelvoto duplo para o Senado·eleitorado se surpreende na urna·voto em qualquer um na hora
  • Estratégias e divisões na reta final da disputa pelo SenadoBenedita da Silva lidera e tenta puxar Pedro Paulo·petistas ressentidos com Pedro Paulo·Carlos Portinho se apresenta como candidato Bolsonaro·Marcelo Crivella busca eleitor bolsonarista com Michele Bolsonaro
  • O Senado se tornou um campo de batalha para a direitapauta anti-Supremo Tribunal Federal·Jair Bolsonaro busca 50% do Senado·eleitorado engajado de direita
  • O histórico de imprevisibilidade nas eleições para o Senado no Rio de JaneiroJandira Feghali perdeu em 2006·César Maia perdeu em 2018·Harold de Oliveira surfou a onda bolsonarista
  • Investimentos milionários nas campanhas para o Senado no RJR$32 milhões investidos pelos partidos·PL investiu R$10,5 milhões·Republicanos e PT também investiram
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CECarlos Eduardo Éboli

Conversa de bastidor. Nada de conserva de bastidor, que foi o que eu falei aqui, né, agora pouco.

CCarol

Você escreveu, eu escrevi e falei, falou, é para indicar o que que viria depois do intervalo, que nos bastidores ele gritou: vamos com conserva!

CECarlos Eduardo Éboli

Ai, Bianca Santos, viu?

CCarol

Vamos lá, Leandro, porque hoje o negócio tá bem interessante, hein, no Conversa de Bastidor. Disputa pelo Senado numa fase decisiva e imprevisível.

CECarlos Eduardo Éboli

Isso, Bianca. Esse ano, lembrando, né, para você ouvinte aqui do CBN Rio e do Conversa de Bastidor, votaremos duas vezes para o Senado. Beleza? Duas vezes.

CCarol

Tem muita gente que não entendeu isso ainda, entendeu?

CECarlos Eduardo Éboli

E que na hora vai se surpreender na urna eletrônica também. E por isso, isso aliás é um fator que segundo dirigentes partidários com quem tem conversado, que torna ainda mais imprevisível essa eleição para o Senado, porque o camarada vai ali com um voto na cabeça, vota, e aí ou deixa de votar no segundo ou vota em qualquer um que lembra na hora assim, ah, eu vi esse número ali, vai e vota. Realmente é uma eleição imprevisível.

O Senado ele tá num momento decisivo, e aí por uma leitura dos últimos anos, dá para a gente perceber que ele virou um campo de batalha muito grande para direita. Anos atrás, em 2024, os dirigentes do PL aqui do Rio de Janeiro já haviam colocado como prioridade eleger 2 senadores no Rio de Janeiro, em vários outros estados. A direita definiu o Senado como um campo de batalha porque há uma pauta anti-Supremo Tribunal Federal que tá colocada há muitos anos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que agora ganha volume e ganha força por conta de toda essa loucura envolvendo o caso do Banco Master.

Mas você tem falas do ex-presidente Jair Bolsonaro dizendo o seguinte: para mudar o Brasil eu preciso de 50% do Senado. Isso tá aparecendo inclusive na propaganda eleitoral, mas isso circula no eleitorado mais engajado de direita há muito tempo. Por isso que virou um campo de batalha tão grande para direita o centro e a esquerda precisaram entrar nessa disputa aqui no Rio de Janeiro. A gente tá aí há poucos dias das eleições e como é que nós estamos agora?

Veja só, nesse ano nós temos candidaturas competitivas à esquerda e à direita, e é uma eleição para o Senado atípica, porque desde a largada da campanha os políticos que estão na disputa de cargos majoritários, né, que são os cargos do Executivo, Tipo o Flávio Bolsonaro, que é candidato à presidência da República, e o Eduardo Paes, que é candidato ao governo do estado. Os dois estão muito engajados desde o começo na disputa pelo Senado.

Isso não acontece em toda eleição. Só para se ter uma ideia, na campanha desse ano já foram investidos mais de R$32 milhões dos partidos nas campanhas dos 8 candidatos que têm representação no Congresso. E estão ali à frente nas pesquisas de intenção de voto. Só o PL investiu R$10,5 milhões, metade para o Carlos Jordi, metade para o Carlos Portinho. O Republicanos colocou R$8 milhões nas campanhas do Marcelo Crivella e do Vaguinho.

O PT colocou R$5,3 milhões na campanha da Benedita da Silva. O PSD colocou R$3,1 milhões na campanha do Pedro Paulo. Mesmo sem pontuar, o vereador Marcos Dias do Podemos recebeu um aporte de R$4 milhões para tentar fazer uma frente nessa disputa que vai ser tensa e só decidida no fim. Vamos para as estratégias em geral aqui nessa reta final. A Benedita tá liderando e os petistas estão divididos entre apoiar ou não o Pedro Paulo.

A Benedita tá na frente Mas os petistas se ressentem com Pedro Paulo, primeiro porque relembram aquelas acusações que ele teve que responder em 2016 e já foram arquivadas pelo Supremo Tribunal Federal, de agressão à ex-mulher. Isso tudo já foi arquivado, mas acaba voltando à tona em todo ano eleitoral. Pedro Paulo lida com isso a cada pleito. A Benedita da Silva tá fazendo ali a campanha dela, tá liderando e tenta puxar o Pedro Paulo.

O que os petistas reclamam é que o Pedro Paulo não tenta puxar a Benedita. Há uma chance para isso mudar amanhã, quando Eduardo Paes, que me confirmou agora há pouco isso, vai estar junto com Lula em São Gonçalo, num ato importante de campanha também. O cabo eleitoral principal do Pedro Paulo é, claro, o Eduardo Paes, que tenta converter os votos que ele vai ter para o governo do estado para o candidato do PSD Mas há essa disputa com o PT, porque uma parte dos petistas defende o voto na Mônica Benício, do PSOL.

À direita, a disputa não é menos dividida. O Carlos Portinho, do PL, ele se apresenta como o candidato da família Bolsonaro, reivindica o período que ele foi líder do governo Bolsonaro lá no Senado e tenta assim se desvencilhar dos outros que concorrem no seu campo. Por exemplo, Marcelo Crivella, que também busca o eleitor bolsonarista e usa para isso a Michele Bolsonaro, a ex-primeira-dama, que aparece indiretamente na propaganda do Crivella através de uma outra bolsonarista de quatro costados, que é a Damares Alves, senadora do Distrito Federal.

O Marcos Dias corre por fora e tá tentando essa dobradinha do eleitorado evangélico. Marcos Dias do Podemos se associando ao Marcelo Crivella. Tudo isso é um cenário que a gente coloca aqui dentro do Conversa de Bastidor, Bianca, porque o Rio de Janeiro é absolutamente imprevisível. Para você lembrar, em 2006 todo mundo dizia que a Jandira Feghali era certa de ser eleita senadora, liderou o tempo todo, perdeu, perdeu para o Francisco Dornelles do Progressistas.

Em 2018 todo mundo dizia vai entrar o Flávio Bolsonaro e o César Maia vai junto com ele. Perdeu na reta final. O Harold de Oliveira surfou a onda da direita bolsonarista e conseguiu se eleger senador. Tudo para provar que essa é uma disputa muito tensa, mas a decisão do eleitor mesmo vem só na reta final. Os partidos estão muito de olho nessa briga pelo Senado em 2026.

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