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Copom: taxa básica de juros deve ser reduzida para 14%

04 de agosto de 20263min
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Carlos Alberto Sardenberg comenta as expectativas para a reunião do Copom que começa nesta terça-feira (4). Na quarta, deve ser publicado um anúncio oficial. Além da redução esperada de 0,25% agora, a taxa básica de juros deve cair para 13,75% até o final do ano. "As projeções de inflação do Banco Central indicam que a inflação só chega perto da meta por volta do começo de 2028". Ouça.

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Participantes neste episódio1
C

Carlos Alberto Sardenberg

ComentaristaJornalista
Assuntos2
  • Pressão Fiscal e Gastos Públicos· EconomiaGasto público elevado · Custo da dívida do governo · NTN-B
  • Redução da taxa SelicCopom · Taxa básica de juros · Inflação
Transcrição2 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CACarlos Alberto Sardenberg

Linha Aberta com Carlos Alberto Sardenberg. Bom dia para você, Carlos Alberto Sardenberg. E aí, Milton, como está? Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Carlos Alberto. Denberg, reunião do Copom começa hoje, amanhã sai um anúncio oficial. O que que se espera? Bom, há um amplo consenso que a taxa de juros vai ser reduzida. Essa taxa básica de juros, que é a taxa de curto prazo, vai ser reduzida para 14%. Tá em 14,25% e cai para 14%.

E depois, até o final desse ano, teria mais uma queda de 0,25 pontos, que cairia então para 13,75% no final deste ano. As projeções de inflação, isso vai ser lento porque as projeções de inflação do Banco Central, do próprio Banco Central, indicam que a inflação só chega perto da meta lá por volta do começo de 2028, começo de 2028. Então tá longe, é um longo processo para você então começar a reduzir os juros e vai ter que reduzir lentamente.

Mas o maior problema, só queria dizer nesse comentário curto, que o maior problema não está aí, não está nessa inflação em torno de 5% e a taxa de juros girando em 14% ao ano. O maior problema do governo está no gasto público, gasto público elevado e que continua se elevando, que cria um ambiente de incerteza. O governo é o maior devedor do mercado e o governo então, quando ele vai ao mercado tomar dinheiro emprestado para fechar suas contas, Porque ele sempre fecha com déficit.

Então tem que ir ao mercado para tomar dinheiro emprestado para fechar suas contas e para rolar a dívida antiga. E ele está pagando juros cada vez mais elevados. Um título muito conhecido é o NTN-B, que paga a inflação mais uma taxa de juros real. Está pagando inflação mais 8% e um pouco mais de 8%. É muito alto. E esse é o grande problema. Fica caro o custo da dívida do governo. Fica caro e o resultado não vai, não depende da taxa do Copom, depende do governo reduzir gastos e apresentar um programa de redução de gastos para que as taxas de juros de mercado caiam efetivamente.

Milton e Cássia, muito obrigado. Sardenberg, até logo mais ao meio-dia. Até mais, até.