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Mercado volta a reduzir projeção de inflação para 2026

03 de agosto de 20265min
0:00 / 5:19
Míriam Leitão analisa a queda das projeções para a inflação em 2026 apontada pelo boletim Focus e a expectativa de novos cortes de juros ainda neste ano.

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Participantes neste episódio3
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
M

Miriam Leitão

ComentaristaJornalista
Assuntos2
  • Dados de Inflação nos EUABoletim Focus · Inflação 2026 · Cortes de Juros
  • Mercado de PetróleoPreço do barril · Estabilidade no Oriente Médio · Estoques de petróleo
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

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?Voz C

Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão. Miriam, como vai?

MLMiriam Leitão

Bom dia, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN.

?Voz C

Boa tarde, Miriam. Bom, saiu hoje, como toda segunda-feira, saiu hoje cedo o Boletim Focus do Banco Central, reúne opinião de economistas de mercado e analistas e tal. E mais uma vez reduziu-se a projeção de inflação para este ano. Há 4 semanas tava 5,30% de inflação para esse ano e agora tá 5,03%. Curioso que para 2027, 2028 tem um pequeno aumento nas previsões de inflação, Miriam?

MLMiriam Leitão

A inflação na verdade caiu nessas 5 semanas, ela caiu de 5,33 para 5,03, quer dizer, 0,30, né, pontos percentuais de queda. E isso é interessante, essa sucessão de quedas. Mas o mais importante hoje, Sarneberg, foi a queda da previsão de juros no final do ano. Lembra que na semana passada a gente conversou e eu falei, olha, já tem gente no mercado falando em 13,75, ou seja, 2 cortes de 0,25. Os juros estão tão altos que esses cortes não fazem muita diferença em toda a problemática da economia, mas aconteceu exatamente isso.

Houve uma redução de 14 para 13,75. Como essa semana haverá um corte, provavelmente na quarta-feira eles vão anunciar um corte de 0,25, então fica pelo menos mais um corte de 0,25 por essa previsão aí para chegar no final do ano em 13,75. Essa, esse foi uma indicação boa. Agora, a sucessão de da inflação também é boa informação, porque teve surpresas baixistas nos últimos índices e tem também uma perspectiva mais branda para o petróleo.

O petróleo hoje, por exemplo, abriu em queda de 5,5%, negociando a $83 o barril. É bom dizer que essa queda do petróleo caiu para patamares de $80, entre $80 e $90. Antes ela tava acima de $100, $110, E ficou acima de 110 inclusive. Então é, mudou de patamar. Mesmo assim, o petróleo tá muito instável porque ainda tem muita dúvida sobre se vai se conseguir fazer paz mesmo no Oriente Médio. Essa guerra já tem 5 meses e ela todo dia tem uma dúvida, às vezes um retrocesso.

Tem uma outra questão sobre petróleo também, o preço do petróleo, que mexe com tudo isso. Quer dizer, se o petróleo sobe novamente, a inflação, a previsão de inflação acabar ficando maior também. É que hoje mesmo José Roberto Mendonça de Barros disse no Em Ponto da Globo News que os estoques estão acabando, né, porque foi muito, foi usado durante esses 5 meses, foram usados muito dos estoques. Então o mercado tá com perspectiva de, ele acha que pode vir a ter nova alta de petróleo.

Se não houver, a inflação fica, mas nesse patamar mais mais fraco, né, quer dizer, com chance de cair. Mas veja que 5,03 ainda é meio ponto percentual acima do teto da meta. Agora, para essa reunião do Copom tem mais uma coisa, a questão interessante, Sardenberg, é que para essa reunião o horizonte relevante sai do terceiro trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028. Em que as projeções são de inflação muito perto da meta, 0,40% acima da meta em si de 3%.

Então é isso, uma reunião que deve reduzir juros, mas uma situação que tem melhoras pontuais, mas tá longe de estar confortável a situação da economia, na inflação, nos juros. Na dívida e em vários outros dados.

?Voz C

Sardenberg, Cássia, Miriam Leitão, obrigado, Miriam.

MLMiriam Leitão

Até amanhã, até amanhã, até amanhã.

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