Investidores apostam em 'queda livre' da Selic caso Lula perca as eleições
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- Impactos das eleições na Selic e no mercado financeiro brasileiroperspectivas para os juros·queda da Selic em novembro·cautela do mercado com eleições·ajuste fiscal com Flávio Bolsonaro·dólares em circulação no Brasil
- Aposta em queda livre da Selic com derrota de Lula é um tiro no escuroFlávio Bolsonaro sem credencial em gestão·governo do pai marcado por risco fiscal·forte alta da Selic no governo anterior
- Cenário externo e a alta do petróleo impactando o mercadoguerra no Oriente Médio·petróleo dispara 4% por barril·ações da Petrobras sobem 3%·dólar sobe fortemente no Brasil
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Gustavo Ferreira, editor do, editor assistente do Valor Invest, já tá com a gente aqui no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.
Gustavo, alô Débora, Carol e ouvintes, boa tarde a todos.
Gustavo, vamos falar, vamos falar das bolsas em queda, pressionadas pelos juros futuros, Gustavo?
Vamos, Débora. As perspectivas para os juros novamente guiando os ativos e dominando as conversas do mercado. Para novembro, há certo consenso de que a Selic, a taxa básica brasileira, cai mais uma vez. E depois, e depois, a realidade vai se impor. Há quem acredite que essa realidade é demais inflação e por causa disso o Ibovespa, principal índice da bolsa, caía 0,9% no fechamento. A justificativa local dessa cautela são as eleições.
Caso o presidente Lula se reeleja, investidores, gestores, analistas de mercado, boa parte deles teme que a última queda da Selic seja a de novembro. Aos olhos dessa turma, as chances de ajuste fiscal seriam maiores se Flávio Bolsonaro vencer a disputa. Sendo assim, o Brasil ficaria mais atrativo. E nessa hipótese, mais dólares em circulação aqui no Brasil traria uma força deflacionária importante, importante a ponto de ter no mercado quem aposte em queda livre da Selic caso Lula perca.
É um tiro no escuro, né, essa aposta. Flávio Bolsonaro não tem credencial alguma em gestão pública. Ele fala em retomar o governo do pai dele, um governo marcado tanto por risco fiscal quanto institucional. Tanto é que o pai dele deixou o governo com uma forte alta da Selic no retrovisor. Quanto à cena externa, já se vão quase 7 meses de uma guerra sem perspectiva de desfecho no Oriente Médio. Depois de 5 dias de queda, o petróleo disparou hoje 4% aos $103 por barril, puxou para cima as ações da Petrobras em 3%, que ajudou a reduzir a queda do Ibovespa.
Do ponto de vista do Brasil, não tá muito claro ainda qual o efeito de uma guerra ainda mais prolongada. Dias de alta do petróleo como hoje vinham empurrando o dólar para baixo em reais. Isso porque o petróleo fica mais caro, mais dólares entram no Brasil via exportações. Mas neste novo dia de petróleo subindo fortemente, o dólar subiu também, também fortemente, subiu 1,3% aos R$5 e 17 centavos dólares foram convidados a sair do Brasil hoje, enquanto títulos do Tesouro americano pagavam os maiores rendimentos em quase duas décadas.
Valeu, Gustavo, obrigada e até amanhã.
Eu que agradeço. Como sempre, convido acessarem o valorinveste.com.
Tchau, tchau, tchau, Gustavo.