'Cinco estrangeiros não é pouca coisa', diz PVC sobre mudança da CBF
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Débora
Carol
PVC
- A decisão da CBF de limitar o número de jogadores estrangeiros no futebol brasileirocomparação com ligas europeias·limitação de extracomunitários na Europa·impacto nos jogadores jovens brasileiros·valorização de talentos estrangeiros
- A final do Campeonato Brasileiro Feminino entre Corinthians e São PauloCorinthians melhor ataque·São Paulo melhor defesa·jogos em datas FIFA·convocação de jogadoras para amistosos
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Oi, PVC, boa noite, tudo bem?
Oi, Débora, tudo bem e você? Tudo bem, Carol?
Oi, PVC.
Nossa, PVC tá baixinho demais. Será que é o seu áudio? Será que a gente aqui—
peraí, peraí, peraí. Melhorou, melhorou, melhorou, melhorou.
Acho que melhorou. Muito bom, PVC. Vamos começar falando sobre essa decisão da CBF, que tem bastante polêmica, né? Em relação aos estrangeiros?
Tem. Eu concordo com a medida. Eu acho, desde quando subiu de 5 para 7, depois de 7 para 9, eu acho muito, muito grande o número de estrangeiros. Eu sei que muita gente discorda, mas muitas vezes eu acho que o mais importante, Débora e Carol, é a gente partir de informação certa. Com informação certa, a gente opina o que quiser. Muitas vezes a gente ouve assim: ah, mas na Europa todo time tem até 10, 11 estrangeiros. Só que não, não é bem assim.
A questão é que na Europa tem uma limitação da legislação, porque quem tem passaporte europeu não é considerado estrangeiro para efeito de trabalho. Um jogador de futebol desde 95 é equiparado a arquiteto, engenheiro, advogado, jornalista, médico, e pode trabalhar livremente em qualquer outro lugar. Então, por exemplo, na Espanha O limite é de 3 extracomunitários, ou seja, 3 jogadores sem passaporte europeu. Esses são estrangeiros.
E tem uma outra diferença, na minha opinião, que é a seguinte: os europeus conseguem contratar os melhores jogadores do planeta. Então, quando você tá convivendo entre os melhores, a chance de você se tornar um dos melhores é muito grande. O Brasil contrata os estrangeiros que a Europa não quer. O que não significa, a gente não pode ser xenófobo, certo? Então assim, não pode de jeito nenhum. Meu pai é português, eu tenho passaporte português, meu pai é português.
O Grêmio começou a temporada com 12 estrangeiros, hoje o Grêmio tem 11 estrangeiros porque dispensou 5: Monsalve, Leonel Pérez, Aravena, Cristaldo e Cuejar. Tem gente que nem sabe que esses 5 estavam lá. Então não fizeram tanta diferença. Na rodada do final de semana, só 2 clubes tiveram escalação no time titular de 6 estrangeiros. Você pode ter 9, tem elenco com 12, mas você pode escalar 9 na súmula. Só 2 clubes escalaram 6, nenhum escalou 9.
Então nós estamos discutindo uma coisa que na prática tá menor do que a limitação impõe. Só que isso, ao mesmo tempo, a tentativa é o entendimento de que o jogador jovem brasileiro não está jogando aqui porque você contrata o mais experiente, e não tá jogando lá porque quando ele chega lá com a idade do Hendrik, do Estevão, ele não tem maturidade para ser titular. Então, Henrique, Estevão não jogam, o Vitor Reis não joga, o Jair da Seleção Brasileira não joga.
Joga lá e aqui também não joga porque tem alguém que tá tapando o lugar dele. Ah, então isso vai resolver? Muita gente diz assim, não vai resolver a situação do jogador jovem porque não é isso que vai resolver. Tudo bem, mais ou menos como eu dizia assim, se eu fizer o salário mínimo ultrapassar o limite da inflação sempre no reajuste, Isso é o que vai resolver definitivamente o problema da fome no Brasil? Não. Mas se eu não fizer nem isso, se eu não fizer nem isso— então eu sou favorável, eu acho que vai fazer bem para a gente tentar ter um limite que não vai ser pequeno. 5 estrangeiros não é pouca coisa para a gente valorizar o grande jogador talentoso como o de Arrascaeta, uruguaio, como Gustavo Gomes, paraguaio.
Como Pedro Rocha, Figueiroa, que jogaram aqui, fizeram a história do futebol brasileiro, e ao mesmo tempo criar limites que podem deixar um pouco mais, ser mais pela qualidade, menos pelo preço que os jogadores estrangeiros venham para cá.
PVC, vamos falar rapidinho da final do Brasileirão Feminino?
Vamos lá, Corinthians e São Paulo. Corinthians é o melhor ataque, o São Paulo é a melhor defesa. Grande, grande vantagem é que as finais vão acontecer nos dois próximos sábados e, portanto, no meio da data FIFA. O futebol feminino vai ser a grande atração do futebol doméstico do Brasil nessas duas próximas semanas, com jogos em Itaquera. Vai ter mais de 15 mil pessoas, certamente mais de, talvez até 40 mil pessoas em Itaquera.
Ontem tinha 9 mil pessoas, foi o melhor público do campeonato até aqui. E o segundo jogo no Morumbi, no dia 3, véspera da eleição. O São Paulo e Santos do campeonato masculino vai acontecer na sexta-feira à noite, porque o sábado é o Dia Nobre e tá reservado para final São Paulo e Corinthians. São Paulo, melhor defesa. Goleira Cardinha não tomou gol em 7 jogos. O Corinthians dá Johnson, que fez o gol da vitória ontem, que eliminou o Bahia.
O Corinthians tenta, vai para a 10ª final consecutiva. E hoje o Arthur Elias convocou para amistosos contra Argentina 4 jogadores do Corinthians, 2 jogadores do São Paulo, 2 jogadoras do São Paulo, para esses amistosos do mês que vem. 26 De setembro, três de outubro, as duas finais São Paulo e Corinthians do Campeonato Brasileiro Feminino.
PVC, obrigada, viu? Amanhã falamos mais.
Beijo.
Obrigado, Débora. Obrigado, Carol.
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