Episódios de Comentaristas

Linha de vinhos do Neymar chegam ao mercado

06 de agosto de 20268min
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Após o anúncio da linha de vinhos ‘Le Prince’, de Neymar, a especialista Suzana Barelli compartilha suas primeiras impressões sobre os rótulos, que acabam de chegar ao mercado. A linha conta com curadoria do primeiro brasileiro considerado ‘Master of Wine’, Dirceu Vianna Júnior. Confira!

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
S

Suzana Barelli

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Linha de vinhos do NeymarO drama do príncipe encantado·Decisão de Ratinho Júnior·Master of Wine·Viagem ao Chile·Espanha·França
  • Vinhos de entrada de linhaLinha básica (R$50)·Linha intermediária (R$150)·Linha premium (R$350+)·Alvarinho·Tempranillo·Châteauneuf-du-Pape·Bordeaux·Ribera del Duero
Transcrição20 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz C

Momento do Brinde com Suzana Parelli.

SBSuzana Barelli

Suzana, oi, Sandenberg, Cássia, ouvintes, boa tarde.

?Voz E

Boa tarde, Suzana.

?Voz C

Bom, nós já comentamos aqui, você já comentou que o Neymar, enfim, a tropa toda que o assessora, que o acompanha, enfim, seu ramo de negócios, digamos assim, estava para lançar marcas de vinho, né, rótulos de vinho. Isso é, lançou um pouco antes da Copa essa informação. Bom, e agora os vinhos de fato chegaram ao mercado e você já os provou. E que achamos, Suzana?

SBSuzana Barelli

É isso aí. Posso falar que eu gostei ou vou ganhar muitos haters?

?Voz E

Você pode. Se você tiver gostado, pode falar assim. Afinal, você avaliou os vinhos.

SBSuzana Barelli

Eu avaliei, eu provei. São 7 vinhos nesse primeiro momento.

?Voz C

Aqui é para deixar que não é uma, enfim, não é uma coisa qualquer, né? A família Neymar contratou para assessorá-los o Dirceu Viana Júnior. Dirceu Viana é simplesmente o único brasileiro Master of Wine. Master of Wine é um, enfim, um prêmio, uma condição dada a pouquíssimas pessoas, né? E ele trabalha em Londres justamente fazendo blends de vinho.

SBSuzana Barelli

É isso assim, eu gostei exatamente porque eu achei que eles fizeram direitinho. Eles foram atrás, como a gente tinha comentado, né, do Silviano Júnior, que é esse brasileiro, né, que tem esse título que é muito difícil de conseguir, e ele vive em Londres fazendo blends de vinho para o mercado inglês há algumas décadas. Então assim, a família Neymar fez a lição de casa aqui fora do campo bem direitinho. E assim, o que eles estão lançando são 3 linhas de vinhos.

Quando a gente fala se eu gostei ou não gostei, a primeira linha é uma linha muito simples que chama, tudo chama Le Prince, né, fazendo uma, ele tem um apelido lá em Santos, né, o Príncipe de Santos, alguma coisa assim de futebol. E essa primeira linha, na verdade, assim, eu gostei pelo fato assim, ela é muito bem feita no que ela se propõe. Ela é um vinho de R$50, tem um tinto que é um corte de Hidra Bene Sauvignon, Malbec e Merlot.

E tem um branco que é um Sauvignon Blanc de alguns, ele pega uvas de alguns vales chilenos. Quando a gente pensa num vinho de R$50, que é um vinho muito simples e muitas vezes com defeito, essa primeira linha é um vinho bem feito, sem defeitos, mas também assim, não é um vinho que tem qualidades, é um vinho para introduzir o consumidor no mundo do vinho.

?Voz F

Até na conversa com Dirceu, que a apresentação foi feita com ele, Ele chegou pra mim e falou, Suzana, é um vinho que vocês jornalistas não vão gostar. Não vou gostar pensando assim, é um vinho que não tem complexidade. Agora, pensando em muitos brasileiros que bebem, né, uns R$50, não é todo mundo que consegue pagar num vinho R$100, um pouco mais. Um vinho nessa faixa de R$50, ele entrega mais do que ele promete por R$50. Então eu gostei disso, pensando que a gente pode usar como uma coisa pra aumentar o consumo de vinho no Brasil.

Né, mas é um vinho, essa primeira linha tem que ficar claro que é uma linha com entrega a isso, né. Vem os rótulos, sempre do Chile, vinho simples, frutados, acabou, é isso. E para pessoa começar a beber vinho, e um vinho bem feito. Aí ele tem mais linhas, e o que eu gostei foi dessa segunda linha. E aí que vem um outro lado da expertise do Dirceu, que é o seguinte: para essa linha básica, ele foi, pegou as uvas, fez o blend, definiu o que ele queria, negociou preço.

?Voz E

Quando a gente fala, Suzana, que ele fez o blend, para quem não tá familiarizado, é uma mistura, é isso?

SBSuzana Barelli

Isso. Ele foi, chegou no Chile, visitou algumas vinícolas, definiu qual era a vinícola, comprou, pegou as uvas e falou: olha, você vai pôr tanto por cento desse tanque de inox que tem Cabernet Sauvignon, você vai pôr tanto por cento desse barril que— nada tem barril, então desse tanque de inox que tem Malbec. Definiu as as porcentagens e fez, misturou tudo esse blend, que a gente pode falar blend, corte, mistura, assemblagem. E ele fez esse primeiro lote, esse primeiro blend, e vendeu.

O segundo lote dessa linha, a vinícola mandou amostra para Londres e o Dirceu fez esse blend na casa dele. Então assim, ele sabe quais são as porcentagens importantes que vai dar um vinho do estilo tal, e foi o que ele fez. Né, um vinho comercial industrial bem elaborado nessa proposta. As outras linhas são linhas que trazem maior qualidade. E aí entra uma outra característica do Dirceu, que assim, ele conhece muita gente. Então ele visitou vinícolas, e aí ele visitou vinícolas na França e na Espanha, que são os lugares que o Neymar jogou bola por enquanto.

E por exemplo, um vinho que eu gostei muito é dessa segunda linha dele, que aí é um vinho que tá com preço médio R$150. Segundo os assessores, pode custar um pouco mais. Você vai encontrar de R$120 e quase R$200, que é um alvarinho, que ele é fresco, que ele é cítrico. Eu gostei bastante. E ele é feito por uma vinícola que chama Paco e Lola, que é uma vinícola conhecida. O que que o Dirceu fez? Ele é amigo da vinícola, é amigo da enóloga, foi na vinícola, provou os tanques, as barricas, e definiu como ia ser elaborado esse vinho para o Brasil.

Então é uma vinícola espanhola fazendo um vinho com um perfil que, com maior aceitação do brasileiro, no caso assim, ele tem uma montosidade maior. E dessa relação toda é um vinho que eu mais, que mais me surpreendeu. É um Alvarinho de entre 120, 150, que eu tomaria tranquilamente, que é esse branco. E ele fez a mesma coisa com o tinto né, com um Tempranillo de Rioja da Bodega Faustino. E aí ele tem, conforme vai subindo a linha, né, ele tem mais 3 vinhos.

Ele tem um Châteauneuf-du-Pape, ele tem um Ribera del Duero e tem um Bordeaux. Quer dizer, tem mais 2 franceses, né, o Bordeaux e o Châteauneuf-du-Pape, e o Ribera del Duero, que é um espanhol, que ele elaborou com essa mesma proposta. Ele foi na vinícola, conversou com os enólogos que ele conhece e pediu: vamos fazer nesse perfilzinho, vamos deixar, eu quero essa barrica, eu quero ou uma maceração diferente para fazer um vinho com a marca da vinícola, mas com marca do Mineimar, mas vindo da vinícola.

E são vinhos de qualidade, mas aí também são vinhos mais caros. Essa outra linha custa R$350, ele tem um vinho que a proposta é chegar até R$50 mil. Ou seja, tem vinhos para várias faixas de consumidores, tá certo?

?Voz C

É Le Prince Red, Le Prince Black, Le Prince Green. E Le Prince Blue, nessa ordem do menos complexo para o mais complexo e mais caro.

SBSuzana Barelli

Exatamente, tá certo. Exatamente.

?Voz C

Suzana Barelli, obrigado, Suzana. E bom, já estão no mercado esses vinhos?

SBSuzana Barelli

Já estão no mercado. Os primeiros, eles querem lançar em hotéis e restaurantes, os mais caros, e os mais simples em supermercados. Então tá bom, já estão supermercados, inclusive, né?

?Voz C

Susana Barelli, obrigado, Susana, e até amanhã.

?Voz E

Até amanhã, Susana.