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Mercado espera nova queda da Selic e monitora efeitos do cenário político e do clima na inflação

05 de agosto de 20263min
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Gustavo Ferreira explica as expectativas do mercado para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, que deve ser divulgada nesta quarta-feira (5).

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Participantes neste episódio1
G

Gustavo Ferreira

ConvidadoEditor-assistente
Assuntos3
  • Queda da SelicExpectativa de corte de 0,25 ponto·Copom
  • Inflação e Política Monetária· EconomiaEleições·Risco fiscal·Flávio Bolsonaro·Lula
  • Inflação e carestiaFenômeno El Niño·Produção de alimentos·Custo de energia
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz C

Oferecimento Santander Empresas, o banco que saiu do banco para entrar na sua empresa.

GFGustavo Ferreira

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já tá aqui com a gente no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.

?Voz C

Alô, alô, Débora, Nadede, ouvintes, boa tarde a todos.

?Voz B

Boa tarde.

GFGustavo Ferreira

E aí, qual a expectativa para taxa Selic? Já já, daqui uma hora, uma hora e pouquinho, o Copom já deve divulgar, né, Gustavo?

?Voz C

Pois é, lá vem o Copom. A partir das 6:30, o Comitê de Política Monetária do Banco Central deve cotar a Selic em mais 0,25 ponto, aos 14% ao ano. Sob essa expectativa, ativos no Brasil trafegaram perto da estabilidade o dia todo, tanto Ibovespa principal índice da bolsa, quanto o dólar ficaram no 0 a 0. O câmbio agora tá nos R$5,13. Segue o mercado sintonizado nas tratativas de paz entre Estados Unidos e Irã. O otimismo global, no entanto, foi ofuscado aqui no Brasil pelas eleições e tem a ver com a decisão, sim, de logo mais sobre a Selic.

O anúncio de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro frustrou a Faria Lima. Turma esperava algum nome com uma capacidade mais óbvia de ajudar o senador a derrotar o presidente Lula. Preferências políticas à parte, a média dos negociantes defende um melhor trato das contas públicas. Quanto maior a sensação de risco fiscal, maior a pressão de alta no câmbio e, portanto, na inflação. Além do mais, para entender se a Selic continuará ou não caindo.

Ouvinte, vale ficar de olho no que o Banco Central vai falar sobre o clima. Vem aí o super El Niño. Entre chuvas torrenciais e secas severas, boa parte da produção de alimentos deve ser impactada aqui no Brasil. Nos cálculos da IK Investimentos, somente o canal de alimentos já deve colaborar com ao menos 0,7 ponto a mais na inflação em 2027. Pelo menos 0,7. Nesse cálculo aí de 0,7 ponto não entra na conta, não entram na conta coisas como custo de energia, que também deve aumentar, assim como o preço de produtos e serviços que tendem a ser contagiados por essa onda inflacionária trazida pelo El Niño.

Enfim, a guerra vai saindo de cena, mas a batalha do Banco Central contra a inflação não termina. Veremos já já o que que a autoridade monetária tem a dizer sobre as próximas decisões. A de hoje muito dificilmente escapa de um quarto cote consecutivo de 0,25 ponto.

GFGustavo Ferreira

Obrigada, Gustavo. Falamos mais amanhã sobre como o mercado recebeu então a Selic, que será divulgada logo mais. Beijo!

?Voz C

É isso aí. Amanhã eu tô de volta. Como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com.

?Voz B

Até lá, até!

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