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Como o mercado recebeu o comunicado do Copom?

06 de agosto de 20263min
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Gustavo Ferreira, do Valor Investe, discute como o mercado reagiu ao comunicado de corte da taxa Selic após reunião do Copom. Segundo o especialista, “a impressão que ficou é de que o Banco Central segue disposto a cortar juros para além dos 14%”. Ouça!

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Participantes neste episódio1
G

Gustavo Ferreira

ComentaristaEditor-assistente
Assuntos2
  • Mercado e CopomCorte da taxa Selic·Banco Central·Expectativas de inflação·Juros americanos
  • Mercado Financeiro· NegociosJuros nos Estados Unidos·Petróleo·Irã·Estreito de Hormuz
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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GFGustavo Ferreira

Valorinvest.com. Oferecimento Santander Empresas, o banco que saiu do banco para entrar na sua empresa.

?Voz C

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já tá com a gente. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.

GFGustavo Ferreira

Alô, alô, Débora, Nadede, ouvintes, boa tarde a todos.

?Voz C

Boa tarde. Gustavo, que leitura o mercado fez do comunicado do Copom?

GFGustavo Ferreira

Débora, a impressão que ficou é de que o Banco Central segue disposto a cortar juros para além dos 14% alcançados na noite passada, mas essa disposição parece ter diminuído. O comunicado de ontem sugere que se vier um corte em setembro, tem toda a pinta de ser o último. A próxima decisão de juros é em 16 de setembro, daqui Até lá, dois caminhos despontam como os mais possíveis. Num deles, a retórica mais pessimista do Banco Central bastaria para que expectativas de inflação parem de subir, e aí a Selic cairia para 13,75% ao ano e a porta para novos cortes ficaria ainda mais fechada.

No segundo cenário, ou a guerra, ou risco fiscal, ou El Niño, ou tudo isso manteria as expectativas de inflação aquecidas. E aí o Banco Central seguraria os juros nos 14% alcançados ontem. Seria uma tentativa de dar um choque nas previsões de inflação, previsões essas que têm certo poder de autorrealização. Dito tudo isso, os juros americanos hoje roubaram a cena no mercado nacional. Lá nos Estados Unidos, o noticiário tem reforçado o óbvio que de fato precisa ser reforçado: noves fora o oba-oba com a inteligência artificial, os juros americanos têm grandes chances de subirem em setembro.

A decisão lá vai ser tomada horas antes da decisão do Banco Central do Brasil, e essa decisão pode interferir na daqui. Resumindo a ópera, o Ibovespa, principal índice da bolsa, caiu 1,23%, e o dólar caiu também. O dólar normalmente acompanha sinais de alta nos juros americanos, mas a situação não é exatamente normal, né? A Casa Branca de novo falou que tava para sair o acordo para reabrir o Estreito de Hormuz, mas nada de assinatura que tinha sido prometida para hoje.

Ao contrário, circulou um plano do Irã de impor para todos sempre restrições em Ormuz. E aí, disparada de 4% do petróleo favorecendo a balança comercial brasileira, puxando o dólar em 0,41% para baixo, aos R$5,11, né, o câmbio do Brasil hoje na contramão global.

?Voz C

Obrigada, Gustavo. Amanhã falamos mais. Até.

GFGustavo Ferreira

Até lá, convido a todos acessarem o valorinveste.com.

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