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Internacional aposta em Eduardo Baptista na luta contra o rebaixamento

23 de setembro de 202610min
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Carlos Eduardo Éboli e Gabriel Dudziak analisam a escolha do Internacional pelo técnico Eduardo Baptista, que estava no Criciúma, time que disputa a Série B do Brasileirão. O novo treinador chega com a responsabilidade de livrar o Colorado da queda para segunda divisão. Em Brisbane, a seleção brasileira entra na reta final da preparação para o amistoso contra a Austrália, nesta sexta-feira (25), às 7h (de Brasília).

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Participantes neste episódio3
C

Carlos Eduardo Éboli

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

ComentaristaJornalista
G

Gabriel Dudziak

ComentaristaJornalista
Assuntos4
  • A escolha de Eduardo Baptista para técnico do Internacionalsituação complicada do Inter·demissão de Paulo Pezzolano·tempo para o novo treinador·reação negativa da torcida
  • A aposta do Internacional em Eduardo Baptista para evitar o rebaixamentoEduardo Baptista no Criciúma·recusa de outros treinadores·missão ingrata do novo técnico·experiência de Eduardo Baptista
  • A decisão de Eduardo Baptista de deixar o Criciúma pelo Internacionallivre trânsito de profissionais·risco de ser descartado no Inter·Criciúma brigando pela Série A·contribuição para a descartabilidade de técnicos
  • A preparação da seleção brasileira para o amistoso contra a Austráliareinício após a Copa do Mundo·escalação base semelhante·Bruno Guimarães e Danilo Santos·nível baixo do adversário
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CECarlos Eduardo Éboli

4 em Campo, pré-eleção. Oferecimento: Mecânico Amigo, só use peças de qualidade premium. Monroe e Amortecedores Axios, Veroo e Champion. Wonder, a ferramenta do Brasil. Carlos Eduardo Éboli, Gabriel Dudziak, boa tarde.

GDGabriel Dudziak

Boa tarde.

CECarlos Eduardo Éboli

Boa tarde. Bom, Inter, novo técnico à beira de um risco grande de cair, né?

GDGabriel Dudziak

É uma situação complicada, né, do Inter. A gente falou brevemente aqui na segunda-feira. Derrota para o São Paulo no sábado foi a gota d'água para demissão do Paulo Pezzolano, né, treinador uruguaio que tinha feito aí todos os jogos de Brasileirão pela equipe do Internacional. Foi a grande aposta para temporada num ano no qual o Inter sabia que teria dificuldades para reforçar o elenco com muitos jogadores, né, de alto nível. Então investiu mais no treinador, né, um treinador que tinha feito grande trabalho no Cruzeiro, na segunda divisão nacional.

Que tinha conseguido aí passagens pelo futebol internacional, Watford na Inglaterra, Valladolid na Espanha, né? Um treinador que deveria ter trazido a um grupo mais ou menos aí de jogadores do Inter uma competitividade muito maior, mas na prática isso não ocorreu, pelo menos não no Campeonato Brasileiro. Na Copa do Brasil, o time chegou até as quartas de final. No Campeonato Brasileiro tá nessa situação. E aí vem o momento, né, que a direção do Inter resolve agir.

Eu acho que a gente tem assim muito como compreender, né, tem todos os argumentos possíveis da direção do Inter para que nesse momento faça essa troca. 28 pontos em 28 jogos, 3 pontos atrás aí do Vasco, que é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, e faltando aí 10 rodadas para o fim do campeonato. Como essa data FIFA é um pouco maior e o Inter só vai voltar aos campos no dia 7 de outubro, o novo treinador tem um tempo maior aí para fazer o seu trabalho, para colocar alguma coisa de diferente nesse time do Inter.

São 2 semanas de trabalho, né? E o novo treinador é o Eduardo Batista. A gente até ouviu agora há pouco no Repórter CBN, técnico que estava no Criciúma na 2ª divisão nacional, não estava muito bem nesse recorte mais recente aí do campeonato da 2ª divisão. Mas fez um primeiro turno bom. O Criciúma chegou a liderar a competição. E a verdade é que o Inter vai até o Eduardo Batista porque tomou alguns nãos de outros treinadores que gostaria de ter neste momento dirigindo a equipe, né?

Então não é exatamente que foi a primeira opção, mas foi o profissional que aceitou nesse momento esse desafio. Porque vamos combinar que É lógico que é uma honra dirigir o Inter, é muito assim bom, né, para o status, para carreira, mas é um trabalho no qual o fracasso ele tá muito maior do que o sucesso, né, as chances de fracasso muito maiores do que de sucesso, porque a missão é muito ingrata, bastante inglória. E a reação do torcedor do Internacional, né, pelo menos em rede social, foi muito negativa.

Mas eu não acho o nome ruim, sabe, não acho o nome ruim aí para dirigir o Inter daqui até o final do campeonato. Não tem aí nenhum bombeiro, por assim dizer, livre no mercado para ser contratado. Jair Ventura, por exemplo, que poderia ser um ótimo nome, decidiu ficar no Vitória nesse momento. Não tem mais ninguém exatamente para você ir atrás. Eu acho que dentro, dentro das possibilidades, Eduardo Batista, com experiência de Série A, com experiência em clubes mais limitados na Série B, conhecendo o futebol brasileiro bastante, eu acho que é uma boa aposta dentro das possibilidades, repito.

CECarlos Eduardo Éboli

E você, Aboli?

CACarlos Alberto Sardenberg

É, eu assim, eu sou totalmente a favor, né, desse livre trânsito de profissionais, respeitando as cláusulas contratuais. Se tiver multa, tem que pagar multa rescisória, assim por diante. Mas isso não impede de questionar determinadas decisões. Eu acho que o Eduardo Batista tá indo para um campo totalmente incerto ao vestir o uniforme de bombeiro para tentar salvar o Internacional do rebaixamento. O Inter tá num momento de ano É o último ano de mandato, teremos uma mudança na presidência do clube.

Há uma grande chance, por exemplo, do Eduardo Batista só dirigir realmente o Inter até o final do ano e ser descartado na virada do ano, porque haverá um outro pensamento, uma outra linha de raciocínio no comando geral do clube. Ele aposta muito em fazer registrar o nome dele né, como o cara que salvou o Inter do rebaixamento, e abre mão de de repente levar o Criciúma à Série A do Campeonato Brasileiro no ano que vem. E o Criciúma, que vem, como disse o Doutor, de uma sequência realmente recente ruim, são 3 derrotas seguidas.

Ontem perdeu para o Operário do Paraná jogando em casa, e já com algumas manifestações inclusive da torcida do Criciúma já contrárias à decisão do Eduardo Batista, porque ali já havia, né, quase que uma certeza de que aquele era o último jogo do Eduardo Batista, porque já viu o acerto com o Internacional. Fica aquela coisa, né, um time que tá brigando para fugir, para alcançar a Série A novamente, o Criciúma. Porque apesar das 3 derrotas seguidas, na pontuação o Criciúma tem totais condições ainda, totais condições de brigar ali pelo menos por aquela vaga na repescagem, né, no playoff que vai determinar as 2 últimas vagas para Série A.

Esse ano o regulamento tá diferente, só os 2 primeiros da Série B sobem diretamente para Série A. E aí ele abre mão disso, né, para concluir um trabalho, pode ser muito bem-sucedido, para tentar apagar incêndio no Internacional. Por quê? Só porque é o Internacional? Então, aquela história, né, eu não fico pregando aqui demissão, mas também não fico pregando vitimismo de treinador. Tomou a decisão aqui, arque com as consequências, porque depois ali o caminho pode ser inverso.

Por isso que a gente fala que os treinadores são descartáveis no futebol brasileiro. Eles também contribuem para esse tipo de situação quando tomam determinadas decisões como essa, na minha opinião, do Eduardo Batista. Vai para um campo completamente incerto onde ele vai ser visto como uma peça descartável e sai de um local onde ele poderia cumprir um trabalho bem-sucedido e atingir a missão estipulada no início do ano. Vamos ver, vamos ver se vai dar certo.

CECarlos Eduardo Éboli

Dudziak, passamos agora para a seleção brasileira. Tem amistoso na manhã de sexta-feira contra a Austrália. Preparativos, o que você vê?

GDGabriel Dudziak

É isso aí, o Brasil bem alto, né? É complicado esse reinício, né, depois da Copa do Mundo. É por vários motivos, né, por vários motivos. Brasil fez uma Copa muito ruim, treinador continua o mesmo, né, o grupo de jogadores mudou um pouquinho, mas a gente já tá vendo que a escalação base deve ser semelhante àquela da Copa do Mundo, né. No máximo alguns atletas que eram reservas imediatos ganhando vaga de titulares nesse momento, né.

Eu cito, por exemplo, Danilo Santos, né, jogador do Botafogo, que entrava e saía do time titular do Brasil, ou era a primeira escolha de banco de reservas, né. Ele deve ser titular ao lado do Bruno Guimarães agora nesse amistoso contra Austrália, já que o Casemiro tá fora da seleção, né. Então aí Bruno Guimarães e Danilo Santos, os dois volantes. Você deve ter ainda o Vinícius Júnior de um lado, né, jogando ali pela equipe do Brasil.

Estevão voltando, né, para o lado direito. Raphinha continua entre os titulares, talvez jogue o Pedro, né? Talvez essa grande novidade até aqui. Mas assim, eu tô querendo dizer o seguinte: não tem muita gente que a gente tá super a fim de ver porque, nossa, esse cara tá jogando muito e a gente não viu antes. O Raphinha tá jogando muito, mas a gente já viu antes, né? Entre outros aí. Então é um momento difícil por isso, é difícil porque não temos ainda muita ideia do que que o Carlo Ancelotti entende que o Brasil precisa fazer para o próximo ciclo de Copa do Mundo.

Talvez seja fazer as mesmas coisas, não sabemos. É difícil porque o nível do adversário é baixo, Austrália, e o jogo é sexta-feira, 7 da manhã, né? Além de tudo, não é nem que, ó, não, vamos preparar aí sexta-feira, né? Vamos, vamos tomar um negocinho e ver o jogo do Brasil. Não, 7 da manhã, pode tomar um negocinho, né? Mas é melhor café da manhã, né?

CACarlos Alberto Sardenberg

Claro.

GDGabriel Dudziak

Então nada anima muito nesse jogo, mas Estamos reunidos lá na Austrália, jogadores estão falando. Hoje falou Bruno Guimarães, falou sobre o pênalti perdido lá contra a Noruega. Nada fora do normal, né? Mas falou que ainda dói muito o pênalti que ele perdeu naquele jogo, que poderia dar um resultado muito favorável à equipe brasileira. Diz que faz parte do futebol, vai aprender com os erros, coisa e tal. Enfim, todos os jogadores aí do Carlo Ancelotti estão reunidos, estão treinando lá na Austrália.

CECarlos Eduardo Éboli

Perfeito. Obrigada, gente. Até sexta. Até.

CACarlos Alberto Sardenberg

Valeu.

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