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Investigação sobre Lulinha atinge ex-chefe de gabinete de Lula

04 de agosto de 20268min
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Malu Gaspar destaca que a investigação sobre fraudes no INSS deu origem a novos inquéritos envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

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Participantes neste episódio1
M

Malu Gaspar

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Investigação Lulinha· PoliticaMarco Aurélio Santana Ribeiro · Relação Lula-Supremo · Operação Sem Desconto · Fraudes no INSS
  • Cannabis medicinal· SaudeRoberta Luxinger · Antônio Camilo Antunes · Cannabis medicinal · Organização Mundial da Saúde
  • Conflito PF e STFAndré Mendonça · Alexandre de Moraes · Polícia Federal · Supremo Tribunal Federal
Transcrição13 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño? Hey Meta, is a hot dog a sandwich? Technically, no. Spiritually, yes. Hey Meta, what should I do with my life? That's one of life's biggest questions. What do you think? Ask anything with the new Meta Glasses.

?Voz B

Com persa de bastidor com Malu Gaspar. Seja muito bem-vinda de volta, Malu Gaspar. Bom dia para você.

MGMalu Gaspar

Bom dia, Milton! Bom dia, Cássia! Bom dia para os nossos ouvintes! Estava com muita saudade de vocês. Férias são sempre maravilhosas, mas voltar é muito bom. Tava com muita saudade de todo mundo.

?Voz A

Bom dia, Malu!

MGMalu Gaspar

Que bom, que bom, gente!

?Voz B

Ouvintes também com saudade de você, porque registravam todos os dias as mensagens aqui perguntando onde está Malu. E a Malu está de volta agora no Jornal da CBN hoje. E trazendo aqui uma informação importante. Esta história, mais essa investigação com o nome de Lulinha envolvido e com o nome de Marcola, aí isso causa uma tremenda confusão. Por isso é importante que você explique bem tudo isso para nós.

MGMalu Gaspar

Exatamente. Esse Marcola de quem a gente tá falando é o Marco Aurélio Santana Ribeiro, é um ex-chefe de gabinete do presidente Lula, acabou de deixar a campanha do Palácio do Planalto agora em julho para virar coordenador da dor de campanha do presidente Lula. Faz poucos dias que isso aconteceu, e justamente porque ele é uma das pessoas da maior confiança do presidente. No Palácio do Planalto, o Marcola era quem controlava a agenda do presidente, quem botava o telefone na orelha do presidente, uma pessoa com papel-chave no gabinete presidencial, que agora se tornou alvo de dois inquéritos.

Já tô com a informação já atualizada, assim, dois inquéritos envolvendo a ação do Lulinha, que é o Fábio Luiz da Silva, filho do presidente Lula, em negócios ligados ao governo, né? Essa investigação começou como parte daquela investigação da Operação Sem Desconto, das fraudes nos descontos do INSS, de aposentadorias, né, do INSS, envolvendo lá o esquema do careca do INSS. Mas agora já essa investigação já criou filhotes Então, desses filhotes, 3 são inquéritos envolvendo o Lulinha, em que o Lulinha é suspeito de tráfico de influência para intermediar negócios no governo, por ser, claro, filho de quem é.

E em 2 desses inquéritos está também o Marcola. Um tem a ver com um dinheiro que ele recebeu de uma lobista chamada Roberta Luxinger, que é a lobista que atuava para o Camilo Antunes, que é o careca, conhecido como careca do INSS, é justamente intermediando dos contratos daquelas entidades que pegavam o dinheiro dos aposentados e sumiam com esse dinheiro. Essa Roberta Luxinger é muito próxima do Lulinha e foi ela que organizou, por exemplo, viagens entre o Lulinha, entre, junto, né, viagens conjuntas do Lulinha com Careca do INSS.

E quando se descobriu que o Lulinha viajou, por exemplo, para Portugal com despesas pagas pelo Careca do INSS, se soube É, até a própria defesa do Lulinha falou que ele estava, admitiu a viagem e disse que ele estava viajando para Portugal para conhecer fazendas e fábricas de remédios baseados em cannabis, cannabis medicinal, porque o Antônio Camilo Antunes, o careca do INSS, tinha interesse de trazer esses negócios para o Brasil, importar esses negócios.

O que que tá sendo feito agora a partir de toda a investigação do INSS? Se abriram esses inquéritos, porque num ele recebeu dinheiro dessa Roberta, ele mesmo já disse que é um empréstimo que foi quitado, mas isso vai ser investigado. Em outro ele aparece em mensagens dos investigados, Careca, da Roberta, como alguém que estava ajudando a abrir portas para esse negócio de cannabis medicinal, que envolvia a importação dessa cannabis da Europa, é, com a, para vender no Ministério da Saúde, no SUS, contratos sem licitação.

Esse é o caso, e o Marcola é um dos, das pessoas-chave investigadas aí nesses dois inquéritos. Existe um terceiro inquérito que trata da questão da Dataprev, é uma empresa que prestava serviço da Dataprev, e também tem a ver com esse ambiente do careca do INSS. Dois inquéritos estão com o ministro André Mendonça, incluindo esse da cannabis, e um terceiro que tem a ver com dinheiro que o Marcola recebeu da Roberta Luxinger está com o ministro Flávio Dino.

Tudo isso vai ser tocado a partir de agora. E no final de julho, a PF fez toda uma redistribuição, relatou esses inquéritos aí e passou adiante, deixando claro o que é que havia sobre o Lulinha. E deixando claro também esse atrito, né, entre o diretor-geral da PF e o ministro do Supremo, André Mendonça, né, Malu? Exatamente, Cássia. Esse inquérito, além de ter essa questão sensível para o governo, que tá, que tem o Marcola, tem o Lulinha, todas as pessoas do entorno muito próximo do presidente Lula, ele criou uma, uma rixa, um ruído muito grande entre o gabinete do ministro André Mendonça e o diretor-geral da PF, que já tem ali uma divergência desde o caso do Master, né?

O Mendonça, vamos lembrar, também é relator do Master. Por quê? Porque embora esse inquérito tenha nascido da investigação do INSS, da Operação Sem Desconto, chegou um momento ali em que a PF pede para o presidente do STF no recesso, que era então o Ministro Alexandre de Moraes, para abrir um inquérito à parte, sem relação com o INSS, para investigar essa coisa da cannabis. E aí o Ministro Alexandre de Moraes manda para o Procuradoria-Geral da República opinar.

E o procurador Paulo Gonê diz assim: vamos abrir um novo inquérito e manda aí redistribuir, porque esse inquérito não tem nada a ver com INSS. Aí se redistribui. Como é que foi visto isso pelo ministro? Não só pelo ministro André Mendonça, por todo mundo, que esse inquérito, que essa redistribuição era uma tentativa de tirar essa investigação da mão do André Mendonça e passar para outro ministro. Por que isso? Porque desde o Márcio tem uma divisão ali realmente entre a Polícia Federal.

Polícia Federal tem uma ala que quer investigar os ministros do Supremo, por exemplo, mas tem uma outra ala que acha que não deveria investigar. E o André Mendonça chegou a fazer um despacho dizendo que não era para os delegados da Polícia Federal dividirem com os superiores hierárquicos, leia-se diretor-geral da PF, as informações que eles tinham. Ou seja, desconfiando claramente do Andrei. Agora vem a PF, tenta tirar no inquérito do âmbito do Santoscom.

Você pode discutir tecnicamente, mas politicamente assim que a coisa é isso. Então é um ambiente super conflagrado em época eleitoral, investigação envolvendo filho do presidente, chefe de gabinete do presidente. Do outro lado tem o Master com Flávio Bolsonaro. É isso, gente. Eu tirei férias só para poder descansar, porque agora, ó, o bicho vai pegar. Valeu, minha amiga, obrigada.

?Voz B

Obrigado pelo retorno. Um abraço, até mais.

MGMalu Gaspar

Um abraço, até quinta-feira.

?Voz A

Até quinta.

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