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Bolsonaro nega ter conhecimento de IA exibida durante convenção do PL, em 'xeque-mate' de Moraes

29 de julho de 202644min
0:00 / 44:39
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tinha conhecimento prévio do vídeo criado por inteligência artificial exibido durante a convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. "Se ele não sabia, e ainda assim sua imagem foi usada, então Flávio Bolsonaro está incorrendo numa violação da resolução eleitoral que proíbe o uso de deepfake", diz Vera Magalhães.

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Participantes neste episódio8
D

Débora

Host
V

Vera Magalhães

HostJornalista
B

Bruna Barbosa

ReporterJornalista
B

Bruno Carazza

ComentaristaColunista
D

Desirê Miranda

ReporterJornalista
G

Gabriel Freitas

ReporterJornalista
J

João Rosa

ReporterJornalista
L

Luiza Marzullo

ReporterJornalista
Assuntos6
  • Pacote de bondades do governoPEC Kamikaze · Crédito subsidiado · Dívida pública · Eleições 2026
  • Bastidores do vídeo 'Isso é Papo de Hyundai'Investigação de Jair Renan Bolsonaro · Alexandre de Moraes · Confronto com Flaviano · Inteligência Artificial · Deepfake
  • Eleições Rio de JaneiroQuedas de árvores · Interrupção de energia · Transporte público · Mortes
  • Crise Minas GeraisCleitinho · Expansão do Republicanos na Alesp · Pilatos · Direita em Minas
  • Pesquisa eleitoralTarcisio de Freitas · Lei Rouanet · Disputa para governador · Disputa para Senado · Saída de Marina Silva · Relacoes EUA-Ira
  • Cenário eleitoral na BahiaACM Neto · Jerônimo Rodrigues · Disputa para governador
Transcrição56 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Viva a Voz com Vera Magalhães.

DDébora

Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem?

VMVera Magalhães

Tudo bem, boa noite para você, Débora, para os ouvintes, para quem nos assiste. Viva a Voz no ar.

DDébora

Excepcionalmente, Rio de Janeiro tá fora da rede, prestando serviço para a população fluminense por causa das fortes ventanias que atingem o estado. Carolina Moran tá comandando a transmissão por lá, justamente para levar prestação de serviço para todo mundo. Já já ela se junta a nós. Bom, vamos começar aqui por São Paulo. A Bruna Barbosa tem mais informações sobre pesquisa Quest. Que trouxe a intenção de votos para o estado de São Paulo. Oi, Bruna, boa noite.

BBBruna Barbosa

Oi, Débora, boa noite para você e para Vera. Genial Quest mostrando o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, com vantagem na disputa para reeleição aqui em São Paulo. No estimulado do primeiro turno, ele tem 41% das intenções de voto contra 26% de Haddad, do PT. Vera Lúcia, do PSTU, tem 3%, Carlos Machado, do PCB, e Vivian Mendes, do UP, 1% cada. Indecisos somam 13%, brancos e nulos num dos 15. Na espontânea, Tarcísio também lidera, 17% contra 7% de Haddad.

No segundo turno, o governador seria reeleito com 48% dos votos contra 32% de Haddad. Na rejeição, Haddad tem 58%, Tarcísio 37%. Os dois candidatos mantiveram estabilidade em comparação com o levantamento de abril. Os dados mostram ainda que o cenário tá relativamente consolidado em São Paulo. Mais da metade dos eleitores, 53%, afirma que o voto para governador já tá definido. O governador Tarcísio de Freitas tem melhor desempenho entre homens, eleitores acima de 35 anos e evangélicos.

Haddad vai melhor entre mulheres, jovens entre 16 e 34 e católicos. Genial Quest desta quarta-feira também mostra o cenário para o Senado aqui em São Paulo. Disputa pelas duas vagas, temos Marina Silva da Rede liderando, 14%, seguida por Simone Tebet do PSB com 11%. Pablo Marçal do União tem 9%, Guilherme de Ritchie 7, André do Prado do PL, 5, Paulinho da Força do Solidariedade e Ricardo Salles do Novo, variando entre 4 e 5, Guilherme de Ritchie do PP.

Apesar de ocupar o terceiro lugar na pesquisa, eu lembro aqui que o influenciador Pablo Marçal está inelegível até 2032. Apesar disso, alguns dirigentes do União, partido da qual ele é recém-filiado, esperam poder lançá-lo nas eleições. Expectativa de que consigam reverter no Tribunal Superior Eleitoral duas condenações impostas pela Justiça Eleitoral em decorrência da campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. Esse levantamento foi registrado entre 23— foi realizado entre 23 e 27 de julho, 1.650 eleitores, margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou menos, nível de confiança 95%.

Pesquisa encomendada pela Genial Investimentos, registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-04846/2026.

DDébora

Débora, o levantamento traz a intenção de voto para a presidência?

BBBruna Barbosa

Traz. Temos um recorte aqui em São Paulo para a presidência também, um recorte nacional, Débora, que foi feito para todos os estados onde tivemos a Genial Quest. O senador Flávio Bolsonaro lidera o cenário aqui, apesar dele estar tecnicamente empatado com o presidente Lula. Há um cenário de empate técnico aqui em São Paulo. Vamos aos dados. No primeiro turno, o senador com 34% das intenções contra 30% do presidente. Tem um recorte aqui também, ainda em primeiro turno, falando dos outros candidatos.

Renan Santos do Missão, Romeu Zema do Novo e Caiado do PSD estão tecnicamente empatados, tem 3% das intenções. Olhando para um eventual segundo turno, Flávio venceria o presidente Lula, 40 a 35%. Na espontânea, eles estão também tecnicamente empatados, 18% cada. Falando de rejeição, rejeição do presidente Lula aqui no estado de São Paulo chega a 61%. Flávio Bolsonaro, 55%. Falando de aprovação de governo, o governo federal é desaprovado por 58% dos paulistas, aprovado por 36%.

Além disso, 64% afirmam que Lula não merece mais 4 anos na presidência, isso aqui em São Paulo, contra 33% que defendem mais um mandato do petista. Essa, esse recorte da pesquisa tá registrado sob o número BR-09998/2026.

DDébora

Obrigada, Bruna Barbosa, pelas informações. Vamos começar começar aqui pela pesquisa do governo do estado, né, Vera? Tarcísio aparece bastante confortável nas pesquisas, nas anteriores, nessa pesquisa e nas anteriores também. Pode pintar aí um, uma, pode ser possível Tarcísio ganhar no primeiro turno?

VMVera Magalhães

Eu acho que pode, Débora, porque a gente não tem nem outra, não tem outras candidaturas além da dele e do Haddad que pareçam suficientes para formar ali um caldo em que haja mais de 50%, né, 50% mais 1 de votos em outros candidatos e não no governador. Então é votos válidos, né? Então a coisa pode evoluir para uma vitória sim em primeiro turno. Os aliados do governador não vão falar isso em público para não parecer salto alto, mas existe essa perspectiva no QG dele, existe essa tentativa de resolver a fatura já na primeira fase da disputa.

Ele vai evitar ao máximo confronto, vai evitar ao máximo se expor ao contraditório com o Haddad. Então tudo aquilo que a campanha do PT vai buscar, que é um confronto direto entre os dois, para inclusive questionar indicadores do governo dele, algumas decisões como a de privatizar a Sabesp, A decisão contrária é não dar margem para esse tipo de bate-boca, para um debate direto entre os dois. Então vamos ver como vai ser o comparecimento do governador Tarcísio a debates, a batinas, etc.

Nada disso me parece uma certa garantia. Se as pesquisas continuarem mostrando essa vantagem muito grande para ele, Eu acho que ele vai ao máximo possível se poupar e evitar se expor a confrontos diretos.

DDébora

E sobre o recorte nacional, a gente tem aqui um empate técnico no primeiro turno e Flávio à frente 5 pontos percentuais no segundo turno. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu no estado de São Paulo e Lula venceu na capital.

VMVera Magalhães

Exatamente. Isso foi considerado muito importante para o resultado nacional. Que deu vitória a Lula por uma margem estreita. Então a ideia era repetir, se possível, essa diferença, né, sair de São Paulo com um total de votos suficiente para encorpar a votação do presidente no resto do país. Por enquanto, os números não parecem corresponder ao que aconteceu em 22. O Lula sim, tá ali numa situação razoável, mas essa rejeição ao governo dele que a Bruna nos trouxe, de 58%, acende um alarme no QG lulista.

É algo difícil de reverter em pouco tempo. Ele melhorou a aprovação dele em vários, no país como um todo, em vários outros estados, mas nas regiões Sul e Sudeste ainda segue com algumas dificuldades. E parece que nem o pacote de bondades, que foi aí bastante generoso e que segue ainda tendo alguns reflexos, a gente vai tratar disso hoje com o Bruno Carazza, nem isso foi suficiente para melhorar a avaliação do governo, sobretudo no interior.

A pesquisa da Quest não faz esse recorte ainda entre capital e interior, pode ser que venha a fazer no futuro. E aí a gente vai ver se essa característica do pleito de 22, né, Lula vencendo na capital, mas perdendo no estado, se ela se repete.

DDébora

Rapidamente, Vera, sobre a disputa ao Senado. A pesquisa mostra Marina Silva e Simone Tebet à frente. Se isso confirmar, seriam dois nomes da esquerda no Senado, né?

VMVera Magalhães

Pois é, mas eu acho que é muito temerário a gente tirar qualquer conclusão de uma pesquisa para o Senado a essa altura do campeonato. Ninguém nem sabe quem são os candidatos. Tem aí um monte de nome. A Bruna mesma falou que o Pablo Marçal tá na pesquisa, mas tem esse problema da inelegibilidade, então provavelmente não vai poder ser candidato. Tem um excesso de candidaturas aí no campo da direita que vai ter de ser arbitrado em algum momento.

Nem cabe tanto candidato assim. E eu duvido que o Estado de São Paulo, com essa conformação que a gente tá vendo, vantagem do Tarcísio a ponto de praticamente ganhar no primeiro turno, elegendo Flávio Bolsonaro. Não tem lógica imaginar que vai dar esse resultado aqui, que vai eleger duas mulheres de... A Simone Tebet não é uma mulher de esquerda, né? Ela é uma liberal clássica, de centro, portanto. Ela na origem foi centro-direita, hoje em dia eu acho que ela é de centro, atuando num governo de centro-esquerda.

Mas é difícil que ela, tendo se aliado ao presidente Lula, não seja identificada com o governo Lula e, portanto, com a esquerda. E aí eleger a dobradinha do Lula no estado em que até aqui o Lula vem perdendo não faz lógica. E então a gente só tem esse resultado porque são os dois nomes mais conhecidos entre todos os pré-candidatos ao Senado. Mas isso vai evoluir e a gente— ouçam aqui o que eu estou dizendo— Só vai saber quem vão ser os senadores eleitos provavelmente no dia de abrir a urna, porque é a pesquisa que dá mais reviravolta de todas.

As pessoas só vão se preocupar com esse assunto no finalzinho da reta final da campanha eleitoral.

DDébora

As pesquisas mostram que é o último candidato que o eleitor escolhe, é o candidato ao Senado. Teve pesquisa Quest também na Bahia divulgada hoje. São dois cenários de primeiro turno com diferentes combinações de nomes. Nos dois, há empate técnico entre ACM Neto, do União Brasil, e Jerônimo Rodrigues, do PT. Jerônimo é o atual governador e tá tentando a reeleição. No cenário 1, ACM Neto tem 39%, Jerônimo tem 38%. No cenário 2, ACM tem 39%, Jerônimo também tem 38%.

No cenário 1, os outros candidatos são Haroldo Félix, do UP, Ronaldo Mansur do PSOL, José Estevão do DC. E no cenário 2 se mantém Haroldo Félix e Ronaldo Mansur. Para 44% dos eleitores ouvidos pela Genial Quest, a escolha do voto para governador ainda pode mudar. Outros 54% consideram a decisão definitiva. E o índice de rejeição dos candidatos: Jerônimo tem 40% de rejeição, ACM Neto 30%, Na simulação do segundo turno, a CM Neto aparece com 43% das intenções de voto, Jerônimo Rodrigues com 39%, 11% de indecisos, 7% de brancos e nulos.

Aprovação do governo do estado: 57% aprovam, 34% desaprovam. Avaliação do governo positiva: 37%, negativa: 23%. 52% dizem que Jerônimo merece ser reeleito, 41% diz que não. Essa então, esse portanto, essa portanto a pesquisa Genial Quest da Bahia. O que que os números dizem?

VMVera Magalhães

Dizem que o governo do PT, que já vem aí de uma sequência grande de reeleições na Bahia, né, primeiro com Jacques Wagner, depois dois governos do Rui Costa e agora um governo do Jerônimo Rodrigues enfrenta um desgaste natural que acontece com grupos políticos que ficam muito tempo seguido no poder. Em qualquer lugar aconteceu com o consórcio do Tasso Gereissati barra Ciro Gomes no Ceará, aconteceu com o carlismo na Bahia antes do PT, porque houve uma sequência de governadores ligados ao carlismo, né, ao avô do Antônio Carlos Magalhães Neto, que era o que comandava esse grupo político na época.

Houve isso em relação ao grupo do Eduardo Campos em Pernambuco, houve em relação aos tucanos aqui em São Paulo. Então é uma eleição de atenção para o PT. Por enquanto, empate rigoroso ali, com uma leve vantagem do ACM Neto no segundo turno. O que aconteceu em 2022 era dado como muito provável que esse ciclo encerrasse ali, que o ACM Neto liderou a campanha quase o tempo inteiro. O Jerônimo foi um candidato de chegada, ele veio crescendo na chegada e atropelou o Neto no segundo turno.

Isso se deveu muito a uma máquina poderosa que é essa do PT na Bahia, que continua lá, continua em ação, e agora tem a presidência da República. Então, a rigor, é um grupo que continua forte, mas esse desgaste teve mais 4 anos, houve muitos problemas de segurança pública na Bahia, graves, com uma presença cada vez maior do PCC no estado da Bahia. Isso cobrou um preço do Jerônimo. Houve uma certa desunião entre esses caciques do PT baiano.

Isso desorganizou um pouco o jogo, a ponto de que havia dúvidas se o Rui Costa ia ser candidato no lugar do próprio Jerônimo. E isso, isso não foi adiante. Então é uma eleição em que esse grupo chega um pouco mais desgastado, mas ainda é muito forte e conta com o peso de uma máquina muito azeitada.

DDébora

Muito bem, são 18:16 agora. Vamos lá para Belo Horizonte. Desirê Miranda tem mais detalhes sobre o rolo envolvendo a direita, a candidatura da direita por lá. Oi, Desirê, boa noite novamente.

DMDesirê Miranda

Ei, Débora, boa noite para você. E para os ouvintes, pois é uma novela. O senador Cleitinho tenta reverter a decisão do partido dele, o Republicanos, de retirá-lo da disputa ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A CBN, assessoria de imprensa do parlamentar, afirmou que ele mantém a intenção de disputar as eleições. O senador marcou uma entrevista coletiva para daqui a pouquinho, às 8:30 da noite, em Divinópolis, no interior de Minas, em que deve finalmente definir se vai ou não concorrer.

Na manhã desta quarta, em um comunicado assinado pelas executivas estadual e nacional da Legenda, Republicanos afirmou que trabalhou durante meses para viabilizar a candidatura do senador, manteve diálogo aberto, articulou alianças e adiou decisões estratégicas à espera de uma definição. No entanto, a Legenda afirma que essa confirmação nunca aconteceu. A indecisão do senador impacta há meses a organização da direita em Minas Gerais.

O PL contava com ele para encabeçar o palanque do candidato à presidência Flávio Bolsonaro aqui no estado. Se Cleitinho realmente desistir da disputa, tanto o Partido Liberal quanto o Republicanos podem apoiar uma eventual candidatura do ex-secretário de Estado da Casa Civil Marcelo Aro, do Progressistas, que até então era tratado como pré-candidato ao Senado. A convenção que vai definir o futuro dele ocorre na próxima segunda-feira.

De família atuante no futebol mineiro, Aro foi eleito vereador em Belo Horizonte em 2022. Depois teve 2 mandatos seguidos como deputado federal. Em 2020, perdão, ele foi eleito vereador em 2012. Em 2022, ele perdeu a disputa ao Senado. No ano seguinte, tomou posse como secretário durante o governo de Romeu Zema, do Novo.

DDébora

Débora, obrigada, Desirê, pelas informações. Por que que a gente tá chamando isso de novela, né, Vera? Porque que o Cleitinho tá em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto em Minas Gerais. Só que quem decide quem vai ser o candidato é o partido, né? Como é que fica? Aliás, o que que tá, porque pode estar por trás dessa novela toda?

VMVera Magalhães

Ontem a gente já discutiu bastante esse caso e ele teve desdobramentos depois do fim do Viva a Voz. Logo depois do fim do programa, o Cleitinho publicou um vídeo de IA nas suas redes sociais em que ele aparecia recebendo conselhos de personagens de IA, que seriam o seu pai e o seu irmão, ambos já falecidos, dizendo para ele que ele não tinha por que hesitar, que ele estava pronto, etc. Então essa coisa que ele disse, que ele nunca chegou a hesitar, é desmentida pelo vídeo que ele publicou ontem, em que a hesitação era o mote para ele receber conselhos ali espirituais do seu pai e do seu irmão.

Depois da publicação desse vídeo é que veio a nota da cúpula partidária dizendo que aguardou a decisão do senador até a convenção e que ele não apareceu, e que assim tratativas já foram feitas e avançaram. O que que tá por trás, né, disso tudo? Pelo que eu apurei, o Marcelo Haro, que a Desirée mencionou na reportagem dela e que é um cacique importante da política mineira, até aqui não muito conhecido do grande público porque nunca disputa cargos majoritários, mas é muito influente nos bastidores da política mineira, articulou esse apoio do Republicanos a ele próprio e pode vir a conseguir também o apoio do PL, se tornando portanto um candidato capaz de fazer o que não aconteceu até agora, que é unir a direita.

E aí ele neutralizou as movimentações do Cleitinho, que é conhecido por essa instabilidade, por não gerar nenhum tipo de segurança nas instituições partidárias, etc., por ser um outsider, por sempre fazer o que dá na cabeça dele, de um modo muito instável e muito voluntarista. E isso estaria também influindo para que o Republicanos tire o pé da sua candidatura, mesmo ele sendo favorito. Porque eles imaginam que ele pode vir a, por exemplo, não apoiar o Flávio Bolsonaro, que ele pode vir a romper com o Flávio lá pelo meio da campanha, que ele pode aprontar alguma coisa.

Então existe um temor quanto a essa forma aí meio ingovernável de ser do Cleitinho.

DDébora

São 18:21, a gente vai para o próximo assunto. A Luiza Marzullo, que é repórter de política do jornal O Globo, traz mais informações aqui sobre uma situação envolvendo Flávio Bolsonaro e a mãe. Oi, Luísa, boa noite.

LMLuiza Marzullo

Boa noite, Débora e Vera. Boa noite aos ouvintes. O senador Flávio Bolsonaro tomou uma decisão que mostra um desconforto, né, com o palanque no Rio de Janeiro. Enquanto o PL estadual vai manter o apoio à candidatura ao Senado do ex-prefeito de Belford Roxo, o Márcio Canella, do União Brasil, o Flávio resolveu se afastar do candidato. A principal medida foi tirar a mãe dele, a Rogéria Bolsonaro, da suplência do Canela, um acordo que já era público há meses.

E não deve ser um movimento do Flávio. Segundo os aliados, o Flávio deve evitar dividir palanque ao lado do candidato durante a campanha. Isso aconteceu porque o Flávio não quer se associar tanto ao Canela nas eleições. O ex-prefeito foi preso há cerca de um mês durante uma operação da PF, depois que agentes encontraram um em um veículo ligado a ele. Mais tarde, Canela acabou sendo solto por decisão do STF. Apesar desse caso, o PL vai manter o apoio por pressão da Federação União Progressista, já que considera aliança estratégica.

Na avaliação do partido, romper agora custaria mais caro do que manter Canela na chapa. E aqui entram fatores importantes como tempo de televisão do candidato ao governo do PL, o presidente da legenda, Douglas Ruas, que aumenta com a Federação fica muito ligada. E um outro fator muito citado é a força política que Canela tem na região metropolitana e na Baixada Fluminense. Com isso, ficou acordado que a Rogéria, a mãe do Flávio, vai disputar uma vaga de deputada federal.

Enquanto isso, o Douglas Ruas vai fazer as agendas ao lado do Canela. Volto com vocês no estúdio.

DDébora

Obrigada, Luísa Marzullo, nossa colega do Jornal O Globo, colaborando com a gente aqui com essa informação. Vera, Flávio já tem muita coisa para explicar, né?

VMVera Magalhães

É, e esse grupo todo do Rio tem muitos telhados de vidro. Não é só o Márcio Canella que tem o que explicar. Ele foi alvo de uma das fases mais recentes da Operação Unicarne. Foi encontrado um fuzil na casa dele, como a Luiza registrou, e existem ali alguns indícios sendo investigados a respeito da ligação dele com esse esquema que se investiga de postos de gasolina ligados ao crime organizado no Rio de Janeiro. Então é uma situação um pouco constrangedora para o Flávio Bolsonaro, mas não é a única.

O ex-governador Cláudio Castro, que é seu aliado, aliado do seu pai, também tá sendo alvo de uma série de investigações. E o deputado Douglas Ruas, que é o seu candidato ao governo do estado, vem desse mesmo grupo político e vem da Alerj, que é onde pontificava, estava o Rodrigo Bacelar, que seria o candidato anterior, esse sim investigado em vários inquéritos ligados à Operação Encarna. Então é um grupo inteiro que inspira cuidado.

Ao tirar a mãe da suplência, ele quer evitar uma associação direta da sua família com essa situação toda, com esse quadro muito complexo, mas de qualquer maneira isso vai ser cobrado dele lá e nacionalmente.

DDébora

Muito bem, Vera. Antes do intervalo, gostaria de trazer uma informação aqui. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a ABERT, divulgou uma nota em que repudia com veemência os ataques proferidos pelo influenciador Paulo Figueiredo contra jornalistas e veículos de comunicação, em especial as declarações de conteúdo misógino dirigidas à jornalista Miriam Leitão. As ofensas, que incluem insultos e a banalização da violência sexual contra uma profissional da imprensa, ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e a intimidação de jornalistas, diz a nota da ABERT, que é a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, que diz ainda que é inadmissível que profissionais da comunicação sejam alvo de discursos que buscam constrangê-los, desqualificá-los e estimular a violência em razão do exercício de sua atividade.

Ataques dessa natureza apresentam uma afronta à liberdade de imprensa, dignidade da pessoa humana e ao direito da sociedade de receber informação livre, plural e independente. A Abert manifestou ainda solidariedade à jornalista Miriam Leitão e aos demais profissionais atingidos e informou que espera as autoridades competentes, espera que as autoridades competentes adotem as medidas cabíveis para apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

A entidade afirmou seu compromisso permanente com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de todos os profissionais da comunicação. Agora sim, você fica com o noticiário da sua região. Já já tem mais Viva Voz. A gente também vai trazer atualizações sobre a situação no Rio de Janeiro e a gente vai falar ainda sobre as justificativas da defesa de Jair Bolsonaro ao STF sobre aquele vídeo de IA que foi usado na convenção do PL.

VMVera Magalhães

Fica aí.

DDébora

Viva Voz de volta, nós vamos a Brasília. João Rosa tem detalhes sobre as justificativas, ou as justificativas da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao STF em relação àquela imagem de vídeo com IA. Oi, João, boa noite novamente.

JRJoão Rosa

Oi, Débora, boa noite para você, boa noite, velha, e a todos os ouvintes aqui que estão ligados no Viva Voz. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que ele não tinha conhecimento prévio do vídeo criado por inteligência artificial que foi exibido durante a convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República. Essa manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

No documento, os advogados afirmam que Bolsonaro não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz para a produção do vídeo. A defesa também argumenta que isso sequer seria possível, já que o ex-presidente está proibido de receber visitas por 30 dias e o senador Flávio Bolsonaro está impedido de visitá-lo por 90 dias, por determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes. Segundo os advogados, essas restrições demonstram que não houve qualquer contato entre pai e filho para tratar da produção do material.

A defesa ainda afirma que desde o período em que Bolsonaro era presidente da República, seus filhos utilizam imagens e discursos públicos dele em atividades político-partidárias sem que isso dependesse de uma autorização específica. Bem, Débora, a manifestação foi apresentada após Moraes determinar que a esclarecesse se Bolsonaro tinha ou não conhecimento sobre o uso de sua imagem em um vídeo de inteligência artificial que foi exibido ali durante a convenção do PL.

Na decisão, Moraes afirmou que caso fique comprovado que Bolsonaro não autorizou o uso da própria imagem, o vídeo poderá ser enquadrado como uma deepfake, modalidade cujo o uso é restrito pela Justiça Eleitoral. Eu volto com vocês.

DDébora

Obrigada pelas informações, João Rosa. Tem duas situações, né, Vera? O TSE avaliando a questão eleitoral, que pode ter impacto na candidatura de Flávio. O STF avaliando se Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares, a prisão domiciliar. Então são duas respostas que podem divergir.

VMVera Magalhães

É, mas essa decisão do Ministro Alexandre de Moraes, ela impõe um certo constrangimento para o TSE. Porque ele pergunta, olha, tem duas situações aqui. Ele vai ter que dizer se ele sabia ou se não sabia. Se ele sabia, ele tá infringindo deliberadamente a sua cautelar de prisão domiciliar. Porque aí ele narra todos os fatos anteriores que ele considera que já foram violações à prisão domiciliar, que ele lembra que é provisória e em caráter humanitário.

E aí ele diz, bom, se ele sabe, ele tá claramente infringindo a decisão de que ele não pode se manifestar politicamente. Ele não sabia e ainda assim foi usada a imagem dele, então Flávio Bolsonaro tá incorrendo numa violação da legislação, da resolução eleitoral que proíbe o uso de deepfake, porque aí teria sido feito à revelia da pessoa, de uma pessoa viva, etc., etc. Então, tipo de situação em que se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

E aí agora, diante dessa resposta de que ele não sabia, o Alexandre de Moraes provavelmente vai fazer alguma manifestação no sentido de provocar o seu colega de Supremo e hoje presidente do TSE, Ministro Cássio Nunes Marques. Olha, estão admitindo aqui o uso de um deepfake. E aí o Cássio Nunes Marques, que ontem tinha passado um pano e relativizado a gravidade do vídeo, vai ser em estado a analisar a situação sob essa ótica. Então eu acho que pode vir uma certa saia justa em decorrência dessa resposta, em decorrência da forma como o Alexandre de Moraes mais ou menos encurralou a defesa do Jair Bolsonaro a produzir uma prova ou contra ele ou contra o Flávio Bolsonaro.

Então acho que é bem capciosa essa pergunta que ele faz e a resposta não ajuda muito a sair desse, de uma espécie de xeque-mate ali que ele deu.

DDébora

Muito bem, Vera. Antes da nossa, do nosso próximo intervalo para o noticiário local, a gente vai ao Rio de Janeiro porque o Gabriel Freitas tem mais informações sobre as consequências do vendaval que deu por lá. Oi, Gabriel, boa noite.

?Voz B

Oi, Débora, boa noite para você e para todos. São muitos estragos, viu? E até agora a ventania ainda tá atrapalhando muito muito deslocamento de muitos cariocas na volta do trabalho. Uma situação realmente caótica aqui na cidade, viu? Muitos estragos, principalmente quedas de árvores em todas as regiões aqui da cidade do Rio, em diferentes pontos da cidade, com carros atingidos, vias bloqueadas e danos em estruturas. Também houve destelhamentos, interrupções do fornecimento de energia elétrica, principalmente na Baixada Fluminense.

Mais de meio milhão de clientes chegaram a ficar sem luz aqui no estado agora à tarde. Em vários pontos da cidade a luz ainda não voltou. O transporte público é um dos setores mais afetados agora nesse início de noite, né? Os trens urbanos estão 100% parados, com circulação suspensa em todos os ramais da Trens RJ, que é a concessionária que administra os trens. O metrô também tá com operação interrompida por falta de energia. As linhas 1 e 4 começaram a retomar a circulação ao longo do fim da tarde, né, enquanto a Linha 2 ainda enfrenta problemas.

A falta de energia também com reflexos na telefonia, né, com a rede 4G e 5G em diferentes operadoras, inclusive em bairros da Zona Sul, Zona Norte. Muitas pessoas relatando problemas também com a conexão de internet. E principalmente, Carol, nos voos, né. O Galeão, o aeroporto internacional aqui do Rio, relatou 5 voos que que tinham o Rio como destino e precisaram pousar em outras cidades, como em Minas Gerais, era em Belo Horizonte, em Confins, que recebeu 2 voos que pousariam no Galeão, 2 em Guarulhos e 1 em Vitória, no Espírito Santo, né.

O Galeão também recebeu 2 voos que deveriam pousar no Santos Dumont. Nesse momento, pelo menos nos aeroportos, até para devolver para você, Débora, a situação é um pouco mais tranquila. O Galeão já voltou a operar, mas esses voos que foram direcionados para outras cidades pousariam no Galeão exatamente no momento em que a ventania era muito intensa. Agora as companhias aéreas vão começar esse procedimento, né, para realocar essas pessoas que pousaram em aeroportos muito distantes aqui do Rio de Janeiro, para que essas pessoas voltem para o Rio de Janeiro no momento em que a situação for melhor.

Santos Dumont, que é o aeroporto que fica aqui na central, na região central do Rio, ainda com muitos impactos, diferentemente do Galeão, que já tem os pousos e decolagens retomados.

DDébora

Débora, obrigada, Gabriel Freitas, pelas informações. Carolina Moran não está conosco aqui no Viva Voz porque o Rio de Janeiro tá fora da rede justamente para prestar serviço para o Carioca, para o Fluminense, dessas, a partir das consequências desse vendaval na região metropolitana. Fique agora com o noticiário da sua região e na volta tem Bruno Carazza para comentar os assuntos de economia aqui com a gente.

VMVera Magalhães

Estamos de volta com Viva a Voz, são 6 horas e 48 minutos. Já tá com a gente na linha o Bruno Carazza, nosso comentarista economista da Fundação Dom Cabral e que fala conosco direto de Belo Horizonte. Boa noite, Bruno, tudo bom?

?Voz 1

Oi, Vera! Ei, Débora! Boa noite, pessoal!

DMDesirê Miranda

Oi, Bruno!

DDébora

Aí de novo, não tá ventando aí não, né? Porque a ventania veio do sul para o sudeste, atingiu Rio, São Paulo.

?Voz 1

Não chegou ainda não, tem que passar a Serra da Mantiqueira primeiro, né? Aí depois chega, um dia depois chega aqui.

VMVera Magalhães

Prometo que eu não vou te fazer perguntas difíceis como quem vai ser candidato ao governo em Minas Gerais, tá bom? A gente vai tratar de temas mais fáceis.

?Voz 1

Que novela, gente!

VMVera Magalhães

O Bruno, na verdade, a gente vai falar do pacote prolongado aí de bondades que o Lula anunciou para melhorar a sua situação eleitoral nos últimos tempos. Só nos últimos dias ele anunciou apoio para empresas que sofrem com o tarifação, distribuição de lucros do FGTS. Hoje um pacote de auxílios contra os efeitos do El Niño. Tudo isso depois de uma série de outros incentivos a crédito, transferência de renda nos últimos meses. Bolsonaro fez isso um pouco em 2022, mas a gente está vendo a PEC Kamikaze turbinada?

?Voz 1

Pois é, Vera, acho que assim, no mundo inteiro sempre foi assim, né? Os presidentes, os governantes que buscam um novo mandato, uma reeleição, eles sempre preparam um pacote de bondades aí para o final do governo, para turbinar a economia, deixar uma sensação boa de bem-estar no eleitorado, e assim aumentar as chances de reeleição ou de fazer o concurso, né? Tem até vasta literatura econômica a respeito disso, né? Aqui no Brasil, nas disputas eleitorais recentes, a gente viu em 2022 o Bolsonaro levando isso a uma dimensão que a gente nunca tinha visto, né?

E nesse ano agora de 2026, a gente vê que o Lula tá disputando com ele também nesse quesito, né? Porque a gente até um paralelismo de muitas das ações, né, que o Bolsonaro tomou lá. Por exemplo, Bolsonaro fez uma desoneração dos combustíveis por causa da guerra na Ucrânia. O Lula fez a mesma coisa agora por causa da guerra lá no Irã. O Bolsonaro liberou o saque do FGTS, agora o Lula tá distribuindo lucros do FGTS. O Bolsonaro promoveu uma renegociação das dívidas da Caixa Econômica, o Lula agora faz o desenrola.

Bolsonaro reduziu a alíquota de importação, o Lula acabou com a taxa das blusinhas. Bolsonaro fez auxílio caminhoneiro para taxista, o Lula crédito subsidiário para esse mesmo público. Então tem muitas questões, né? Bolsonaro aumentou a isenção do Imposto de Renda na época, né, corrigiu a tabela do Imposto de Renda. O Lula aprovou a isenção até quem ganha R$5.000. E até nos valores, né? Eu fiz um levantamento aqui daquela época.

O Bolsonaro tem estudos mostrando que ele incentivou mais, injetou mais de R$270 bilhões na economia em 2022, né? Hoje os cálculos variam, mas já tem economista estimando entre R$200 e R$260 bilhões os estímulos do Lula agora. Tem gente até que calcula até mais, né, dependendo do tipo de cálculo. Então a gente observa isso e é reflexo desse contexto político muito polarizado, com o eleitorado dividido, uma eleição apertada. Então os presidentes buscando a reeleição injetam dinheiro na economia tentando mais um mandato.

DDébora

Pois é, Bruno, mas todas essas benesses não seriam proibidas pela legislação eleitoral? A Vera levantou essa bola aqui ontem, porque em tese beneficia o governo, né?

?Voz 1

Sim, sim. O problema é, Débora, é que a legislação é muito frouxa, né? Legislação eleitoral brasileira é muito frouxa nesse quesito, né? Até fui dar uma olhada assim com mais atenção. Tem uma vedação que fala que o governo não pode fazer distribuição gratuita de bens, exceto em caso de calamidade pública, emergência ou programas sociais que já existiam, né? E aí a gente percebe uma diferença marcante do que foram esses estímulos do governo Bolsonaro e esses estímulos agora do Lula.

Os estímulos do Bolsonaro, muitos deles eram transferência direta para o eleitor, né? Era o Auxílio Brasil, né, que é, que é o Bolsa Família, que ele passou para R$600. Esses auxílios, Auxílio Gás, Auxílio Caminhoneiro, isso é transferência direta de renda. A princípio, tudo isso era vedado. Mas aí, o que que o Bolsonaro fez? Fez uma manobra no Congresso naquela época, aprovou a PEC Kamikaze, colocou isso tudo como se fosse uma emergência, e isso passou.

No caso do Lula, o Lula tá adotando uma nova, uma nova estratégia. A estratégia do Lula é muito mais conceder crédito, conceder crédito subsidiado numa série de programas. Esse do Tarifação para os caminhoneiros, para os motoristas de Uber ou desenrola. Então Lula não tá fazendo transferência direta, uma maior parte desses programas, né, ele usa os fundos. São medidas que a gente chama de parafiscais. E aí isso acaba não sendo combatido na legislação.

E aí tanto um quanto o outro acabam tendo essa autorização aí legal para conceder esses estímulos e ter essa vantagem indevida no pleito eleitoral.

VMVera Magalhães

E a rigor é como se não tivesse também furando o arcabouço, né?

?Voz 1

Exato, exato. Porque aí tudo isso não tá entrando no cálculo, né? Mas tudo isso chega uma conta, chega uma hora que tem que se pagar isso, essa conta, né?

VMVera Magalhães

Era isso que eu ia te perguntar: o que que disso vira déficit para 2027? O que que aumenta a dívida pública, que é um outro problema sério também, né?

?Voz 1

Pois é, Vera, o governo argumenta que isso não tem impacto fiscal, né? Não tem impacto fiscal no sentido de que realmente não é algo que o governo tá fazendo gasto direto agora nesse momento. Então isso não impacta o déficit, mas isso tudo impacta a dívida, porque quando o governo ele concede um crédito subsidiado, sei lá, para o agro, para as empresas que estão sofrendo o tarifaço. O que que o governo tá fazendo? O governo tá em déficit, ele não tem dinheiro para emprestar para o agro, para essas empresas, para os caminhoneiros, para os motoristas de aplicativo.

O governo não tem esse dinheiro. Então o que que o governo tem que fazer? Ele tem que pegar dinheiro emprestado, e ele pega dinheiro emprestado pagando taxa de juros de 14,25%. Quando ele empresta para esse público a 6%, a 8%, essa diferença É uma diferença que todos nós estamos pagando, né? Isso então não impacta o déficit, não impacta aí a conta no final do mês, mas isso é dívida que o governo tá assumindo. A dívida do governo tá crescendo rapidamente, né?

Passou de 80% do PIB, todo mundo já aponta que rapidamente vai chegar em 100% do PIB. Então é uma conta que tá chegando e que mais cedo ou mais tarde o governo vai ter que tomar medidas para conter o crescimento dessa essa dívida. E é isso que o governo tá empurrando para frente. Ou caso, né, o Lula não vença a eleição, é algo que o próximo presidente vai ter que lidar de uma forma ou de outra, porque não é uma situação que dá para jogar para frente. Essa hora vai chegar e vai chegar em breve.

VMVera Magalhães

E esse certamente vai ser um dos temas da eleição. E o Bruno vai continuar com a gente no novo formato do Viva Voz, elucidando esses temas. Obrigada, Bruno.

?Voz 1

Super animado, Vera.

DDébora

Vamos nessa semana que vem já. Obrigada, viu, Bruno.

BBBruna Barbosa

Até.

DDébora

Antes da gente encerrar o Ao Viva Voz, Vera, eu queria chamar o Gabriel Freitas novamente do Rio de Janeiro com atualizações sobre as consequências do vendaval. Oi, Gabriel.

?Voz B

É, Débora, e agora a gente vai recebendo informações oficiais sobre mortes, viu. Duas pessoas morreram depois da queda de um muro no bairro de Santa Teresa, aqui na região central do Rio, durante essa forte ventania. Essas mortes foram confirmadas agora há pouco aqui no Ponto Final, no blog, para o Rio de Janeiro, né, porque Carolina Moran tá apresentando o Ponto Final com os destaques desse fim de tarde caótico, início de noite também aqui no Rio de Janeiro.

O secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, Tarcísio Sales, falou em entrevista à CBN que essas as duas mortes já estão confirmadas. De acordo com o coronel, o muro caiu ali na Rua Itapiru, que é uma das principais da região. A suspeita inicial é de que essa estrutura tenha cedido por causa dos ventos fortes. Até agora não foram divulgados detalhes sobre as vítimas. O Corpo de Bombeiros está atendendo mais de 170 ocorrências relacionadas à ventania em diferentes pontos aqui do estado, porque não apenas na região metropolitana, Baixada Fluminense, mas também no sul do estado, né, Costa Verde, região serrana, há muitos relatos de árvores e muros que acabaram cedendo por conta dessa ventania.

A Defesa Civil montou um gabinete de crise para acompanhar a situação. Orientação, claro, é evitar áreas próximas a árvores, postes, coberturas e andaimes. Ventania que provocou uma série de impactos e ainda tá trazendo para gente uma noite bem caótica aqui com relação ao transporte público, com impactos nos aeroportos e também nos trens, no metrô e nos ônibus municipais.

DDébora

Débora, obrigada, Gabriel Freitas, pelas informações do Rio de Janeiro. Você continua acompanhando aqui no Ponto Final CBN os desdobramentos, as consequências dessa ventania lá no Rio de Janeiro. Aqui no estado de São Paulo subiu para 3 o número de mortes também em decorrência dos fortes ventos. Já já a gente traz mais detalhes sobre esse assunto. Vera, beijo então e até amanhã.

VMVera Magalhães

Até amanhã, Débora. Até bom jornal aí para vocês, mesmo com esse noticiário tão desafiador. Até amanhã.