‘Pegadas Musicais’: as versões de ‘Álibi’
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João Marcello Bôscoli
Tatiana
- Versões originais de músicas· CulturaJoana · Djavan · Álibi
- Álbum Álibi de Maria BethâniaJoana · Álibi · Compositores · Produção musical
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Com João Marcelo Boscoli.
Oi, João, boa tarde!
Boa tarde, Tatiana, boa tarde, ouvinte!
Hoje não temos Gosto Sim, e daí? Mas temos o quê?
Ah, hoje a gente tem dois passos, duas pegadas musicais. O que você acha?
Eu adoro, tô pronta!
Olha que legal, vamos para o ano de 1978.
Olha só que belo ano esse!
O que que você pode destacar desse ano?
Vários nascimentos importantes.
Que maravilha! Você imagina, Tatiana, você imagina, a Maria Bethânia lança um álbum chamado Álibi, certo? Aí você tem as pessoas fazendo música ali para ela, né? Olha, olha o time de compositor. A gente tem a Rosinha de Valença, Dona Ivone Lara e Delson de Carvalho, Gil e o Chico Buarque, Paulo Vanzolini, Gonzaguinha, Adelino Moreira, ex de Almeida Passos, o Ali Salomão, Djavan. Pô, difícil ficar ruim, né? Realmente não tem como.
Que maravilha, né? E aí a voz, né, o estilo, a personalidade dela produção dela com o Perinho, álbum cap. Olha, um disco que vale a pena. Eu vou aproveitar, que é algo que eu sempre sinto uma resposta positiva de você que tá ouvindo. Muitas vezes falam quando a gente toca uma música em versões diferentes, né? Então aqui, Alibi, gravado pela Bethânia. Depois a gente vai ouvir a versão do Djavan. Que ele gravou depois. Mas essa aqui mandou aquele violão e voz na fita, né? E ela gravou desse jeito aqui, Álibi.
Vamos lá. Havia mais que um desejo, a força do beijo, por mais que invadia Não sacia mais. Olhos lacrimejam, seu corpo exposto à mentira, do calor da ira, do afã de um desejo que não contraíra.
É isso aí, essa é a versão dela. Bonito, né? Suspeito, né? Bom, grande gravação, arranjo do Perinho Albuquerque, tem a própria Rosinha no violão, Mauro Cenise na flauta, Tuti Moreno na percussão, Jamil Joanes, né, que a gente sempre fala dele aqui, que é um dos que mais gravou nos anos 70 e 80 aqui no Brasil, no baixo elétrico. Incrível. Vamos agora para a versão do Djavan. Ele gravou um pouco adiante, 2 anos depois saiu dessa maneira aqui, a cara dele. Vamos lá, mesma música.
Havia mais que um desejo, a força do beijo. Por mais que vadia, não sacia mais meus olhos.
É isso, Tatiana, ouvinte.
Que coisa boa!
Alibi, letra e música dele, de Javan Caetano, e na voz da Bethânia primeiro. O álbum Alibi, recomendo. Adorei o álbum Alumbramento do Djavan. Enfim, também recomendo. Muito obrigado. Amanhã voltamos com— vamos lá para dentro do estúdio.
Vamos, total. Adorei essas pequenas pegadas. Um beijo e até amanhã.
Moonwalking, eu saio.
Muito obrigado, ouvinte.
Até amanhã.
Beijo, beijo.