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Empresas de IA compram e destroem livros antigos; Entenda

31 de julho de 20266min
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Thássius Veloso conta que empresas de inteligência artificial estão comprando livros anteriores ao lançamento da tecnologia, para treinar algoritmos e, com isso, conseguirem dar respostas que são mais parecidas com as humanas. Saiba mais!

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Thássius Veloso

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  • Recomendação de LivrosInteligência artificial · Livros raros · Treinamento de algoritmos · ChatGPT
  • Decisão sobre destruição de livrosDestruição de livros · Fahrenheit 451 · 1984: Ideias Centrais · Digitalização de obras
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Dia a Dia Digital com Tácio Veloso.

?Voz B

Oferecimento Eleven Labs, agentes de IA 24 horas sem perder a paciência, liberando sua equipe para o que importa.

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Bom dia para você, Tácio Veloso.

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E aí, Milton, tudo bem? Bom dia para você, bom dia para Cássia, bom dia para os ouvintes.

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Bom dia, Tácio.

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Tá, senhor, as empresas de inteligência artificial já rastrearam, passaram a limpo a internet inteira criando bancos de dados para os seus processos, e agora estão atrás também dos livros de papel. Por quê?

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Você vê isso, Milton? Quando a gente acredita que já viu de tudo, essas empresas agora elas começam a fazer compras em massa desses livros, e principalmente livros raros, viu? Livros raros livros antigos, livros publicados até 2023, mais ou menos. Sabe por quê? Em 2023 foi lançado o ChatGPT, começou toda essa onda de inteligência artificial generativa. Então o que essas empresas, laboratórios de IA, etc., perceberam é que hoje em dia muitas das coisas que estão na internet já foram inclusive produzidas com apoio de inteligência artificial.

Isso para não entrar na questão da porcaria efetivamente criada com IA, textos ruins, etc. Então eles estão comprando livros anteriores a este lançamento, ao advento, digamos assim, da IA como a gente conhece hoje, para treinar os sistemas, treinar os algoritmos, e com isso eles conseguirem dar respostas que são mais parecidas com as respostas humanas, né, com a literatura que a gente já tinha à disposição. Então tem vendedores, livrarias especializadas nesses livros mais raros que registraram nos últimos anos cerca de 20 livros vendidos por semana.

É o caso de uma citada pela For All 4 Media, é um portal estrangeiro. E agora essas vendas já estão na casa das centenas de livros vendidos semanalmente, também com essas características que eu mencionei. Isso porque as empresas de IA contratam terceiros, esses intermediários vão atrás, caçam esses títulos, fazem aquisição e levam para empresa de IA. E nisso tem todo um processo também de escanear essas produções. Você precisa ter um equipamento que vai passando página a página, escaneia tudinho, transforma numa imagem digital.

Depois essa imagem ela é convertida para texto propriamente dito, caracteres editáveis, e a partir daí isso pode ser utilizado para o treinamento de futuros modelos de IA. Então é o que está acontecendo agora, ganhou as manchetes nos últimos dias, porque é muito diferente do que nós imaginávamos.

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Sem dúvida. E, Tácio, por que que essa movimentação aí, falando da Anthropic, para citar uma dessas empresas, tá gerando toda essa polêmica mundo afora?

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Cássia, tem, tem dois livros que falam de mundos distópicos que são assim muito famosos, eu adoro. Um é o 1984 e o outro é o Fahrenheit 451. E nesses dois livros nós temos situações em que livros são destruídos, principalmente no Fahrenheit 451, eles são queimados, não tem mais livro na sociedade. Essas empresas de ar, elas estão essencialmente fazendo o mesmo com esses títulos raros, porque eles vão, eles escaneiam, e depois eles destroem, depois eles descartam os livros, jogam fora, porque já tá digitalizado mesmo, já tá no computador, aí já aprendeu, o modelo já sabe o que tá naquela produção, então jogando fora.

E isso chocou principalmente o mundo livreiro, porque existem obras que São poucas as unidades no mundo e essas empresas com muito dinheiro, elas vão, bancam, compram aquilo. E o processo de escanear é um processo, para quem curte livro, é muito doloroso, porque coloca numa máquina, ela imediatamente já, já corta aquela parte onde fica a cola do livro e separa as páginas. Então não tem para onde fugir, o material ele fica completamente inutilizado depois desse processo de escaneamento.

Então tem alguns vídeos já circulando na internet mostrando como isso acontece. É chocante e ao mesmo tempo mostra como a ficção científica, essa literatura distópica, realmente imaginou um cenário que está se concretizando de pouquinho em pouquinho. Dá dó no coração de ver o que está acontecendo. Depois não dá para recuperar esse material.

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Essa era minha próxima pergunta: se não dá para colar de volta depois, doar esses livros, sei lá, colocar de volta no comércio, fazer alguma coisa, não é?

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Não, definitivamente não. Só que existe toda uma questão legal, principalmente nos Estados Unidos, relacionado com direitos autorais e a forma como essas empresas processam, obtêm esses dados. Aí tem uma explicação toda complicada, mas o ponto é que para eles ficou mais fácil, entre muitas aspas, comprar o livro físico, escanear e depois destruir do que bater na porta de autor por autor, de editora em editora, falando: ó, queremos negociar, queremos licenciar esse material, já entrega para a gente digitalizado, inclusive, porque às vezes eles já têm. Então é uma situação toda muito estranha. O resumo da ópera é esse.

TVThássius Veloso

Muito obrigado, Tácio. Bom fim de semana para você.

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Uma boa sexta para todo mundo. Bom fim de semana.

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Bom fim de semana, Tácio. 7 horas.

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