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Conheça a aclamada Suzy Lee

19 de setembro de 202624min
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No Páginas da Infância, Janaína Barros fala sobre o trabalho de Suzy Lee, autora sul-coreana muito conhecida pelos livros-imagens. Ela esteve em São Paulo nesta semana para participar a Bienal do Livro.

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Participantes neste episódio3
J

Janaína Barros

HostComunicadora
H

Helga Letícia

EntrevistadoProfessora
S

Suzy Lee

ConvidadoAutora sul-coreana
Assuntos5
  • A obra de Suzy Lee e a força das imagens nos livroslivros imagem sem texto verbal·elementos narrativos no objeto livro·trilogia da Margem e suas experiências·espacialidade, silêncios e cores
  • A fronteira entre o real e o imaginário na infânciainfância plena do direito de imaginar·flexibilidade da imaginação das crianças·relação entre mundo imaginário e realidade·crianças sempre na fronteira
  • O impacto da literatura de Suzy Lee na sala de aulaprofessora Helga Letícia e o livro Onda·instrumento Oceandral para o som do mar·crianças sem contato com a literatura·mediação de livros imagem
  • A interação do leitor com a obra de Suzy Leeleitor como coautor da história·espaços para imaginação e criatividade·universalidade das imagens·múltiplas leituras de um mesmo livro
  • O livro Água e a liberdade através da fluidezinspiração em canção do Lucidfall·criança cadeirante e a mobilidade·explosão de azul e movimento·livro sanfona de 6 metros
Transcrição19 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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JBJanaína Barros

Páginas da Infância com Janaína Barros.

?Voz C

Ao nosso lado aqui no estúdio da CBN, Janaína Barros. Boa tarde.

JBJanaína Barros

Boa tarde, Nadedja. Boa tarde também aos ouvintes.

?Voz C

Hoje vamos falar de uma autora sul-coreana.

JBJanaína Barros

Sul-coreana. Hoje a gente vai dedicar o nosso Páginas da Infância aqui a Suzy Lee. Ela esteve no Brasil essa semana, é muito conhecida na Dedi pelos livros imagem. São livros que não têm o texto verbal e esses livros, eles têm apenas imagens ou textos muito curtos e muito poéticos. No caso dela, a força das histórias da Suzili está justamente nas imagens e ela traz isso nos exigindo ou exigindo do leitor atenção, exigindo a observação ou a leitura das ilustrações.

E é aí que mora o sentido das obras. A Suzili traz no objeto livro, na materialidade do objeto e também nas ilustrações, elementos narrativos. E tem um exemplo que é muito claro. A gente já falou da Suzili em um quadro aqui, mas eu trago sempre esse exemplo porque eu acho que são livros que nos dão esse da obra dela, que é a Trilogia da Margem. Tá aqui na minha mão para quem tá nas nossas transmissões no YouTube. São 3 livros.

Os 3 livros têm exatamente o mesmo tamanho, porém eles têm experiências de leitura completamente diferentes. Eu tenho aqui o primeiro, que é o Onda. O Onda é um livro horizontal, é um encontro de uma menina com o mar. E a horizontalidade dá justamente para gente essa dimensão, né, a dimensão da praia, do mar, essa extensão que faz correr o nosso olhar por essa história. O Sombra também é um livro horizontal, porém ele tem uma abertura para cima.

E aqui tem uma menina que está num cômodo da casa brincando De um lado. Do outro lado, a sombra projeta uma fantasia, algo que ela tá ali vivenciando naquela brincadeira, naquela experiência. E o terceiro, que é o espelho, ele é comprido e vertical. E aqui a gente tem a abertura tradicional, né? Uma menina olhando no espelho e interagindo ali com aquilo que será que é a imagem dela, será que é uma outra menina. Uma imaginação que ela pode ter.

Então, a espacialidade, os silêncios, a cor, as cores bem pontuais. O ouvinte que estava aqui na transmissão pode ver, mas para quem está só nos ouvindo, o preto e branco predominante. No Onda tem um azul e no Sombra tem um amarelo ali, que é a luz e a sombra. Tudo isso dá sentido à história que ela quer contar. Então ela pensa em todos esses elementos quando ela vai fazer o livro, Nadedja. E ela diz, não é que eu penso em fazer um livro com ou sem texto, eu penso como eu quero contar essa história.

E a partir disso essa obra vai nascendo. Ela esteve aqui em vários eventos no Brasil, sempre pontuando uma coisa que é muito comum e é muito forte, é marcante na obra dela. A obra dela tem uma fronteira. Entre o real e o imaginário, entre o que a gente está vivendo aqui e entre o que pode ser um sonho, né? A gente está sonhando, a gente está acordado, é uma fantasia ou aquilo é de verdade? E na trilogia da Margem, que foram esses livros que eu mostrei aqui, o centro do livro, a margem do livro, traça justamente esse ponto, que é o ponto de diferença entre um lado, que é onde está o real, e o outro lado, que é onde está o imaginário.

Eu tô mostrando onda aqui aberta, tem uma menina na praia de um lado olhando para esse mar, e esse mar ele tá bastante revolto. Só que no meio do livro tem aqui a margem. Esse mar ele não passa dessa margem, essa margem delimita essa fronteira. Um desses eventos na DEJA foi um encontro com jornalistas e eu tive a oportunidade de conversar com a Suzili para perguntar justamente sobre essa infância que ela retrata nos livros dela, que é uma infância plena do direito de imaginar.

E isso vem nos livros desse jeito que a gente estava falando aqui, com essa fronteira. E eu quis perguntar para ela justamente como é que essa fronteira interessa a ela artisticamente, como ela conta essas histórias a partir dessa fronteira entre o real e o imaginário, que é tão forte na infância. Ela fala em coreano, né, a língua-mãe dela. E aqui no Brasil a gente teve um tradutor, que foi o Jack, que nos facilitou muito esse contato com ela.

A gente traz a palavra aqui da Suzi Lee na CBN porque acho importante, ainda que seja em coreano e ainda que seja não uma tradução simultânea, mas o Jack entra logo após a fala dela, mas acho simbólico a gente ter uma artista deste tamanho aqui, tão disposta a conversar sobre a sua arte e tão atenta à infância, né, Dédia? Vamos ver para quem tiver nas transmissões e ouvir.

SLSuzy Lee

Eu acho incrível essa flexibilidade da imaginação das crianças incríveis. Eu acho, né, esse tipo de atividade da criança muito similar ao que os artistas fazem na sua arte. A realidade, a imaginação, o mundo imaginário está sobreposto. E aí o artista sempre está olhando a gente em qual parte nós estamos, sempre está dialogando dessa forma. Então eu sempre queria apresentar essa relação entre mundo imaginário e realidade dentro do papel, dentro do livro.

JBJanaína Barros

Que bonito isso, né, que ela fala. E logo após essa fala, foi uma resposta longuíssima, assim, ela ficou quase 10 minutos falando sobre isso, que eu acho que é um traço muito marcante no processo criativo, na obra dela. E logo depois ela mediou ali para quem tava no encontro um Alice no País das Maravilhas, um Alice que é uma versão que ela tem do clássico, que traz justamente no livro e nos elementos ali visuais essa fronteira entre o sonho e a realidade.

Então tem ali as características da história da Alice, Alice encontrando o coelho, caindo no buraco, mas aparece lá mais para frente a própria Suzili passando um aspirador, que ela diz que ela está sugando toda a fantasia. Há um dedo na capa do livro, o que mostra, de repente, uma interação ali de uma realidade, de uma pessoa pegando o livro. Então ela diz, a partir deste conceito, então vocês podem entender como é pensada toda a minha obra, sempre tem essa fronteira.

E o que ela diz, que eu acho que é super emocionante, é que as crianças estão sempre nesta fronteira, no meio do caminho. Então elas têm ali essa indefinição. Entre, de repente, se ver como uma princesa num livro e imediatamente após voltar pra realidade delas, né, pro mundo real. Então isso é muito encantador na criança, pra ela. E ela teve uma oficina com crianças aqui, aqui no Brasil. E ela diz, é muito importante, claro, ter esse conhecimento e estudar arte e estudar a imagem.

Ter toda essa formação sobre o livro ilustrado, o livro imagem, mas o que alimenta de verdade a arte dela é estar com as crianças, é observá-las, é ver ali como a infância acontece e se desenrola. É um jeito de pensar que se traduz muito nessas páginas que a gente viu agora. Eu vou pegar ali um exemplo do Sombra, que é um livro da trilogia da Margem, em que eu já falei que de um lado a menina tá ali num cômodo da casa e tem várias coisas, tem uma bicicleta, tem um aspirador, tem uma escada, e na página de baixo se projeta a sombra.

E aí começa uma brincadeira, porque obviamente quando ela começa a brincar, esses objetos que são tão corriqueiros na casa, eles vão mudando e eles vão se transformando em outras coisas. O que pode se transformar? Uma bicicleta, um aspirador de pó, uma escada, vão virando animais, vão virando um lobo, por exemplo. Aqui ela pulando se transforma em um lobo. E aí a gente percebe já uma noite, uma lua no céu. E essa brincadeira vai se desenrolando até a hora em que essas fronteiras ou essas margens se borram um pouco.

E aí cabe ao leitor escolher fazer essa passagem entre o mundo real e o mundo imaginário. E lá pelas tantas, nesses livros todos da trilogia da Margem, quando as fronteiras se borram, a Suzili nos entrega uma dupla de páginas vazia, que no caso da Sombra é uma dupla de páginas toda preta. E por que isso? Porque ela entrega nessa hora na mão do leitor o que ele faz. Quer dizer, cabe à criança, cabe ao leitor usar sua imaginação para continuar essa história, que claro volta depois.

Mas assim, isso é muito generoso, além de genial, deixar espaços para que a criança seja de alguma forma coautora dessa história e também possa se colocar ali por meio da sua brincadeira, por meio da sua imaginação, da sua criatividade, criatividade, da sua curiosidade. Ela disse que esses livros, eles não trazem exatamente os traços da cultura coreana, né, Débora? Não há nada ali que diga é uma artista coreana muito claramente, mas eles trazem uma universalidade nas imagens.

?Voz C

E pela imagem, né, pelo fato de dispensar tradução porque não há texto, ele já nasce universal, né?

JBJanaína Barros

E é aí que mora essa riqueza, porque ela diz, eu posso entregar para 100 pessoas esse livro, vão ser 100 leituras completamente diferentes uma das outras, né? E a imagem, ela tá ali com uma força que às vezes as palavras não têm, segundo ela. Então, o Onda que a gente viu aqui, que é a menina na praia e o azul do mar do outro lado, Para ela é o encontro de uma menina com uma, com a água do mar, que envolve ali uma certa timidez, envolve um medo, envolve de repente uma explosão quando ela consegue passar dessa margem e se unir a esse mar.

Mas para ela também envolve um crescimento dessa criança, é como se fosse um amadurecimento. E ela diz, nenhuma palavra seria capaz de traduzir isso. O que a imagem faz universalmente em todos os lugares. Agora, uma coisa bonita que me interessa, e particularmente a partir do Páginas da Infância, é ouvir na Dédia e ver como isso chega do outro lado, como isso chega para o leitor, como essas crianças recebem isso e quem é o adulto que leva isso para elas.

E aconteceu uma coisa muito interessante na Bienal do Livro, a Suzili esteve lá e eu fui também acompanhar essa mesa, Uma mesa com o Roger Melo, que é um autor, artista, os dois vencedores do Prêmio Hans Christian Andersen, que é uma honraria da literatura para as infâncias. A mediação foi do jornalista Bruno Molinero e a conversa foi muito procurada, havia fila ali para entrar no auditório e ver a Suzili. E nessa espera eu conheci uma professora na DEDJA, a professora Helga Letícia.

Ela é uma grande fã da Suzili. Tava ali na fila, leva a obra da autora para sala de aula. Ela dá aula numa escola pública no Grajaú, aqui em São Paulo. E para contar essa história de onda, por exemplo, ela usa um instrumento produzido por um amigo artesão, o xandral. É um— imaginem vocês, ouvintes, uma caixa de pizza que tem a parte de cima, que é a tampa vazada, e esse amigo fez ali uma reprodução da onda da capa do livro, e dentro há pedrinhas, há elementos que quando você chacoalha fazem o som das ondas, o som do mar.

Então esse amigo fez esse instrumento para ela e ela leva esse instrumento para sala de aula para contar essa história para os amigos. Na chegada da Suzili ao auditório Suzili chegou ali pelo lado de fora, passando pelos leitores que estavam na fila. A Helga chegou perto da Suzili para tentar mostrar esse instrumento e elas conseguiram conversar. E eu tava ali de longe observando a emoção das duas nessa troca, né? Uma troca de afeto.

A Suzili tirou foto e depois a Helga voltou para fila muitíssimo emocionada e eu conversei com ela. E ela me contou a beleza que é dividir os livros, e especialmente o livro da Suzili, em sala de aula com as crianças.

HLHelga Letícia

É muito importante a gente levar a literatura para o chão de sala, porque muitas das crianças elas não têm contato com a literatura fora do ambiente educativo, né? Então eu tenho essa rotina de diariamente contar uma história para eles abrindo o dia, né? E eles são apaixonados, sentam, conversam, fazem as conjecturas que eles sobre a história que eu tô contando, olham coisas que eu nem tinha percebido. E a gente como adulto deixa de ver o mundo de uma maneira melhor como eles olham, né?

E esse livro da Suzili, esse livro Imagem Onda, ele é perfeito porque algumas crianças não tinha tido a oportunidade de ir na praia, mas os outros todos sabiam do som do mar. E quando eu levei um instrumento feito por um amigo meu, Felipe, né, de Oceandral, para fazer o som da onda enquanto eu abria as páginas do livro, e eles foram absorvendo aquilo, foi uma loucura, porque é como se eles tivessem sentindo a água no pé, sabe, areia.

E foi muito divertido as ideias que eles foram colocando, faz a gente até se transportar de lugar. É maravilhoso.

?Voz C

Que lindeza, Jana! E deve ter sido super emocionante ter ali aquela altura na sua frente, né? Porque assim, a Coreia do Sul é para gente um outro mundo, né? Realmente muito longe. E como a gente falou, a obra é universal, mas a distância geográfica é muito grande. E quando ela vem para cá e tem esse tipo de encontro, imagina ela lá na Coreia do Sul e uma professora aqui do Grajaú. É um encontro improvável e que bom que ele aconteceu.

JBJanaína Barros

Um encontro improvável e arrisco dizer inesquecível para essa professora. Ela tava exatamente na minha frente na fila, ela voltou emocionadíssima, chorando. A Suzili acolheu imediatamente o tradutor, o Jack tava ali do lado, o tradutor, e facilitou essa interação entre elas. E eu perguntei para ela como é que foi, né, o que que ela te falou. Ela ficou emocionada com o instrumento, com o objeto, e falou que foi uma escolha linda da professora levar esse objeto para sala de aula para contar para as crianças o livro Onda, para levar essas crianças para o som do mar, né, sensibilizar e trazer isso para essas crianças.

E essa professora me responde: eu fiquei muito orgulhosa de mim mesma. O que me deixa emocionada, porque as escolas são muito importantes para isso, né, Débora? Como ela disse, tem muitas crianças que não têm contato com a literatura fora da escola, não tem outro meio de conhecer os livros que não seja a escola. Essa professora conheceu a obra da Suzili lendo em uma biblioteca, achou bonito, achou sensível e levou para sala de aula.

E é um livro imagem, não é um livro fácil para nós adultos mediarmos, porque a gente sempre fica em dúvida sobre o que fazer. Tudo que a gente vai colocar de palavras ali é a nossa interpretação. Então eu perguntei para ela, como é que você media esse livro na sala de aula? Ela fala, primeiro eu passo todas as páginas e deixo os alunos verem, e ali mesmo eles já vão colocando coisas que eles estão observando, e depois a gente refaz essa leitura construindo esses sentidos coletivamente.

Isso é muito significativo, isso é um um meio de expandir a leitura, isso é um meio de expandir o acesso, isso é um meio de democratizar o acesso à leitura. Uma professora interessada, uma professora que estava lá em um domingo de folga, claro, vendo uma ídola dela, uma pessoa que ela admira muitíssimo, mas também pensando em levar isso para sala de aula, para os alunos dela. Então Olha, Helga, se você estiver na nossa escuta, um beijo pra você e pra todas as professoras que fazem esse trabalho belíssimo de levar a literatura pra sala de aula de um jeito sensível e não instrumental.

?Voz C

Demais! Eu pesquisei aqui o Ocean Drum pra ver como é que é o instrumento. Super interessante, recomendo já pra audiência dar uma olhadinha, dar esse Google pra poder imaginar como é que se dá, né? E a literatura, tanto pra criança quanto pra adulto, é a forma da gente ver aquilo que a gente não conhece, né, Gianna? Castelo existe, mas a gente descobre ele no livro, normalmente, a gente que tá no Brasil. Eu, na minha ignorância, que sou uma pessoa do litoral, nem tinha pensado que uma criança do Grajaú poderia não conhecer o mar. Mas com a literatura ela passa a conhecer. Isso é muito bonito.

JBJanaína Barros

E são 3 crianças numa sala de aula de 25, ela me falou, que nunca foram à praia. E tiveram esse contato não só com o som, mas também com o livro da Suzili. Por último, antes de me despedir, eu vou deixar mais uma sugestão, que é o Água. Saiu pela Editora Caixote. E aqui eu vou pedir para o Adriano dar uma trilha para gente aqui, porque esse livro ele foi inspirado em uma canção. Aliás, ele é a ilustração de uma canção, que é uma canção do Lucidfall, e tem essa narrativa visual da Suzy Lee.

A gente tá ouvindo aí ao fundo um trechinho dessa canção, e aqui ela, ela nos nos traz sensibilidade assim a cada livro, é uma coisa espantosa. Aqui na primeira página é um livro sanfona, ela traz de novo a força da história na materialidade, e a gente percebe de um lado do livro ali um móvel de uma academia de natação, de uma academia de ginástica, e uma cadeira de rodas. E na borda da piscina uma criança já com uma boia, uma touca e o seu óculos de natação.

E essa criança é uma criança cadeirante, é uma criança que tem mobilidade reduzida. E a partir da letra dessa música, que é: já pensou virar água, virar água, ser água? Essa criança entra na água e a água dá para ela a liberdade, a mobilidade, o fluir. E a Suzili vai trazendo isso aqui Numa explosão de azul, de movimento e dessa criança nadando enquanto a gente lê a letra da música. E esse livro, Nadedja e ouvintes, vou pedir aqui uma imagem que vai mostrar pro ouvinte, ele tem 6 metros de comprimento aberto.

E por que 6 metros de comprimento? A Suzili fala pra gente. Porque ela quer justamente que o leitor tenha essa dimensão do mar. O mar tá aberto ali na Bienal do Livro, para quem quiser olhar aqui nas imagens da transmissão, o livro aberto, todos os participantes da mesa segurando 6 metros de livro água, que é justamente para ter a dimensão, para ter a fluidez do mar, né, que traz para essa criança o movimento e a liberdade. Então, com esse livro e essa intencionalidade dessa artista gigante que traz livros desafiadores para gente adulto, porque estamos já endurecidos, mas que traduzem perfeitamente a infância, saem do óbvio, convidam a gente a ultrapassar essa fronteira E ela diz, nós estamos sempre na margem, cabe ao leitor escolher para que lado ele vai.

?Voz C

Lindo, Jana! Obrigada por hoje, obrigada por mais essa.

JBJanaína Barros

Até logo, até logo! Um beijo para você e para os ouvintes. Vou deixar na Dédia lá no @beijanaína o outro comentário que eu fiz a respeito da obra da Suzili, que tem outros livros dela para o ouvinte conhecer. Então o de hoje e o anterior lá no @bejanaina.

?Voz C

Todo mundo convidado a dar uma olhada.

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