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Flávio tem dificuldade para ampliar alianças, enquanto Lula larga em vantagem

02 de agosto de 202618min
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Marco Ruediger avalia que Flávio Bolsonaro ainda não conseguiu ampliar apoios além da base bolsonarista e afirmou que Lula chega à campanha com vantagem.

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Participantes neste episódio2
M

Marco Ruediger

Comentarista
P

Pedro Popolin

Reporter
Assuntos5
  • Campanha de Flávio BolsonaroDificuldade em ampliar alianças · Fragmentação da direita · Nome do vice indefinido · Javier Milei
  • Governo Lula e popularidadeOficialização da chapa Lula-Alckmin · Geraldo Alckmin - Candidatura · Relacoes EUA-Ira · Lucas Verissimo
  • Propostas Econômicas e SociaisGasto público e qualidade · Geopolítica internacional · Comércio Brasil-Argentina · Inteligência artificial
  • Inteligência artificial e desinformação políticaRegulação pelo TSE · Liberdade de expressão
  • Investigação LulinhaEngajamento nas redes sociais · Legislação sobre lobby
Transcrição21 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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MRMarco Ruediger

A Semana Política com Marco Rüdiger.

?Voz C

Com ele, que não faz aniversário hoje, mas fez, foi ontem, Marco, teu aniversário. Boa tarde, parabéns, querido!

MRMarco Ruediger

Um respiro desse momento.

?Voz C

Que pena que eu não tava no Rio de Janeiro, mas enfim, mas foi perto, né?

MRMarco Ruediger

Mas nós temos que nos encontrar, os leoninos têm que unir.

?Voz C

A gente ainda vai ter que fazer uma festa juntos, fazer aí na ponte em São Paulo. Bom, Marco, a gente ainda não tá com informações porque, enfim, qualidade de áudio, mas a gente tá com reportagem acompanhando a convenção do PT em São Paulo, em instantes. Nosso repórter, talvez até aqui no meio do nosso boletim, o nosso repórter vai conseguir informações para gente. Mas a gente tem aí, enfim, a convenção que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, destaque nessa semana em diferentes plataformas.

Também a ênfase, né, do presidente da Argentina, Javier Milei, reunindo aí posts e uma porcentagem dos posts sobre os candidatos do PL nessa semana. Momento em que o noticiário, as convenções, o momento político fica ainda mais quente.

MRMarco Ruediger

Marco, Pedra, olha só, eu acho assim, esse, a gente tá, você acabou de falar, a gente não tá na disputa eleitoral em si, mas o fato é que tá, né, na prática assim tá legalmente, ainda tem esse, e a gente viu essa, essas conversões acontecendo no caso específico do Flávio Bolsonaro. Que é até o momento grande contendor aí do Lula, do presidente Lula, ele fez uma, ele tem dificuldades assim muito notórias, né? Por exemplo, a questão, por exemplo, do, da dificuldade, dos impasses dele de conseguir construir alianças mais para o centro e centro-direita, digamos assim.

Então ele tem uma dificuldade bastante grande nisso, não viabilizou, ainda não tá claro o nome de um vice para ele. Então fica muito difícil. Eu me pergunto, por exemplo, né, não só os outros candidatos que vêm pela direita. A direita nessa eleição, no primeiro turno, tá bastante fragmentada. Eu acho que eu já comentei aqui, parece um pouco quase que uma primária, como se fosse nas eleições americanas, né? Tem uma certa primária para você ver quem vai ser o candidato do Partido Republicano, o Partido Democrata.

No caso da direita, essa divisão meio que marca isso, tem uma espécie de uma primária. E Muito provavelmente, pelo menos as pesquisas indicam com bastante potência, que primeiro turno Flávio Bolsonaro deve ter, porque ele já larga com uma, com um lastro bastante grande que vem do bolsonarismo raiz que lhe apoia. Mas o fato é que ele não conseguiu ampliar isso, ele não conseguiu construir uma aliança mais significativa. O tempo provavelmente dele de televisão e rádio deve vir a ser menor do que Lula.

Então eu acho que ele tem muitas dificuldades. E aí ele resolveu fazer, eu acho que foi um erro da campanha, insistir em trazer atores externos ao Brasil para dentro da campanha brasileira. Eu acho que isso pega muito mal no eleitorado, isso pega muito mal na direita, inclusive pelo menos na centro-direita. Você vê o caiado em cima disso, você vê, enfim, os demais candidatos operando em cima dessa discussão, repudiando isso. Então ele não consegue crescer, não consegue ampliar.

E eu acho que isso talvez seja a maior fragilidade. Ter trazido o Milei, até agora eu não vi qual foi a vantagem. Porque tudo bem, causou, causou. Quem causou foi o Milei. Quantos votos Milei tem no Brasil? Nenhum, nenhum. Talvez só do—

?Voz C

então talvez uma jogada de marketing para o próprio eleitorado. Querendo demonstrar algum tipo de poder, articulação com outras lideranças?

MRMarco Ruediger

Olha, eu acho que sim, porém é uma articulação meio nefasta, porque na verdade ele tá muito vinculado às tarifas que o Brasil recebeu. Então isso é muito complicado, né? E então eu não vejo realmente uma potência nisso. Eu acho que foi extremamente deselegante o presidente da Argentina quando teve aqui, a forma como ele se referiu ao governo brasileiro, porque ele é chefe de Estado. Essa é uma questão relevante também. Então você vê que essa é uma candidatura que tem dificuldades bastante grandes.

Eu não tô dizendo que o Lula não tem, a gente vai falar logo em seguida sobre isso, mas essa é uma candidatura com bastante dificuldade. E eu acho que, curiosamente, ele, ele vai seguir o Lula em não participar da maior parte dos debates, porque os outros candidatos na direita certamente vão precisar se contrapor a Flávio Bolsonaro para dizer: eu represento melhor a direita e o nosso campo político do que Flávio Bolsonaro, e eu tenho condições no segundo turno ser mais bem-sucedido que Flávio Bolsonaro porque eu amplio.

É o caso do Caiado muito especificamente, né? Então eu vejo que ele vai ter uma situação que ele não vai querer ir, a não ser que o Lula vá. O Lula provavelmente não deve querer ir na maior parte dos debates do primeiro turno porque ele não vai querer entrar sozinho com determinado tempo e os outros candidatos somados todos basicamente batendo nele. Então Eu acho que é uma eleição que o Lula só vai ter essa aparição talvez no último debate, penúltimo debate, não sei.

Mas o fato é que se houver o segundo turno, ainda tem essa questão por conta da fragmentação, e que a eleição ela na verdade ela é definida pelos votos válidos. Então se você contabilizar os votos válidos, somente os votos válidos, que já é um universo menor, e dependendo da fragmentação aí da distribuição desses votos pode ser até que ela se resolva no primeiro turno. Não acho, não acho que seja isso, acho que vai ter segundo turno, mas é uma possibilidade.

Porém, eu acho que o Lula, ele tem vantagens assim bastante claras, na minha opinião, em relação ao Flávio nessa eleição.

?Voz C

E por falar, presidente Lula, Marco, o nosso repórter Pedro Popolin está acompanhando a convenção do Partido dos Trabalhadores, que oficializou nesse domingo essa convenção oficializou mesmo a candidatura do presidente Lula. Então, antes da gente continuar aqui com o nosso papo e a nossa análise, vamos acionar aqui o Pedro para contar para gente o que que tá rolando na convenção agora, como é que foi essa oficialização nesse domingo. Importante destaque aqui do Pedro Popolin para gente. Pedro, boa tarde.

?Voz D

Oi, Pétrea, boa tarde a vocês e a todos que nos acompanham na CBN. Exatamente, o PT oficializou agora há pouco a candidatura de Lula à presidência da República durante a convenção nacional do partido, que está sendo realizada aqui na Expo Center Norte em São Paulo. O atual vice, Geraldo Alckmin, já havia sido confirmado pelo PSB como candidato à reeleição na chapa do petista na semana passada. A candidatura foi confirmada antes da primeira aparição de Lula no evento.

Pelo presidente nacional do partido, Edinho Silva. Eu separei um trechinho da fala dele, vamos ouvir. Homologamos, oficializamos agora Lula presidente, Alckmin vice, que nós viemos aqui para oficializar, mas também para celebrar essa construção política que é histórica, mantendo o nosso nosso país nesse caminho da reconstrução das políticas públicas e preparando o Brasil para um Brasil de futuro, de legado para o povo brasileiro.

Bom, Pétrea, Lula chegou agora há pouco e subiu ao palco principal do evento, acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, além de Alckmin e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. Diversos aliados do presidente já discursaram no evento. Além de Edinho, discursaram, por exemplo, aí o ministro Guilherme Boulos e a ex-ministra Simone Tebet, atual candidata ao Senado por São Paulo. Em suas falas, além de exaltar Lula, Tebet criticou o principal adversário do petista na disputa ao Planalto, Flávio Bolsonaro, do PL.

Segundo a ex-ministra, Flávio é golpista como o pai. Se referindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentativa de golpe. Aos 80 anos, Pétrea, Lula vai em busca aí do seu quarto mandato presidencial. Ele foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e novamente escolhido presidente em 2022. Se vencer neste ano, Lula chega então a 16 anos como presidente, ficando atrás somente de Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos.

Em 2026, o PT vai ter aí PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede como aliados na eleição presidencial. Diversos desses líderes partidários já discursaram também por aqui. Já Flávio Bolsonaro, até o momento, como vocês vinham falando aí, não anunciou coligações e tenta articular nomes para o posto de vice. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções nas quais oficializam candidatos e coligações. Depois, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

A campanha eleitoral começa no dia seguinte. A gente segue por aqui acompanhando, Pétrea. Ao longo do dia trago mais atualizações.

?Voz C

Nossa reportagem em cima dos fatos. E a gente já traz essa bola levantada aqui pelo Pedro Pupulim para o Marco Rüdiger contar um pouco para a gente sobre estratégias do PT. Se de um lado tem aí o que levantaram sobre Flávio Bolsonaro, a gente não pode esquecer da investigação, tá? Batendo sobre Lulinha. Então é um cenário bastante delicado, Marco. E aí eu queria um pouco da tua visão sobre, enfim, as estratégias do presidente Lula, PT nesse momento. O que que a gente pode falar? Como é que a gente pode olhar para isso?

MRMarco Ruediger

É, pois é, assim, essa questão do Jax Wagner, do Lulinha, né, o Jax Wagner, a gente olhando as redes, foi associada em 3%, digamos assim, do movimento que teve nas redes, as postagens que houveram nas redes. E o Lulinha especificamente, 6,7% nesse período que a gente que a gente tá analisando agora, que essa semana basicamente. Então quando a gente olha isso, não foi uma coisa que engajou muito além do campo da extrema-direita até o momento.

Não quer dizer que não possa aumentar, não quer dizer que não possa aumentar. Eu acho que é uma coisa que tem que se prestar atenção, mas eu não acho que isso seja ainda, a não ser que fique muito comprovado que houve um enorme caso de corrupção, que o dinheiro realmente correu, especialmente no caso Lulinha, entendeu? Então aí eu acho que pode ser assim que cause um impacto na campanha. Mas se tiver sido uma conversa, digamos assim, que é até um problema que o Brasil tem, né, que o Brasil não tem uma legislação específica que regula o lobby, né.

Mas assim, se for, se não tiver um dinheiro envolvido comprovadamente, aí eu acho que não vai ser uma coisa tão danosa assim. Claro que isso fere um pouco a campanha, mas não vai ser tão danoso. Tem que ver como é que isso vai se desenvolver daqui para frente. Agora, o maior problema que eu vejo Quando a gente pensa a campanha de Lula, né, que fora o fato, digamos assim, que é muito notável ser presidente pela 4ª vez eventualmente, né, é bastante impactante isso.

E eu acho que hoje ele tem uma vantagem em relação a isso, não só pelas pesquisas, mas acho pela dificuldade de articulação de uma proposta de futuro que a extrema-direita tem, especialmente Flávio Bolsonaro, porque a extrema-direita quer mudança. Ela quer mudança e ela sente que tem no Brasil um clima para mudança, tem uma insatisfação no ar. Só que quando ela remete essa mudança a um passado que as pessoas não querem voltar, esse que é o ponto. E aí quando a gente olha muito a forma, é muito bom.

?Voz C

Presidente Lula mesmo falou, né, na sexta-feira, se não me engano, que enquanto ele tivesse vivo, a extrema-direita não ia voltar para o poder, né? Foi bem incisivo nisso. Mas o que a gente discute muito é isso: existe essa brecha, essa insatisfação Mas ao mesmo tempo, qual é o preço, né, que se paga por essa mudança? Enfim, é o que a gente vai ver, né, Marco?

MRMarco Ruediger

Petra, eu acho assim, quando eu acho que tem um problema muito importante na pauta do PT, do governo, que é um olhar sobre o futuro. O PT hoje, ele, ele tem coisas que são muito relevantes para o Brasil. Ele defende institucionalidade, né, tá dentro absolutamente num respeito democrático, etc. Porém existem problemas, existem problemas de ordem orçamentária, do gasto público, da qualidade do gasto público. Se gasta muito em— outro dia eu tava vendo o Ricardo Paes Barros, economista, falando exatamente isso.

Ele discutindo, não se investe muito em educação no Brasil. Realmente se investe, acho que é o terceiro ponto do orçamento público. Antes, o segundo é saúde, o primeiro é dívida pública. Então, na verdade, se investe muito, mas qual é o impacto disso, retorno disso? O que que isso tá alavancando resultante no final. Então essa é uma questão muito substantiva, e o gasto público tá realmente muito alto no Brasil. Então essas coisas vão ter que ser revistas.

Porém tem mais do que isso. Por exemplo, hoje a conjuntura internacional ela conversa diretamente com a conjuntura interna. Não é à toa que se tenta trazer esses atores externos aqui para dentro. Esse é um grande problema que eles têm na pauta do PT e do governo atualmente. Então são problemas que não estão, digamos assim, bem equacionados. Você vai ter 4 anos pela frente em que você vai tem que entender toda uma geopolítica que mudou, que é importantíssima, e junto com essa geopolítica toda uma estrutura da economia que mudou, né?

Então, por exemplo, comércio do Brasil e Argentina, né? Peças de carro para lá, para cá, carros daqui para lá, mas são em geral são carros que são de origem europeia. Os chineses estão entrando, como é que fica isso? Como é que fica a construção desses carros aqui, ou parte dessas peças? E o comércio, por exemplo, com a Argentina, já que a gente falou do Milei, né? Como é que fica, por exemplo, criação de data centers? Como é que fica a questão do trabalho no Brasil quando a inteligência artificial vai entrar?

Então qual é a proposta de futuro para isso? Qual é a expectativa que as pessoas têm para vida delas? Então eu acho assim, um partido ele hoje tá representando muito status quo com a institucionalidade, com a democracia, etc. O outro partido que propõe mudança propõe uma mudança que as pessoas em geral não querem, que é um passado de referência lá na década de 60, 68, etc., que tem mil complicações, a gente sabe disso. Então como é que fica essa proposta gosta de futuro.

Então sinto assim, na agenda do Brasil, isso eu falo com nossos ouvintes, falta muito qual agenda de futuro, porque os 4 anos não poderão ser mais igual os últimos 4 anos. E essa é uma grande questão para a gente debater aqui, Pedro.

?Voz C

Tem que debater. Vamos pegar esse gancho. Eu vou, eu tô anotando aqui essa tua deixa. Você sabe que eu recebo muitas mensagens dos ouvintes: o Marco tinha que ter mais tempo. Mas a gente quer o Marco na capa do Revista, então precisa estar junto com os fatos, né? A gente queria ter 5 horas de programa, porque é a realidade. Mas, Marco, vamos pegar esse gancho, porque eu quero falar sobre isso, abrir com isso, independente do noticiário.

Eu quero abrir com isso semana que vem, mas eu quero você um minutinho antes da gente dar tchau. Os sussurros das redes, você me fala o que que tá, o que que a gente precisa prestar atenção.

MRMarco Ruediger

O grande sussurro é uma polêmica que tá havendo ainda, ainda que não explodiu completamente, de o quanto o TSE vai regular ou vai poder regular o uso de inteligência artificial nas campanhas. Então, por exemplo, na campanha, na convenção, Flávio Bolsonaro vem e apresenta um filme do pai feito inteligência artificial. Isso gera uma polêmica. Quanto isso é válido ou não é válido? Isso não é muito claro. E vai se utilizar inteligência artificial, todos os campos políticos vão utilizar.

A esquerda vai utilizar, a direita vai utilizar, o centro, todo mundo vai utilizar. Então, quanto isso vai ser permitido e como é que isso vai ser avaliado? E avaliado dentro de uma dinâmica de campanha em que boa parte arte é no digital, então em tempo real. Como é que isso vai se dar? Quais são os limites dessa regulação? O que que pode? O que que não pode? E o quanto não pode? Porque tem a liberdade de expressão também. Então essas coisas todas estão muito mal resolvidas, elas ainda não vieram à tona, mas a campanha iniciando, esse vai ser um grande tema, porque a campanha vai ser permeada disso.

Isso não tá nem um pouco claro. Então esse é o sussurro que eu diria para você, que tá submerso ainda, mas vai vir à tona.

?Voz C

E a gente vai acompanhar, analisar. Esse é Marco Rüdiger na nossa Semana Política. Obrigada pelo depoimento que a gente trouxe nas redes sociais, Marcos, sobre essa nossa roda de conversa. Ficou demais, é uma honra, um orgulho ter um timaço de colunistas como o que acontece aqui no Revista CBN, e você entre eles. E é como eu disse, eu até mandei para você o print aqui. O Marco devia ter mais tempo. Ah, meu Deus, vamos pensar, vamos pensar.

Querido, um beijo para você. Parabéns mais uma vez pelo seu aniversário ontem e até semana que vem.

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