Novo decreto de Milei reforça foco do Banco Central na estabilidade da moeda
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- Análise de gestão do Banco CentralFortalecimento institucional · Autonomia do Banco Central · Estabilidade da moeda como meta · Proibição de financiamento ao governo · Javier Milei
- Situação Econômica ArgentinaInflação e controle · Dolarização da economia · Uso do peso argentino · Dificuldade de câmbio · Empobrecimento e perda de renda · Déficit fiscal e reservas · Balança comercial
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Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão.
Miriam, boa tarde, Sardenberg! Boa tarde, Cássia, boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam.
Voltando à questão Brasil-Argentina, Miriam, você vai nos comentar sobre a situação econômica da Argentina e propostas para o Banco Central lá deles.
Miriam, pois é, eu tava doida para fazer um comentário sobre a Argentina, sabe por quê? Que eu fiz, eu nas minhas férias, que eu voltei, né, na segunda-feira Eu vou, eu fui para, eu fui para Argentina. E aí, Sardenberg, Cássia, a Cássia até já sabe que eu falei rapidamente no comentário com Milton. Fui para Argentina com meus netos mais velhos. E aí, enfim, continua, a gente vê a economia e acaba conversando, não tem jeito, é da natureza do jornalista e tem umas conversas.
Mas como é que tá a situação econômica e tal? E aí é interessante falar sobre isso. A Argentina, ela continua o projeto. Vamos, vamos também desorganizar desse comentário que eu vou falar primeiro.
Não, não vai falar de nada porque caiu a ligação comigo.
Vamos ver se a gente consegue retomar aqui. Ela tá falando, vamos ver se a gente vai ligar.
Ela vai falar sobre a situação econômica da Argentina, que é o governo do Javier Milei, eleito há 3 anos, é isso, eleito há 3 anos, e que pegou uma situação econômica extremamente deteriorada quando ele assumiu, inflação disparada, sob falta de controle e tal. E houve então algumas diferenças. A ver se a gente consegue retomar o contato com a Miriam. Não conseguindo, a gente vai para o intervalo e daqui a pouquinho a gente volta.
Mas é isso mesmo, em 2023 que o Milei tomou posse.
Tá certo, Miriam. Você tava falando da situação da Argentina, que você esteve lá na, esteve onde, Buenos Aires, ou esteve em outros lugares?
Eu tive só em Buenos Aires, mas começando de novo, né, que deu errado porque teve um problema aqui. Então boa tarde para você, boa tarde para Cássia, boa tarde para nossos ouvintes. Eu queria falar desse, dessa decisão de hoje, aí eu vou contar essa minha viagem à Argentina. Hoje o presidente Milei tomou a decisão de mandar um decreto que fortalece o Banco Central, fortalece suas funções institucionais e impede que o Banco Central financie tanto o governo quanto os entes subnacionais, e estabelece como meta do Banco Central buscar a estabilidade da moeda.
Apenas essa é essa meta e não as outras metas que a presidente Cristina Kirchner tinha feito uma alteração em 2012 para perseguir também crescimento da economia, justiça social e outras coisas que não são a natureza do Banco Central. Banco Central, quando luta pela estabilidade da moeda, ele já tá fazendo a parte dele dentro desse conjunto do projeto de fazer uma sociedade mais justa. Mas antes de tudo tem que ter uma moeda estável, né?
A gente aprendeu isso duramente aqui no Brasil. Então ele está no caminho certo nesse aspecto. Ele é muito controverso, ele tinha proposto acabar com o Banco Central e dolarizar a economia. E você sabe que nessa viagem eu vi uma economia muito menos dolarizada do que era antes. Você lembra, Sardenberg, quando a gente ia lá no auge da hiperinflação deles, né, que era nossa também, em que a gente praticamente, a economia funcionava em dólar?
Hoje não, eles trabalham com pesos argentinos, apesar da dificuldade, porque é uma moeda muito inflacionada. Você tem uma ideia? Eu, quando eu fui lá nas semanas no período que eu tive lá, nos dias que eu tive lá, era R$1 comprava 290 pesos argentinos. Hoje eu tava acabando de olhar, é R$1 compra 292 pesos argentinos. Então eu sabia se eu tava pagando uma enormidade ou pouco por uma coisa, eu precisava fazer conta, porque senão ficava maluca, né?
E tinha um problema, é que alguns lugares a todos os lugares você não pode incluir na conta o que você vai pagar para o garçom, né, percentual para o garçom. Então tem que pagar separado. Só que vários lugares que eu fui, eles exigiam, eles exigiam não, eles pediam, é involuntário, é voluntário, mas em efetivo, ou seja, tem que ser em dinheiro. Só que eu não tinha peso argentino e eu tinha dólar em nota maior. Eu tentei trocar o dólar e foi muito difícil, porque as casas de câmbio ou não tinha dólar pequeno, ou tinha poucas casas de câmbio.
Lembra quando antigamente, Sardenberg, qualquer banco argentino trocava as moedas? Não, agora só casa de câmbio, são poucas, é difícil encontrar. E eu ficava andando atrás de casa de câmbio para tentar comprar moeda argentina para poder dar dinheiro para os garçons quando eu ia nos restaurantes. Então, só para você ter uma ideia, que na verdade a economia tá menos dolarizada hoje do que já foi no passado.
Eu tive lá também, e só para dizer o seguinte, a Cássia também teve, né? E é aquele, a gente tava comentando, é que você pede para trocar, digamos, $10 E vem um maço de dinheiro, né? É um monte de peso, é um maço de dinheiro que atrapalha muito você fazer as transações, né?
É. E aí eu até perguntei, será que eu posso? Eu perguntei no hotel, eu posso pagar em dólar? Ele falou assim, eles não gostam muito. Eu falei, eu entendi. Antigamente eles faziam qualquer coisa por dólar, né? E eles hoje estão apegados à própria moeda, apesar da moeda tá claramente precisando de uma reforma monetária, nem que seja para cortar zeros, porque é Ficou muito difícil, até antiprodutivo trabalhar com a moeda deles. Mas eles têm pensado e raciocinado e funcionado com o peso argentino.
E aí, a economia tá boa, tá mal? Eu encontrei todo tipo de opinião. Tem gente que fala, olha, empobreceu o país, cortou benefícios sociais, contou programas sociais e isso tá precarizando o emprego. O emprego tá precarizado, os salários não acompanham a inflação. Tá todo mundo perdendo renda. Tem outros que falam assim, olha, o déficit fiscal foi contido, a economia tá acumulando reservas, aumentou as exportações, e sobretudo de mineração e energia, e o país tá tendo superávit na balança comercial.
Aí outros falam, tá bom, tá tendo balança comercial porque as importações caíram brutalmente. Enfim, você tem indicadores para todos os lados, mas tem uma sensação de que você não pode voltar ao período do descontrole inflacionário. E isso é que dá a resiliência dele. Ele tem 30%, né, tá com baixa popularidade, mas tem 30% e permanece assim. E eu já tomei muito tempo hoje com esse comentário que caiu e voltou. Eu só quero dizer uma coisa: Com todos os sentimentos que ficou aí da Copa contra os argentinos.
Buenos Aires continua uma cidade linda, cheia de lugar para ir. Meus netos amaram, gostaram muito, e fomos a vários daqueles lugares que todo mundo precisa ir quando vai a Buenos Aires. E terminou a viagem, as crianças dizendo que queriam ficar mais um pouquinho. É isso, tá certo.
Mira, Leitão, obrigado, Miriam. Até a semana.
Até a semana. Até mais, Miriam.
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