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O El Niño em 2026 pode ser o mais forte desde 1950

30 de julho de 20264min
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Rosana Jatobá compartilha sobre o impacto do El Niño nos desastres que têm ocorrido no Rio Grande do Sul e, recentemente, no Rio de Janeiro. A especialista destaca que o fenômeno climático natural pode ser o mais intenso desde 1950. Ouça.

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Participantes neste episódio1
R

Rosana Jatobá

ComentaristaJornalista
Assuntos4
  • Impacto no Desenvolvimento InfantilEl Niño · Desastres naturais · Enchentes Rio Grande do Sul · Eleições Rio de Janeiro · São Paulo · Mar de Salvador · Adaptação climática
  • Fenômeno El NiñoSuper El Niño · Aquecimento do Oceano Pacífico · Série histórica · Autoridade Climática Nacional
  • Impactos do El Niño no BrasilTemporais e enchentes no Sul · Seca e queimadas no Norte/Centro-Oeste/Nordeste · Temperaturas acima da média · Ondas de calor
  • Adaptação e Prevenção de Desastres ClimáticosPlanos de contingência · Gestão de recursos hídricos · Defesa civil
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RJRosana Jatobá

CBN Sustentabilidade com Rosana Jatobá. A Rosana gravou o seu comentário e tem a ver com esses desastres que têm ocorrido no Rio Grande do Sul, agora no Rio de Janeiro, em parte em São Paulo. Tem a ver com o fenômeno do El Niño. E a Rosana, no seu comentário, ela diz que o El Niño deste ano pode ser o mais forte, mais intenso desde 1950. Vamos ouvir.

?Voz B

Oi, ouvintes, boa tarde. A Agência de Clima dos Estados Unidos confirmou que o fenômeno El Niño já está instalado no Oceano Pacífico e pode ser o mais forte dos últimos 150 anos. Hoje há 81% de chance de ele evoluir para um Super El Niño, com os efeitos mais intensos entre outubro, novembro e dezembro. Mas o fenômeno pode permanecer ativo até fevereiro do ano que vem. O que está chamando a atenção dos cientistas é a velocidade com que ele está se desenvolvendo.

O Oceano Pacífico esquentou muito mais cedo do que o normal. A temperatura da água já está cerca de 2 graus acima da média agora em julho. Nos grandes episódios anteriores, esse patamar só foi alcançado perto do fim do ano. Se esse ritmo continuar, a previsão é que aquecimento do Pacífico fique entre 3 e 4 graus acima da média, o que seria inédito na série histórica. É justamente por isso que os meteorologistas estão acompanhando o fenômeno tão de perto.

Quanto mais quente fica o Pacífico, maiores os impactos no clima em várias partes do mundo. Aqui no Brasil, o painel elaborado pelos órgãos oficiais de monitoramento do clima acaba de reforçar os principais riscos. No sul do país aumenta a chance de temporais, enchentes e deslizamentos. No norte, no centro-oeste, em parte do nordeste, cresce o risco de seca, queimadas e queda no nível dos rios. E em praticamente todo o país, a tendência é de temperaturas acima da média, com ondas de calor mais frequentes e intensas.

Mas é importante fazer uma ressalva aqui: isso não significa que uma tragédia como a do Rio Grande do Sul vai necessariamente se repetir. O El Niño aumenta a probabilidade de eventos extremos, mas a ocorrência, o local e a intensidade desses eventos dependem também de outros fatores da atmosfera. E é aí, gente, que entra a principal discussão. O debate deixou de ser apenas sobre previsão do tempo e passou a ser sobre adaptação climática.

A pergunta já não é mais se os impactos vão acontecer, mas se o Brasil está preparado para enfrentá-los. Os órgãos federais têm reforçado que estados e municípios precisam acelerar os seus planos de contingência para incêndios florestais, gestão dos recursos hídricos, Agricultura, saúde pública e defesa civil antes da chegada do pico do fenômeno previsto para a primavera. A natureza já está dando sinais com antecedência. Não dá para esperar a emergência chegar para só então agir.

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