O que fazer quando um funcionário do condomínio falta por problemas no transporte?
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Márcio Rachkorsky
Carlos Eduardo Éboli
- Funcionário do condomínio falta por greveGreve de servidores públicos · Atraso ou falta de porteiro · Soluções para condomínios · Pagamento de Uber/táxi · Flexibilidade em relação a empresas
- Alternativas para cobrir falta de funcionárioAlongamento de jornada · Zelador cobrindo portaria · Contratação de folguista · Segurança e rotina do prédio
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CBN Morar Bem com Márcio Raskorski.
Bom dia, Márcio, tudo bem?
Fala, Muniz, bom dia, tudo joia?
Olha, tudo joia, mas pessoal passando aí cortando um dobrado com essa greve nas linhas 11, 12 e 13 dos trens aqui em São Paulo. A gente já falou de vários impactos, pessoal que ficou 3 horas para conseguir fazer um deslocamento muito mais, que costuma ser muito mais rápido do que isso, gente que perdeu o serviço porque não conseguiu chegar, e aí a pessoa já cancelou o serviço que tinha sido contratado. E nos condomínios, Márcio, num dia como hoje de greve, como é que fica a questão dos funcionários?
Se, por exemplo, um porteiro falta ou se ele chega atrasado, Como administrar? Qual conduta que o condomínio tem que ter numa situação como essa de hoje, hein?
Nossa, nos condomínios é uma dureza, porque geralmente tem o porteiro do dia e o porteiro da noite, e eles muitas vezes trabalham em jornada de 12 horas. Então o cara que ficou as 12 horas noturnas, por exemplo, 7 horas da manhã ele tá morto, né? E ele espera a rendição dele para ir embora. Nesses dias de greve, o que que acontece nos condomínios? Esse cara alonga um pouquinho a jornada dele, uma coisa excepcional, não é para fazer sempre, mas ele fica na portaria até chegar a rendição dele, né, o próximo porteiro.
Mas não pode ser muitas horas também, porque senão o cara perde a produtividade ali, porque dá muito sono. Mas é o que acontece muito nos prédios. Ou então é o zelador acaba assumindo ali o posto de portaria para o outro poder ir embora descansar. Ou então, como condomínio tem uma relação ali mais próxima com os funcionários, tudo paga um Uber, paga às vezes um táxi. Então vale a pena para o condomínio nesses dias gastar um pouquinho de dinheiro e mandar um, né, pagar um carro de aplicativo, pagar um táxi para pelo menos ter o dia ali tranquilo de trabalho.
Então é um pouquinho mais flexível do que as empresas. Agora, quando o funcionário Aí cabe às empresas que fornecem esse funcionário mandar um foguista, mandar alguém da reserva. Mas às vezes para as empresas também vira um dia de caos, porque haja foguista, né, para conseguir cobrir todo mundo. Então os prédios conseguem, na medida do possível, dar um jeito. Ou zelador fica na portaria, ou funcionário estende a jornada dele naquele dia, ou manda um carro de aplicativo.
E aí dá tudo certo. Então para os condomínios, apesar do caos, dá para se virar bem diferente de uma empresa. Agora, qual que é a desvantagem? O condomínio não pode ficar sem ninguém, nunca a portaria pode ficar desguarnecida. Então tem que dar um jeito, tem que se virar. E aí se gastar um pouquinho mais nesse dia, paciência, o síndico justifica para os moradores o porquê, né? Mas é isso, é um dia difícil, mas a portaria tem que funcionar e ponto final.
E os moradores com uma compreensão maior, né, Márcio? Porque equipe reduzida, nem todos os funcionários vão ter que ter prioridade. Eu lembro que a gente falou aqui sobre entrega, que às vezes o pessoal reclama que demora para ser anunciada e tal. Num caso como hoje, a prioridade é ali o básico da portaria, e conforme a equipe for restabelecida, os outros serviços menos essenciais vão sendo repostos também, né?
Isso. E uma dica importante para os prédios: é muito melhor deixar o funcionário que já conhece o prédio alongando a jornada dele ou pedir para o zelador cobrir a portaria do que pegar um folguista. Porque o folguista às vezes ele não conhece a rotina do prédio, então ele não sabe qual botão apertar, ele não sabe onde desliga a chave, estiver a chave geral ali, estiver alguma coisa, ele não sabe, não conhece os moradores. Aí talvez vai barrar alguém, vai dar confusão.
Então se puder usar a própria mão de obra nesses dias, mesmo que gaste um pouquinho com hora extra, não tem problema, é melhor do que colocar um foguista, que o foguista cai lá de paraquedas e não conhece a operação do prédio. Aí pode fragilizar a segurança porque ele não conhece as regras. Então é isso, quanto mais puder evitar rotatividade de gente, melhor.
Muito bem, Márcio, obrigado por hoje, viu? Até amanhã.
Valeu, até amanhã.