Republicanos anuncia que Cleitinho não será candidato ao Governo de Minas
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Tudo é Política com Maria Cristina Fernandes.
Oi, Maria Cristina, boa tarde.
Boa tarde, Tati. Na Dede, boa tarde, ouvintes.
Boa tarde. Vamos falar sobre a sucessão no governo de Minas Gerais, porque o Partido Republicano bateu o martelo na não candidatura do senador Cleitinho ao governo do estado. Cleitinho Azevedo, um dia depois da pesquisa Quest apontá-lo como favorito, né, Maria Cristina?
Pois é, Minas realmente tá um caso à parte. Minas sempre chama atenção de todo mundo que acompanha eleição por conta de, a gente já falou aqui, de ter essas características de ser o reflexo do Brasil, né? Quem ganha em Minas ganha no Brasil. Isso porque o estado reproduz, basicamente é um micro Brasil, né, nas suas regiões, né? O Norte tem semelhanças com Nordeste, o Sul de Minas com o Sudeste, e o Oeste de Minas com o Centro-Oeste.
E isso faz com que, além de ser o segundo maior colégio eleitoral, todo mundo presta atenção no que acontece no estado. Agora, o que está acontecendo lá não tem parâmetro em nenhuma disputa nacional ou estadual, porque como você disse, a Quest apontou aí um líder disparado nas pesquisas, que é o senador Cleitinho. E ele ontem à noite, ele publicou um vídeo nas suas redes sociais, é um vídeo produzido por inteligência artificial, essa febre das campanhas eleitorais, em que duas pessoas já falecidas, o pai e o irmão, apareciam e faziam um apelo para que ele aceitasse este desafio de disputar as eleições.
É realmente uma distopia absoluta. Depois do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecer num vídeo na comissão do PL dizendo que ele que tava ali não era ele. Agora é o Cleitinho ressuscitando dois parentes para arrumar um discurso para ser candidato. É surreal. E só que isso aconteceu ontem à noite, esse vídeo, e hoje de manhã o presidente do Republicano, Marcos Pereira, soltou uma nota que foi anunciada também pelo diretório estadual dizendo que o Republicanos trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer, mas o Republicanos não vai lançá-lo candidato.
Então Republicanos está abrindo mão de um candidato e lidera as pesquisas para uma possível aliança com o Progressistas e União Brasil, uma ampla aliança de direita, lançar o ex-secretário do governo Zema chamado Marcelo Haro. E este candidato, Marcelo Haro, teria como principais adversários, na ausência do Cleitinho, o Mateus Simões, que é o governador em exercício, que foi quem assumiu o estado quando Romeu Zema saiu para disputar a presidência da República, e o Patrulha Zananias, ex-prefeito de Belo Horizonte, que será o candidato do PT.
E o problema é que o Cleitinho tá dizendo que vai ser candidato sim. Agora ele quer ser candidato. Acontece que ele está afiliado ao Republicanos. Então o Republicanos tem, é a legenda, precisa querer também, né? É na convenção que é sacramentado quem vai ser Quem são os candidatos do partido? A convenção aconteceu neste fim de semana, o Cleitinho não compareceu, então ele não tem como ser candidato de si mesmo. A legislação brasileira não comporta candidatura avulsa.
Então certamente isso será judicializado, mas dificilmente ele vai ganhar essa. E a consequência Além da disputa pelo governo de Minas, né, que agora com a saída do Cleitinho, quem está, quem é o candidato a assumir a liderança da disputa estadual, o ex-prefeito de Belo Horizonte, o Alexandre Kalil, que empate técnico com o Patrulha Ananias. O Alexandre Kalil é do PDT e muito se discutiu uma aliança, mas a informação que eu tenho é que o Lula não quis aliança com Kalil, nem o Kalil queria uma aliança com Lula.
Um estremecimento ali, houve um estremecimento ali entre os dois e essa aliança não não aconteceu. Então você tem o Cleitinho liderava, e segundo, terceiro lugar ali estão Kalil e Patrulha Ananias, que estão rigorosamente em empate técnico. Agora, o lançamento do Marcelo Haro pode dar um palanque importante para o senador Flávio Bolsonaro, porque vai juntar aí 3 partidos que têm, digamos, alguma capilaridade no estado, né, que é Republicanos, Progressistas e União Brasil, possivelmente, né.
O Novo vai ficar com o Mateus Simões. E Minas é o estado brasileiro que tem o maior número de municípios, então a campanha acaba sendo muito conduzida por prefeitos e os candidatos à proporcional, né, os candidatos proporcionais, deputados federais e estaduais, pelos vereadores que são cabos eleitorais nessas eleições. E ainda mais numa campanha com tanta emenda parlamentar, em que esse vínculo de prefeitos e candidatos proporcionais se estreitou e se fortaleceu.
Então, uma candidatura que tem um grande número de partidos alinhados, como é possivelmente essa candidatura do Marcelo Aro, pode vir a se fortalecer e consequentemente o palanque do Flávio Bolsonaro, o que não é uma boa notícia para o presidente Lula neste que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e que por enquanto ele também está em empate técnico. Da mesma maneira, ele em 2022 ganhou por uma pequena, estreita margem em Minas, da mesma maneira que ganhou para a presidência por uma estreita margem.
Então Minas tenderá aí, sacramentado esse embrólio Cleitinho, tenderá aí a ter uma outra disputa bastante acirrada. Dificilmente a gente verá um quadro claro e definido aí antes da eleição, antes do primeiro turno.
Perfeito. E a disputa por esse palanque, voltando ao começo da nossa conversa, porque tem importância fundamental na disputa nacional, né, Maria Cristina?
Com certeza, pelo fato de ser o segundo colégio, pelo simbólico, né, de ser esse espelho do Brasil, né, refletir as disputas nacionais, e por ser um estado, a segunda maior economia também do país, um estado que por onde, por onde passa em grande parte a produção agropecuária, né? Além do Centro-Oeste, Minas tem uma participação muito importante. Então vai ser, vai ser muito decisivo. A gente não sabe ainda que rumo vai tomar.
E não me peça para apostar, porque tá aí um lugar onde eu não quero apostar nada.
A gente conta com você para ir decifrando e enxergando melhor esses cenários daqui até lá, Maria Cristina. Obrigada por hoje, um beijo para você, até amanhã.
Obrigada, Tatiana. Até amanhã, boa tarde aos ouvintes. Beijo.