Paula Jacob estreia novo quadro de cultura no Revista CBN
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- FLIP anuncia programaçãoOrigenes Fontella
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Ela comigo agora oficialmente, quadro de cultura com esse grande nome. Ela faz e ela tem um radar Afinado, refinado para cultura. E agora oficialmente com a gente aqui no Revista, Paula Jacobi. Boa tarde.
Boa tarde, Petra. Boa tarde aos ouvintes. Hoje aqui no estúdio também, né? Saiu um pouquinho do meu cenário ali com a minha biblioteca, mas tô super feliz de estar aqui hoje com vocês. Acho que, enfim, concretizar essa colaboração que a gente já vem fazendo há bastante tempo. Para mim é um sonho realizado. Muito obrigada.
Olha, eu sou uma fã do seu trabalho, admiradora do seu trabalho há muito tempo. Eu sempre falo aqui para os nossos ouvintes, como eu te sigo, eu ia falar, ela tava falando assim, ela está aqui em cenário diferente, porém com batom vermelho. Sim, sempre, que é sua característica. E enfim, é uma alegria a gente poder fazer, né, como eu trouxe até nas redes sociais, essa curadoria de nomes Porque de fato eu sigo o que vocês pensam, publicam, estão divulgando, estão fazendo curadoria.
E acho que é muito lindo a gente poder trazer isso pro Revista CBN. Paula, a tua— o teu ponto de partida é o cinema, né? Você fala muito de cinema e eu acho que é uma grande paixão pra você. Mas também a gente vai ter aqui no quadro muita literatura, obras de arte, o que tá acontecendo pelo Brasil, né? Nesse pulso da cultura.
Sim, com certeza. Eu acho que, enfim, A minha carreira em redações sempre foi muito voltada para editoria de cultura, né? Fui editora de cultura, redatora-chefe, mas sempre nessa cobertura cultural. O que aconteceu academicamente foi que eu comecei a me especializar mais em cinema e em literatura. Então acabei fazendo uma especialização em psicanálise, um mestrado em semiótica, mas a minha pesquisa acadêmica muito calcada no cinema, principalmente essa pesquisa do cinema feito por mulheres, né, que é a minha grande paixão.
E o que me move assim, né, dentro dessa pesquisa, é resgatar diretoras, analisar essas obras, entender como que essas obras dialogam, obras do passado dialogam com o presente, ou mesmo as obras contemporâneas, o que que elas estão captando, né, do nosso momento, né, esses movimentos. Tem muitas cineastas brilhantes hoje em dia e as que foram brilhantes também, né, como que a gente consegue colocar elas em diálogo. Então, para mim, Essa parte acadêmica é muito importante na minha vida, até por isso também acabei me tornando professora de cinema.
Então eu gosto bastante de falar com os alunos sobre os filmes, enfim, filmes que estão um pouco fora do eixo tradicional dos cursos de cinema, né? Claro que eu passo sempre pelos grandes diretores e todos os filmes assim mais clássicos do imaginário em torno do que se entende pela indústria cinematográfica. Mas eu gosto muito de trazer outras referências, né? Porque a gente vive de vozes plurais, né? O cinema, ele não pode ser visto de um único ponto de vista.
Então isso também me interessa bastante nessa minha pesquisa de mulheres no cinema, né? Como que elas enxergam as histórias e quais histórias elas estão contando e de quais pontos de vista elas estão partindo, né? Então eu acho que isso é muito rico. Mas os ouvintes vão saber também de outras coisas que estão acontecendo, né? Não só relacionadas ao cinema, claro. Eu gosto muito de artes plásticas, de teatro, de dança, a própria literatura, obviamente.
A gente tava na Philips semana passada. Mas assim, eu acho que é um... Pra mim é uma honra ter esse espaço aqui no seu programa, que era um programa que eu acompanhava com muito carinho enquanto ouvinte. Mas trazer essas referências também culturais que acabam tomando espaços públicos e que tornam, de alguma forma, essa... Esse contato com a cultura é um pouco mais acessível, né?
Sabe o que é lindo também? A gente tá muito inserida. E acho que a gente se conectou ainda mais, logicamente, por conta das redes sociais. Porque a gente acaba se acompanhando. Mas trazer essas reflexões que você faz pro rádio, isso é tão mágico! E essa nossa audiência, que vai pro mundo inteiro. Mas vamos pensar em termos de Brasil. Eu acho que o rádio, ele é muito hoje transgressor nesse sentido. Me perguntaram na Flip, numa das mesas: ah, Petra, como você acha que a gente pode furar bolhas, né?
O rádio em si só, por si só, ele não obedece a lógica das bolhas, né? Tanto no como que você ouve rádio, como se ouve rádio no Brasil, o próprio instrumento, né, ou a ferramenta, o aparelho rádio. Então eu acho que é um grande serviço que a gente faz dessa troca, né, de conhecimentos e o que a gente leva pelas ondas do rádio. Não, com certeza.
E assim, é muito curioso Porque eu sempre amei rádio, sempre amei assim. A minha família sempre escutou rádio em casa. Então era uma mídia que eu consumia muito, mesmo sem perceber que eu consumia tanto, sabe? E eu sempre amei muito assim, acompanho a CBN desde sempre, né? Não consigo lembrar de algum jeito que não tenha CBN envolvida na minha vida. Minha mãe também super ouvinte da rádio, enfim. E eu acho que isso torna a minha relação com a rádio muito preciosa.
Só que eu acabei na minha carreira, acabei indo para redações impressas, né, então fazendo revista principalmente. E retomar essa paixão aqui na rádio é tão—
a gente fisgou o Paulo lá—
é tão gostoso, porque eu acho que a rádio realmente fura bolhas e é uma mídia que você pode consumir, né, e participar e se envolver de um jeito tão pessoal, né. Porque eu acho que, enfim, a própria psicanálise fala, né, o quanto que a fala e a escuta É uma relação muito profunda, muito íntima, muito próxima, né? E os ouvintes, eles podem, enfim, né, eu ouvi a rádio no carro, no trânsito, no metrô, né? Você fica com o fone, enfim.
Acho que tudo isso torna, na academia, enfim, quer fazer alguma prática de esporte, ouvir a rádio, acompanhar, né, ali ao longo de qualquer outra atividade. Então eu acho que isso também torna a relação dos ouvintes com o que a gente fala muito mais juntinha, assim, não sei, muito mais próximo.
Eu não vou te deixar ir embora hoje nessa primeira oficialização desse quadro sem alguma dica de cultura pra gente. Tantas coisas que eu poderia te perguntar, que eu quero te perguntar, mas que eu vou perguntar ao longo das semanas. Mas eu queria saber se tem alguma coisa que você pode deixar hoje de dica pra gente.
Super, na verdade é uma dica, duas dicas relacionadas a cinema, mas que eu acho que são festivais de cinema que estão acontecendo aqui em São Paulo. Um clássico e um contemporâneo. Então acho que condiz com o que eu tava falando antes. O primeiro é o festival na Cinemateca, né? Então até dia 9 de agosto a Cinemateca Brasileira recebe a mostra SAQ: Espetáculo, Polêmica e Cultura. Tem uma curadoria super especial porque são filmes antigos que às vezes passam batido nas curadorias.
Então é uma oportunidade maravilhosa, né, para as pessoas entrarem em contato com obras que não são tão difundidas assim. E que dependem de acervos, empréstimos, opções, sessões especiais como essas, e que fazem esse contato com o público, e um público jovem, que eu gosto bastante de ir à Cinemateca nessas sessões especiais e ver um público bem assim garotada mesmo indo, se interessando por isso. E esse festival especificamente é um festival muito cinéfilo, a curadoria é muito cinéfila, então indico para quem gosta de cinema, e procura outras referências clássicas, vá, porque acho que foge bastante, né, do senso do que seria um cinema clássico.
E aí queria só fazer, né, essa pontezinha sempre com a literatura. Tem um filme que chama Uma Tão Longa Ausência, que traz um roteiro da Marguerite Duras, que é uma escritora francesa que eu sou apaixonada. E ela já tinha feito, ela tem uma carreira muito prolífera no cinema, ela fez O roteiro também de Hiroshima, Meu Amor, que é um outro clássico imperdível, mas que nessa mostra só esse, Uma Tão Longa Ausência, tá em cartaz. E que é um filme que, mais uma vez, pensando nesse paralelo com Hiroshima, Meu Amor, faz uma relação entre a ausência, o luto da perda mediado pela guerra.
Então, como que o amor supera uma guerra? E aí os personagens, no caso, a mulher que espera o marido voltar, um soldado. Ele perdeu a memória em combate, então ele não lembra quem é ela. Então é uma, é um filme, é bem, as histórias da Zohar são bem profundas, né? E no cinema isso não seria diferente.
Muito lindo. É por isso que também isso é chamado a cerejinha do bolo da Revista CBN. Presente para você. Eu vou ficar louca com as dicas de Paula Jacobi aqui porque eu vou querer ler tudo, não vou ter tempo, mas a gente vai deixando na nossa listinha. Pra dicas boas, incríveis. Eu quero só uma... Bom, estamos acabando com o programa já, já tá terminando. Mas 30 segundos, alguma... Algum destaque da Flip? Algum livro da Flip?
Ai, eu queria só... Porque eu falei que eu ia dar duas dicas de festivais. Tem o Festival de Filmes Incríveis no Belas Artes, que acontece até o dia 12 de agosto. E esse é pra descobrir filmes contemporâneos. Então diretores de diversos países que estão ali, que tiveram presentes em festivais, enfim, internacionais nesse último ano. E que vale a pena também acompanhar. Agora um livro de estaque da Flip. Essa é uma pergunta muito difícil, mas eu acho que Orígenes Fontella num geral, porque é um resgate também importante de ser feito.
E você tinha dado a dica pra gente que era o tema da Flip desse ano. Paula Jacobi, quem quiser te seguir nas redes sociais, um dos perfis que eu mais amo seguir nas redes, como faz?
Que honra! O meu perfil é sempre um desafio, né? Porque ele é o meu apelido. Mas se você procurar Paula Jacobi, você encontra ele. Mas pra quem quiser o arroba de fato é @pjacob. Pei Jacob, que é meu apelido desde a escola.
Paula Jacob com a gente aqui no Revista CBN, trazendo cultura, trazendo profundidade para gente aqui, e o que a gente gosta. Obrigada, bem-vinda ao nosso time do Revista CBN agora, dos nossos colunistas especiais.
E obrigada aos ouvintes sempre.
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