Semana termina com repúdio do governo paraguaio ao Brasil; isso pode afetar eleições?
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Viva a Voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, boa noite, tudo bem?
Oi, Débora, boa noite, tudo bem? Boa noite para Carol, para você, para os ouvintes também, para quem nos assiste.
Oi, Vera.
Oi, Vera. Antes da gente começar aqui o viva voz efetivamente, eu queria trazer uma mensagem muito linda que a gente recebeu do nosso ouvinte Ricardo.
Oi, Ricardo Reis de São Paulo aqui. Olá, Carol. Olá, Débora. Eu queria só Agradecer ao time da CBN por fazer as minhas voltas ao trabalho sempre muito melhores, com vocês duas, com a Vera e com tudo mais que aparece de repórteres por aí. E as minhas idas com o Milton e com a Cássia, meu, é muito bom. E parabéns atrasado para Carol, que eu ouvi no rádio ontem, mas eu tava meio preguiçoso de mandar. Olha que eu mando todo dia, hein? Parabéns, Carol!
Oi, adiantado, meu amigo! Meu aniversário é amanhã só, ele se adiantou aqui.
Deve ter dado parabéns, socorro! Quase perdi tudo aqui.
Calma, gente, é amanhã só, é amanhã, tá adiantado.
Ricardo, não faz isso com a gente!
Salvando, né?
Saindo pela boca aqui.
Não, gente, amanhã, amanhã. Mas esse ouvinte mesmo, ele começa no Milton Jung e vai Até o final do Ponto Final. Muito bom, obrigada, Ricardo.
Espero que ele fique dando umas voltas pela Marginal para ouvir o Viva a Voz, que vai começar mais tarde. É, vai usar certamente para indicar um livro para ele, porque tem um livro com o nome dele, que é O Ano da Morte de Ricardo Reis, do José Saramago. Melhor Saramago, a meu ver. Primeiro Saramago que eu li, que me fez virar uma aficionada pela leitura dele, literatura dele, no meu primeiro ano da faculdade. Então leia Muito bom, Ricardo.
Obrigada, viu, pelo carinho. Bom, vamos falar aqui, gente, do, da candidatura de Flávio Bolsonaro. Ontem a gente saiu daqui com a notícia de que Tereza Cristina poderia ser a vice de Flávio, mas hoje o PP foi lá e jogou um balde de água fria ou água no chope e disse que não vai ter coligação. O que que tá por trás dessa decisão, velho? O que deve acontecer agora?
Tereza Cristina teve seu dia de Cleitinho, né? E assim a gente dá conta também de um outro assunto da semana, porque essa semana começou e terminou com esse tipo de embrólio de uma pessoa que demorou muito, hesitou muito, disse que topava finalmente ser candidato, e aí foi tolhido e tolhida pelo próprio partido. No caso da senadora com o PP, ela aceitou tardiamente os vários convites que o Flávio Bolsonaro já tinha feito, mas o partido já tava encaminhado para ficar independente na eleição presidencial, graças a muitos acordos que há entre os seus diretórios estaduais e também União Brasil, com o qual eles são federados.
Acho que se arrependem amargamente, todo mundo aí se arrepende amargamente dessa federação, negócio que não deu certo de jeito nenhum e amarra todo mundo. Então esses compromissos acabaram impedindo aliança. E outra coisa, eles também não têm muita fé de que o Flávio Bolsonaro seja competitivo para vencer o Lula. E aí o Ciro Nogueira lavou as mãos, falou para Tereza Cristina: vai a campo, se você conseguir, parabéns. Só que nos bastidores ele já tinha articulado o não geral.
E aí ele veio na forma de uma nota protocolar ali dos diretórios estaduais que acabou sepultando a questão. Então Flávio Bolsonaro veio com essa de que ele é brasileiro e não desiste nunca. E usando até um bordão que o Lula adora usar, que foi cunhado no primeiro mandato dele, naquela época que ele fazia ali as reuniões com empresários, e surgiu esse bordão. Mas o fato é que dificilmente vai conseguir reverter essa decisão. Com isso, ele agora tem duas opções.
Você me pergunta o que acontece agora: escolher alguém do seu próprio time ali do PL ou esperar a decisão do Republicanos, porque o Republicanos ainda não decidiu se o apoia. Ele ainda tá falando que quer ter uma mulher como vice, e uma opção é a Daniela Marques, ex-braço direito do Paulo Guedes, que se filiou na última hora ao Republicanos e pode ser, quer ser a vice. Então essa é uma possibilidade que existe. Só numa última nota, lembrando que ontem também se demitiu o segundo marqueteiro da campanha do Flávio Bolsonaro, que foi o jornalista Alexandre Ultramari.
Na semana que vem, o Duda Lima se apresenta, deve apresentar algumas condições. Eu apurei hoje que ele vai apresentar algumas condições para tocar o trabalho, né? Ele tem dito ali a interlocutores que ele não queria mais ser marqueteiro, como a gente falou ontem e tal, que então para voltar atrás ele tem algumas exigências. Vamos ver quais são, se elas são compatíveis com essa interferência que sempre rola da família Bolsonaro na comunicação.
O ministro André Mendonça aprovou a abertura de um novo inquérito contra o Lulinha, né, filho do presidente Lula. E essa decisão acabou explicitando uma crise entre o gabinete do ministro e a Polícia Federal. Quais são os bastidores disso?
Uma crise bem grande, porque o André Mendonça já vinha reclamando, inclusive nos autos, de trocas de delegados no inquérito do INSS que ele preside. Também teve divergências com a Polícia Federal no inquérito do Master, que ele também comanda. E aí a PF tem toda um drible da vaca nesse negócio, dizer que o novo caso do Lulinha, que é de tráfico de influência no Ministério da Saúde, não tem nada a ver com o caso em que ele é investigado lateralmente da máfia do INSS, apesar de os personagens serem os mesmos.
E aí que isso então não deveria ser dado por afinidade ali para o ministro André Mendonça. E sim ressorteado. Ministro Alexandre de Moraes aproveitou o recesso quando Fachin tava fora e ele tava na presidência e pediu uma manifestação da PGR, que deu uma manifestação na mesma linha da PF. E aí o Alexandre de Moraes mandou redistribuir. Mas como o karma é uma daquelas coisas, né, que a gente não entende direito, no sorteio, na roda de quiti lá, caiu de novo com o ministro André Mendonça.
E aí todo esse rolê foi ali à toa, porque ele vai ser o relator do mesmo jeito. Só serviu para explicitar a ruptura que existe nesse momento. A PF também foi até a Advocacia-Geral da União fazer várias queixas em relação ao ministro. Então a coisa tá bem complicada ali, Vera.
A semana também foi marcada pelas ofensas de Javier Milei contra o presidente Lula, contra Alexandre de Moraes, o que acabou ocorrendo um novo incidente diplomático. Quanto essas interferências externas devem pautar as eleições?
Até porque teve um incidente diplomático também com o Paraguai, o Paraguai com os Estados Unidos. Tá ficando meio delicada essa situação. O Lula foi à Organização do Comércio, começando por um fato aí do dia, para se queixar dos Estados Unidos, né? Então o Brasil, que até então estava tentando ser light em relação a isso, resolveu reagir. Então foi à OMC, disse que as novas tarifas dos Estados Unidos são discriminatórias e unilaterais, o que deve gerar uma outra reação dos Estados Unidos.
A coisa com a Argentina, a semana também terminou sem que houvesse nenhum recuo por parte da Argentina e nem do Brasil. Então o atrito está grande. Chegou ao ponto do Dario Durigan, ministro da Fazenda, chamar o presidente de palhaço. E aí teve do nada, quando não se esperava, porque tava todo mundo concentrado nessas duas tretas, apareceu a história com o Paraguai, que o Lula resolveu desencavar a guerra do Paraguai para fazer considerações de cunho histórico ali, que não tem nada a ver com os dias de hoje, nada a ver com as relações entre Brasil e Paraguai hoje.
E acabou provocando um terceiro incidente diplomático. Semana termina também com repúdio do governo paraguaio ao Brasil, entregou essa nota de repúdio. Enfim, é um embrólio que não precisava. O Brasil se queixa da interferência dos outros e o Lula, a declaração dele não era de todo errada a respeito da guerra do Paraguai. Acontece que é uma guerra que foi muito traumática para o país, deixou sequelas sociais, econômicas, geográficas, quase até hoje não superadas.
E não era necessário falar disso, não teve contexto para falar disso. Então, algo totalmente aleatório.
E nessa convenção do PL também apareceu o famoso vídeo do Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial, né? Essa polêmica aí se encaminha para que desfecho, hein, Vera?
Se depender só do TSE, deve gerar no máximo uma multa, talvez por propaganda irregular, é alguma advertência ali, algum esclarecimento quanto ao uso de IA. Mas o Ministro Alexandre de Moraes tentou dar uma forçada para que o TSE considerasse a coisa mais grave do que isso, porque na decisão dele, ele pondera duas possibilidades ali de infração as medidas cautelares determinadas na prisão domiciliar do Jair Bolsonaro, o que é com ele, ou o uso de um deepfake.
Porque se ele não soubesse de nada, aí ficaria muito claro que foi usado um deepfake e que, portanto, houve uma infração eleitoral do Flávio Bolsonaro à resolução do TSE que trata do uso de inteligência artificial. Os ministros do TSE reagiram na hora, opa, que não. Amigo, né, esse assunto é nosso, não diz respeito a você. E aí o Ministro Cássio Nunes Marques, que é presidente do TSE e relator dessa ação, deve se manifestar aí nos próximos dias a respeito do seu veredito, que todo mundo imagina não vai ser nada grave, nada ali com as tintas muito carregadas.
No máximo vai dar uma reprimenda ou uma multinha. Para pré-campanha do Flávio Bolsonaro. Mas o fato é que esse assunto tá na mesa, ele tá dado, vai ser um dos principais da eleição. E aí a gente já dá até um spoiler: na segunda-feira a gente estreia o novo Viva a Voz com Pedro Doria, que é um dos nossos comentaristas fixos e é uma sumidade nesse termo, nesse, aliás, tema da inteligência artificial. Certamente a gente vai tratar disso mais detidamente.
Se pode, o que pode, o que não pode, como que a justiça eleitoral pode tratar desse assunto se ela tá tão desaparelhada para entender o quanto que a inteligência artificial avançou, etc.
Muito bem, Vera, fala um pouquinho mais de segunda-feira para ouvinte que não sabe ainda.
Então vamos lá, segunda-feira a nave, a pequena nave viva-voz, se descola da nave-mãe, ponto final. Momentaneamente durante o período da eleição, ou seja, até o fim do segundo turno. Viva Voz vira um programa especial voltado para cobertura eleitoral, para análise, para bastidores das eleições. Eu vou ser a âncora e também comentarista. Vou ter comigo de segunda a quinta, atenção, às 19 horas, isso é importante, das 19 às 20 horas, um time de comentaristas um elenco fixo de segunda a quinta de um comentarista e mais, desculpa, outro rotativo de comentaristas e especialistas convidados, além da participação dos repórteres da CBN, que também já estão participando mais ativamente da cobertura eleitoral, que vão trazer os bastidores das pautas que eles trazem ao longo do dia.
Então você tem toda a parte informativa e noticiosa nos jornais da CBN. E a partir das 7 da noite, com a gente, uma análise, uma conversa, trazer os memes, trazer ali o contexto histórico, resgatar eleições passadas. Vai ter um pouquinho de tudo e a gente quer ter a participação dos ouvintes, viu, Ricardo Reis? Portanto, estique sua volta para casa. Todo mundo que tá nos ouvindo agora, não deixe de sintonizar também às 7 da noite. E aí acho que vai ser bem legal, tô animada para essas conversas.
Muito bem. Ó, uma informação aqui de última hora, mais cedo a Bruna trouxe aqui para gente que a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, tinha se reunido com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tinha sinalizado uma possibilidade de apoio do partido a Flávio Bolsonaro, então teria sido oferecida a ela a vice. Na chapa. Apurei aqui que ela não aceitou. Portanto, plano B de Flávio Bolsonaro também não deu certo por enquanto. Então ele continua à procura de uma, de uma vice.
Pois é, e o problema com as mulheres continua, né, que é um problema grave para o bolsonarismo.
Vera, vamos de música. Sexta-feira, né?
Sextou, é o nosso programa de despedida por enquanto. A gente vai de Anitta, segundo álbum em um ano aí, Equilibrium 2. Eu achei o título da música muito alusivo porque ela chama Abre Caminho. Então a gente tá abrindo um caminho novo, esperando que ele seja exitoso, prazeroso, gostoso e informativo. É um reggae dela com o vocalista do Nat Roots, o Alexandre Cargo. A gente vai ouvir um pouquinho.
Deixa pousar em você, se um grande amor quer ficar.
Deixa morar em você.
Se um beija-flor quer voar, deixa voar sem você. É tão bonito te amar. Uma última coisa aqui, a Karina Almeida lembrou, é, não quer, lembrou que o Ricardo Reis era um heterônimo do Fernando Pessoa, mas o livro do Saramago é sobre o heterônimo, né?
Justamente sobre ele. Tem os outros heterônimos ali, tem o próprio Fernando Pessoa, todo mundo participa. Participando. Mas fala sobre isso.
É o nome dele, o Ricardo já falou que o nome dele não tem a ver com isso, mas fica a dica da Vera para ler o livro. Beijo, meninas, bom fim de semana! Carol, amanhã a gente canta parabéns para você.
É isso, tá bom. Amanhã eu tô de folga, vocês me deem parabéns nas redes sociais. Eu trabalho domingo, mas amanhã eu tô de folga. Aliás, deixa eu aproveitar para agradecer não só o Ricardo, mas vários ouvintes mandando mensagem de parabéns. Muito obrigada pelo carinho, gente.
É isso. E sexta eu tô com vocês, vocês não vão se livrar, tá? Então tá, beijo.