Diferença de preços faz produtora de vinhos suspender vendas ao mercado chinês
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- Comércio de VinhosVinhos argentinos no Brasil · Contrabando e falsificação · Catena · Mistral AI · Contrarótulo
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Lima. How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño? Hey Meta, is a hot dog a sandwich? Technically, no. Spiritually, yes. Hey Meta, what should I do with my life? That's one of life's biggest questions. What do you think? Ask anything with the new Meta Glasses.
Momento do Brinde com Suzana Parelli. E aí, Suzana?
Sardenberg, Cássia, ouvintes, boa tarde.
Boa tarde, Suzana.
Temos hoje uma história de possível contrabando ou falsificação que primeiro você vai nos contar a história lá da Austrália, né?
Que é isso aí, não dá para a gente afirmar nada, mas dá para a gente pensar a respeito, vamos dizer assim. A história é o seguinte: a Penfolds, que é uma grande marca australiana, faz vinhos muito bons, tem um Grange que é um super vinho, e ela tem um Cabernet Sauvignon que chama Bin 407. Esse Cabernet Sauvignon é o vinho que ela mais vende para o mercado chinês, tá? Austrália depende muito das exportações para China. Então assim, é bem importante essa venda desse Cabernet Sauvignon para o mercado chinês.
Agora, o que acontece é que esse vinho da Penfolds, ele tem, você pode encontrar nas lojas, nas lojas normais, vamos dizer, por um preço X que eu não sei qual que é, Mas é um vinho que você também encontra por preços muito mais baixos do que o praticado, né? Às vezes do que o preço que você, que o australiano coloca no mercado chinês. E um volume enorme desse vinho. E o que que a Penfolds decidiu fazer? Ela decidiu suspender por 3 meses a venda desse vinho para o mercado chinês.
Então é meio estranho, né? Num primeiro momento é estranho, porque você tem um mercado que quer comprar o seu produto e você decide parar de vender por 3 meses. A proposta da vinícola, o que a vinícola tá pensando segundo seus comunicados, é que assim ela vai reduzir a oferta desse vinho no mercado chinês e isso vai fazer com que o preço volte ao seu patamar normal esperado. Só que eu não sei o quanto isso vai resolver o problema, porque o vinho entra de alguma maneira na China.
E aí a gente pode migrar aqui para o Brasil, fazer um paralelo com o Brasil, porque aqui a gente tem Só explicar então, quer dizer, então no mercado chinês a Penfolds, a marca australiana, verificou que tinha dois preços.
Tinha o preço oficial que ela vende no mercado normal, legal, etc., e um outro preço em outros mercados, digamos assim, muito abaixo. E aí então ela resolveu suspender. E você tava dizendo, isso acontece aqui no Brasil também.
Exatamente, tem essa ali. A gente até já comentou uma outra vez aqui sobre aquela lista de contatos de WhatsApp, né, o tal contatinho que oferece vinhos. No nosso caso são vinhos argentinos, na grande maioria, por preços muitas vezes muito abaixo do que as importadoras oficiais comercializam esse vinho. Tem uma história que é muito falada, que é um rótulo que chama É o Inimigo, que é elaborado pela Catena. Até a Catena desenvolveu um contra-rótulo, um selinho, para a dizer quando esse vinho é realmente importado pela Mistral, que é a sua empresa importadora oficial para o Brasil, para garantir que esse vinho entrou legalmente no Brasil, né?
E tem, mas tem gente que compra ali nessa, nesses mercados paralelos, vamos dizer assim, por um preço menor do que esse vinho é exportado para o Brasil, né? Então assim, eu tô fazendo comentário porque isso acontece aqui no Brasil, a gente fica na dúvida No mínimo a gente sabe que esse vinho entrou ilegalmente no Brasil, né? Foi aquela coisa, não tem o contrarótulo, né? Às vezes você abre uma garrafa, compara com uma outra garrafa que tem o contrarótulo, o sabor, o aroma é diferente.
A gente tem alguns indícios de que esse vinho no mínimo não foi bem trazido para o Brasil, né? E tem muito vinho, não só o Inimigo. Inimigo é o grande, o vinho que a gente mais fala sobre isso. Mas tem essa questão. E a questão semelhante acontece na Austrália, aí com uma outra, na China, né, com vinho australiano que é bem comercializado, que é a mesma coisa que acontece aqui com os vinhos argentinos. E a decisão do seu produtor, da sua vinícola, foi deixar de vender no mercado chinês.
Então assim, eles estão com isso tentando resolver a questão ali de oferta e procura, vamos dizer assim, ou tentar mostrar para os chineses que talvez o preço uma coisa diferente. Não sei dizer para que lado o chinês vai pensar, mas aqui no Brasil a gente tem um exemplo muito semelhante.
É, então aqui no Brasil a fronteira Brasil-Argentina é muito porosa, né? É frequente o sujeito encher o porta-malas do carro de um monte de vinho, garrafa de vinho, e passa normalmente, passa pela fronteira e aí oferece aqui. E a forma que você já disse, a forma para distinguir o que veio legalmente, o que veio ilegalmente, é o rótulo, né? Se tiver rótulo em português, é isso aí, é o rótulo.
Na verdade é o contrarótulo, né? O rótulo é aquele na frente, né, que tem o nome, que muitas vezes é padrão para o mundo inteiro. E no contrarótulo ele tem que estar em português, ele tem que ter as informações de quem importou, por onde importou, tem uma série de dados ali no contrarótulo que são obrigatórios pela legislação e que garante que esse vinho foi importado legalmente, que não é um vinho que passou a fronteira. E aí quando você pensa que às vezes você tá fazendo um bom negócio porque o vinho passou a fronteira e tá mais barato, além de ter todo esse descaminho, você tem a questão que você não sabe como é que o vinho passou essa fronteira, né?
Tem denúncias de que passaram, que o vinho passou junto do escapamento do caminhão, Tem várias questões ali junto de um carregamento de uma coisa muito aromática, que esse aroma passa para o vinho. Você tem várias questões do trazer o vinho ilegalmente, além do próprio descaminho, né? Isso acontece aqui no Brasil, que a gente tem indícios, vamos dizer assim.
Suzana Barelli, obrigado, Suzana! Até amanhã!
Até, até, até!