Nova Quest aponta reação de Flávio Bolsonaro e mantém cenário indefinido para a eleição
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Momento da Política com Merval Pereira.
Merval, como está?
Tudo bom, Fernando? Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Leandro.
Boa tarde, Merval.
O Merval, bom, saiu a pesquisa Quest, há várias, muitas informações ali, como enfim os resultados de primeiro e segundo turno, onde os candidatos melhoraram, onde pioraram. Eu queria que você nos desse aqui o seu destaque, o que que você chama, o que que você vê de destaque nessa última rodada da pesquisa Quest que saiu hoje cedo, Merval.
Olha, Sardenberg, o importante dessa pesquisa é mostrar uma recuperação do Flávio Bolsonaro. Ele melhorou entre os homens, melhorou entre os evangélicos. Isso indica que passou o pior para ele daquelas crises todas. E aconteceram. E essa pesquisa não mostra, não apanhou o resultado dessas últimas crises no PT, né? Especialmente o filho do presidente sendo investigado e o seu chefe de gabinete. Depois o chefe de gabinete apareceu também, e hoje o gabinete saiu, né?
Coordenação da campanha. Então isso mostra que ainda tá muito indefinido, e as pessoas, os independentes, em cujo setor o Flávio melhorou também, mas eles continuam na faixa de decisão. A diferença do Lula para o Flávio caiu no segundo turno para quase um empate técnico, né? Se você pegar 2 pontos para baixo ou para cima. Então esse grupo de indecisos que saiu do Flávio, foi, ficou fora da disputa, certamente será terá um poder forte de definição, né, no segundo turno.
Mas isso não quer dizer que o Flávio já ganhou, quer dizer que ainda pode ganhar, pode recuperar o tempo perdido. A escolha do relator do INSS Paradis é uma chapa pura do PL e indica que eles vão querer explorar muito essa questão do rombo do INSS, envolvimento investigado do Lulinha junto com Careca do INSS, com aquela lobista. Então isso vai ser um ponto importante na campanha E pode prejudicar o Lula. Eu acho que ainda tá muito indefinido.
A direita tá muito fragmentada, mas os outros candidatos têm pouco voto, nenhum deles chega a 10%, que era a esperança do Caiado chegar a 10% e mostrar que tem viabilidade. E esses votos que hoje vão para Caiado, para Zema, para Renan Soares, certamente irão por Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Agora só, desculpa, Merval, falando na vice de Flávio Bolsonaro, na posição de vice, sintomático que não tenha conseguido nenhuma mulher e nem alguém de outro partido, né?
Não, o Sem Aliança é geral, né? Todos eles, com exceção do Lula, todos eles fizeram chapa pura. É impressionante, né?
É, o Zema confirmou ontem Eduardo Girão como vice também do Partido Novo.
Exatamente. O Kassab do Caiado, agora o Flávio, o Renan Santos também. Então todos, nenhum conseguiu, a direita não conseguiu fazer uma coligação entre si, parar obrigatoriamente no segundo turno. E o segundo turno, provavelmente, se o Flávio chegar competitivo, todos esses partidos irão apoiar o Flávio. Então realmente a coisa tá muito indefinida ainda, tá muito difícil. Vamos ver. Mas o problema dessa eleição é que os dois candidatos que estão na frente são os dois candidatos mais rejeitados e os dois candidatos com mais acusações de corrupção, e estão lá na frente disputando a presidência da República. É um sintoma claro a decadência da nossa política partidária, né?
E os partidos do Centrão dizendo que vão ficar neutros, isto é, vão apoiar quem ganhar, né?
É claro, tudo isso. Se o Flávio aparecer competitivo, ele pode até levar no segundo turno o apoio maciço dessa turma. Mas se a distância do Lula for fora da margem de erro, ninguém vai arriscar ficar apoiando Flávio para perder e não poder negociar com Lula. Depois pode tudo, né, negocia perdendo ou ganhando, né. Mas realmente é um sinal horrível da nossa decadência política partidária.
Merval Pereira, obrigado, Merval. Até amanhã.
Até amanhã.