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Governo do RJ se aproxima de sete mil exonerações

21 de setembro de 20264min
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Nesta quarta-feira (23), Ricardo Couto completa seis meses no cargo, e só com a redução da folha de pagamento de comissionados estima economia de R$ 315 milhões.

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Participantes neste episódio1
R

Ricardo Couto

HostDesembargador
Assuntos4
  • Seis meses de Ricardo Couto no governo do Rio de Janeiroprevisão de astróloga·7 mil exonerações de comissionados·economia de R$ 315 milhões
  • Exonerações de comissionados e a economia para o estado21% na Casa Civil·62% em 11 pastas·nomeação de 3.020 pessoas·nenhum serviço prejudicado
  • Nova regra para cargos comissionados no governo do Rioacabar com desmembramento de cargos·salário mínimo para cargos·máquina inchada
  • Contas do Rio de Janeiro no azul e a calamidade financeirasituação fora da curva·calamidade decretada há 10 anos·governador Francisco Dornelles
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

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RCRicardo Couto

Bianca, efemérides, né, aquelas datas redondas que a gente gosta de marcar aqui no nosso calendário. Nesta quarta-feira temos uma: 6 meses de Ricardo Couto à frente do governo do Rio de Janeiro. Veja, ele deu uma entrevista para o Canal Livre da Rede Bandeirantes dizendo que uma astróloga previu anos atrás que ele seria governador do Rio de Janeiro. Essa astróloga é poderosa, hein? Porque era improvável do homem sentar lá nessa cadeira.

Sentou na cadeira. E a gente traz um dado aqui relevante, Bianca, como marco desses 6 meses que vão ser completados agora na quarta-feira. A gestão do governador em exercício se aproxima da marca de 7 mil exonerações de cargos comissionados desde o começo em março. 21% dessas 7 mil exonerações ocorreram na Casa Civil, que é o coração administrativo do estado do Rio de Janeiro. A medida representa uma economia estimada de cerca de R$315 milhões, justamente no momento a gente traz esse número aqui na sexta-feira depois do CBN Rio.

?Voz D

Por isso a gente não comentou no sábado, a gente chegou a trazer aqui, mas na sexta-feira não deu tempo.

RCRicardo Couto

Esqueci que sábado tem programa, né? Então convenientemente não venho trabalhar nesse sábado, tá? Beleza, aí você vem também de novo. Mentira, sexta-feira a gente não falou, sábado claro você falou aqui dentro do CBN Rio, estamos no azul, né? Isso, Rio de Janeiro está com as contas no azul, algo também fora da curva considerando que 10 anos atrás decretamos calamidade financeira no estado do Rio de Janeiro, medida tomada pelo então governador Francisco Dornelles.

Bom, 62% dessas quase 7 mil exonerações se concentram em 11 pastas. Me chamou atenção nesse número é que a maior parte dessas exonerações aconteceu na cozinha do governador: Casa Civil e Secretaria de Governo. Depois aparece Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Detran, Direitos Humanos, Agricultura, Meio Ambiente, a falecida Secretaria de Economia do Mar, Saúde, Instituto Estadual do Ambiente e o Detro. Nesse mesmo período, o governo interino nomeou 3.020 pessoas.

O saldo ainda é óbvio, balanço, né, ainda é de enxugamento grande da folha de comissionados. Essas exonerações, a maior parte delas, sobretudo as que se deram ali dentro do Palácio Guanabara, eram de pessoas que estavam nomeadas e jamais tinham sequer ido trabalhar. Não tinham ponto, não tinham acesso aos sistemas internos do governo do Rio de Janeiro. E um ponto que a gente sempre chamou atenção aqui no CBN Rio desde que essas exonerações começaram, Bianca: nenhum serviço foi prejudicado.

?Voz D

O que mostra que eram pessoas que realmente não trabalhavam, nada faziam, né?

RCRicardo Couto

Pessoas que nada faziam, num formato que inclusive na semana passada o governo criou uma nova regra para acabar com uma medida que o governo anterior tomava, o governo do Cláudio Castro tomava, que era o seguinte: você pegava um cargo e desmembrava em infinitos outros, e aí você criava cargos com salário de R$1 de R$1. Só que obviamente a administração pública não pode pagar R$1 de salário. Se você cria um cargo, mesmo ele valendo R$1, naturalmente ele precisa no mínimo pagar o salário mínimo.

E aí nesse desmembramento, um cargo virava 10, 10 cargos viravam 100. E aí a máquina foi inchando, inchando, inchando, pagando de salarinho em salarinho R$315 milhões. Essa economia que o governo interino tá fazendo Vai completar aí 6 meses. Ricardo Couto, depois da previsão da astróloga, sentou lá na cadeira de governador, acumulando também com a presidência do Tribunal de Justiça, para ficar aí no governo até o final de 2026.