‘Um sujeito que sempre esteve do lado certo’, diz Merval sobre Zuenir Ventura
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- A admiração de Merval Pereira por Zuenir Ventura como jornalista e amigogeneroso, delicado e firme·levantou temas seminais na cultura brasileira·mestre e professor permanente·humildade de aprender e alegria de ensinar
- A importância das obras de Zuenir Ventura para a história brasileiraA Cidade Partida sobre o Rio de Janeiro·Chico Mendes sobre a morte do ambientalista·1968, o ano que não começou·olhar definidor dos pontos importantes da história
- O legado de Zuenir Ventura no jornalismo e na literatura brasileiraresponsável por uma cadeia de jornalistas jovens·bem-humorado, alegre e severo nas críticas·grande jornalista que nos deixou·buraco grande na história
- A percepção de Zuenir Ventura como um homem bom e sempre do lado certohomem de bom coração·nunca vi ele tá no lado errado·sujeito que tava sempre do lado certo
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Momento da Política com Merval Pereira. E aí, Merval?
Tudo bom, Sardenberg? Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia.
Boa tarde, Merval.
Merval fala conosco agora como jornalista, como presidente da Academia Brasileira de Letras, para falar do nosso colega, nosso jornalista Zuenir Ventura, que nos deixou hoje.
Merval, é, e como amigo, né? Eu fui muito amigo do Zuenir durante décadas e trabalhamos juntos no Jornal do Brasil, depois no Globo. Era uma pessoa admirável, era uma pessoa diferente, que ele era generoso, delicado e firme quando precisava ser firme. Ele foi uma, um jornalista que levantou temas seminais na cultura brasileira. A Cidade Partida sobre o Rio de Janeiro, o Chico Mendes sobre a morte do ambientalista no Acre, 1968, o ano que não começou, a história política brasileira vista de um, a partir de um Réveillon do ano de 68, que foi um ano em que a ditadura se radicalizou no Brasil.
Ele tinha esse olhar definidor dos pontos importantes da nossa história e por isso foi sempre referenciado e considerado como um jornalista que chegou onde poucos chegaram, né? O Zanin era um mestre, um professor permanente, e tinha a humildade de aprender com os que o cercavam, e tinha essa alegria de ensinar e aprender com os jovens jornalistas. É responsável por uma, por uma cadeia de jornalistas jovens que Cresceram com ele e aprenderam com ele.
Ele era uma pessoa de uma— era, era, ele era diferente de tudo que se conhecia, porque ele era bem-humorado, ele era alegre, e ao mesmo tempo era severo nas críticas políticas contra ditaduras, contra governos autoritários.
Era um grande jornalista, é um grande jornalista que nos deixou e vai deixar uma falta, um buraco grande na história não só do jornalismo, mas da literatura brasileira também.
É o que eu me lembro dele, meu irmão. Eu trabalhei com ele um período no Jornal do Brasil, eu na redação de São Paulo, ele na redação É do Rio. E a imagem que eu tenho dele desde sempre como companheiro e como colega de redação é de um homem bom, né? Um homem de bom coração.
Isso, exatamente.
Era um homem que eu não vi o Joeni nesses, nessas dezenas de anos que nós estivemos juntos como amigos ou como companheiro de trabalho.
Eu nunca vi ele tá no lado errado. É realmente impressionante como ele era um sujeito que tava sempre do lado certo.
Muito obrigado, Merval Pereira. Até, até mais.
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