PF deve convocar Lulinha para depor e Lula tenta reaproximação com Alcolumbre
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Débora
Nadedja
Bela Megale
- Lulinha convocado pela PFFábio Luís Lula da Silva·Polícia Federal·Tráfico de influência·Depoimento presencial·Marcola
- Encontro Lula e AlcolumbreLula e Trump·Investigações sobre Davi Alcolumbre·Alexandre de Moraes·Caso Kristin Rossum·PEC do fim da escala 6x1·Supremo Tribunal Federal
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Bela Megali, muito boa noite, tudo bem?
Boa noite, Débora. Boa noite, Nadedja. Boa noite, ouvintes.
Boa noite, Bela. Gostaria só de reforçar que nesse período de eleição, Bela Megali estará sempre nesse horário, depois do Repórter CBN das 6:30, às terças e quintas-feiras. Bela, vamos falar aqui dessa possibilidade da Polícia Federal chamar o Lulinha para depor. Isso vai ser presencialmente?
É isso mesmo, Débora. O Lulinha, ele é alvo de 3 investigações todo suspeita de tráfico de influência junto ao Palácio do Planalto e órgãos do governo federal. O Fábio Luiz Lula da Silva, que é o filho mais velho do Lula, ele deve sim ser chamado para depor nos próximos meses no âmbito desses inquéritos. E por que presencialmente, Débora? Existe uma leitura dos investigadores que um depoimento presencial é muito mais profícuo e tem possibilidade deles se aprofundarem muito mais nas dúvidas e nas frentes investigativas Desculpe, do que um depoimento à distância por videoconferência, já que ele mora na Espanha desde o ano passado.
Vale lembrar que o próprio presidente Lula e também a defesa do Fábio Luiz já falaram que ele tá disponível para voltar ao Brasil, que ele não seria um Eduardo Bolsonaro 2 e vai comparecer à Polícia Federal ou à Justiça se for provocado. Então, contando com isso, a PF já mapeia a possibilidade de em breve, até antes da eleição, convocá-lo para um depoimento no âmbito desses inquéritos de tráfico de influência. E um dos focos da PF hoje, Débora, em relação a essas investigações envolvendo o Fábio Luiz, é encontrar um ato de ofício de algum agente público, já que o Lulinha é um agente privado, ou seja, ele não atua no governo, né, ele não tem cargo no governo.
Então, um ato de ofício de alguém é que integre o governo Lula e que tenha recebido vantagens indevidas aí para atender aos interesses do Lulinha. Hoje é essa pista que a PF tá perseguindo nas investigações envolvendo o filho do presidente Lula. E ele não vai ser o único a ser chamado para prestar depoimento no âmbito das investigações que começaram com desvios do INSS, mas acabaram tendo esses desdobramentos aí chegando no núcleo duro do presidente Lula.
Débora, tragédia. O Marcola, que é o ex-chefe de gabinete do Lula e tava na campanha dele, e que teve os boletos ali pagos pela lobista Roberta Luxínger, que é próxima do Lulinha, inclusive foi ela quem apresentou, foi ele, né, Lulinha, quem apresentou Marcola para Roberta, também vai ser chamado para depor para Polícia Federal. Então ali o entorno do Lula e o presidente vão ter uma maré, vamos dizer assim, de más notícias nos próximos meses em relação a das investigações que estão tramitando junto ao Supremo Tribunal Federal, duas delas com o ministro André Mendonça e a outra com o ministro Flávio Dino.
Débora e Nadedja, Bela, e a crise entre Lula e Alcolumbre, há quantas anda? Pois é, ontem eu publiquei em primeira mão no meu blog no Globo que na terça à noite o Lula e o Alcolumbre, depois de um hiato ali de quase 3 meses sem se falarem, tiveram um encontro na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Aqui em Brasília, o encontro articulado pelo ministro Alexandre de Moraes, é que é bem próximo do Alcolumbre, e pelo Cristiano Zanin, que é muito próximo do Lula.
O fato é que assim, a conversa terminou muito bem, mas começou mal. Eu apurei com fontes que estavam presentes nesse encontro que houve uma lavação de roupa suja e uma série de reclamações, tanto por parte de Lula quanto por parte de Alcolumbre, ali nos 40 minutos iniciais. Tanto que eles não trataram de nenhum tema específico. E aí ficou acertado que até o fim dessa semana, provavelmente no final de semana, vai ter uma agenda só de Lula com Alcolumbre aí para tratar demandas dos dois lados.
Do Lula, o que ele tem interesse em defender é que o Alcolumbre paute o fim da PEC, a escala, desculpa, paute a PEC do fim da escala 6 para 1, que tá parada no Senado. Desde que passou na Câmara, e também falar de uma nova indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, caso o Lula seja reeleito. Então esses devem ser os temas, os temas tratados no segundo encontro entre ambos até o fim desta semana.
Bom, então STF fica para depois da eleição e escala 6x1 também, né? O fim da escala 6x1 também deve ser só depois da eleição.
É, o interesse do governo é que seja uma pauta adiante para eles colherem os dividendos políticos disso. Até teve uma pesquisa que eu divulguei na semana passada falando que os parlamentares viam isso como grande ativo do Lula nas eleições. Então tem uma pressão e o presidente Lula quer que essa PEC seja agilizada agora ainda nesse mês no Senado Federal. Existe avaliação de que dá para ser aprovada assim antes da eleição. Agora a gente vai medir aí a boa vontade e a taxa de sucesso desse encontro do Lula com o Malcolumbre, né, Débora?
Contamos com você, hein, para trazer em primeira mão também. Obrigada, Bela, um beijo, até semana que vem, bom fim de semana.
Obrigada a você, Anabete, aos ouvintes, e até a próxima semana.
Até.
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