‘Gosto, sim’: músicas para dedicar a invejosos
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
João Marcello Bôscoli
- Músicas de AssisãoCuidado com a inveja · Alcione Jorge Aragão Zeca Pagodinho · Martinho da Vila · Zé Catimba
- Proteção contra inveja e maldiçõesDeus me proteja da sua inveja · Rita Lee · Zélia Duncan
- Prostração e AdoraçãoVencedor · Los Hermanos: Cara Estranha
- Oração de gratidão e pedidoGente com energia braba · Permita-me ser Nada
- Fernando Pessoa· CulturaAfastar o mal · Senhor do Bom Fim
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Sala de Música com João Marcelo Boscoli.
Oi, João, boa tarde!
Como você está? Tudo bem?
Ai, tudo bem. Agora estou hidratada. Você tá tomando água, João? Tem 30% de umidade relativa do ar. É isso, Nadedja?
É isso, hidrate-se.
Nadedja, você acredita? Como é que chegamos a esse ponto, Nadedja?
Não sei, é inverno, né, João? Estação seca e tal.
Mas caramba, eu tô tomando muita água, muita água. Tosse seca. Você, ouvinte, boa tarde. Cuide-se também, aguinha. Tempo todo.
Contra a secura, água. E contra inveja.
Nossa, arrasou, hein?
Zeca Pagodinho.
Dobrou de gancho, né? Que encanto. Dobrou de gancho.
Diretamente do ano de 1988, do álbum Jeito Moleque. Cuidado com a inveja, Nadeja. Vamos lá.
Cuidado com a inveja, ela ainda te mata. Inês já é morta e Marta morreu. Cuidado com a porta, ela sempre se fecha pra quem tem a pecha de ser um plebeu. Cê se larga eu. A raiva só faz mal pra quem tá com raiva e o teu olho grande pode te cegar. Se quer te secar, vai secar pimenteira pra tua pimenta picar devagar. Cuidado com a inveja, ela ainda te mata. Inês já é morta e Marta morreu. Cuidado com a porta, ela sempre se fecha pra quem tem a pecha de ser um plebeu.
Amo, o Zeca falou isso. Tudo, tudo.
Composição: Martinho da Vila e Zé Catimba. Boa tarde, Professor Pasquale. Eu sei que ele gosta dos compositores.
Muito bom. Vamos para os ouvintes, mas eu tenho uma explicação para dar. Essa música que a gente vai colocar primeiro era para eu ter falado que não podia mandar ela, só que eu não falei e chegaram duas boas histórias. Então eu vou contar. A primeira é a da Viviane, que ofereceu essa para uma invejosa lá de Macapá. Os sabedores saberão. O rádio com recado, né?
Eu gosto assim.
E a Erika Ilves disse que postou essa música e ganhou minimizade gratuita de alguém que vestiu a carapuça. Logo eu, melhor ainda, que nem sonhava que podia causar inveja em alguém, mas funcionou.
Essa música: Deus me proteja da sua inveja, Deus me defenda da sua macumba, Deus me salve da sua Deus me ajude da sua raiva, Deus me imunize do seu veneno, Deus me poupe do seu fim.
Eu ia falar que a gente podia— essa é a primeira que vem à mente, né?
É, acho que para boa parte dos nossos ouvintes, com certeza. Mas, mas estamos aí tocando, é isso. Mas a história valeu, os ouvintes são soberanos. Sobretudo com essas histórias, né?
É, exato. Mais história para a gente pesar o clima aqui bastante. O Edivaldo de Azevedo, da Freguesia do Ó, aqui em São Paulo, diz que essa— eu vou ler aqui o que ele escreveu: para aquele meu pai que disse que eu era um fracassado. Vai lá.
Puts!
É nóia da vida, tá lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar. Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor. O vencedor, meus irmãos, o vencedor dos Los Hermanos.
Los Hermanos, que é meio quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta, né, João Marcelo?
Eu não gosto, mas eu sou imparcial aqui no jornalismo.
Eu gostei, gostei, gostei. Você curte, João?
Cadê você?
Eu gostaria de aproveitar e citar o senhor Flaubert, que dizia que você também mede uma obra por aquilo que ela causa de oposição.
Olha, perfeito, gostoso, né? Referências eruditas ainda, adorei.
Vocês são demais. Ó, o Harashi mandou A outra música que me veio à cabeça logo depois da da Rita Lee veio essa e ele mandou.
Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa, da bondade da pessoa ruim. Deus me governe e guarde, ilumine Zélia assim.
Deus me proteja de mim e da maldade E um forró cai sempre bem, né?
Que coisa bem resolvida, né?
Não é perfeita?
Ah, é demais, né? O Brasil, Nossa Senhora, a gente tem que fazer muito, muito, muito, porque depois que lá fora descobrem, eles fazem bastante, dizem que foram eles que inventaram, né?
Apropriação não para nunca, jamais, mesmo com toda a tecnologia e tal.
O Lê Ramone, gente, eu vou ter que pedir desculpa que eu dei um golpe aqui no ouvinte, porque na verdade ele mandou outra música, só que ele citou essa música e eu gostei mais dessa, então eu coloquei essa.
Deu um truque.
É, ele falou, é imparcial, acabou de dizer que era imparcial, não é mesmo? Ai, gente, mas tem que ter equilíbrio na vida. Ele falou, olha, para livrar das urucubacas e gente com energia braba, só rezando mesmo sendo agnóstico. A música que ele tinha mandado era Rezo por Nós, da banda Nenhum de Nós. Mas aí ele falou: se não tem como escapar de gente ruim, rezo por nós. E como diria essa música?
Você entrou na minha vida, usou e abusou, fez o que quis, e agora se desespera dizendo que é infeliz. Não foi surpresa pra mim, você começou pelo fim.
Não me comove o Ah, eu não resisti, eu queria ouvir essa.
Eu achei que eu tava cantando para todo o Brasil. Ainda bem que poupei os ouvintes. Curti. Sabe só aí, sabe só aí, Bruno?
A melodia para vizinhos que é carente de amor. Então você tem que mudar. Se precisar, pode me procurar.
Não pode não, não pode não, não, não, não. O que que você ia falar, João, da melodia? Desculpa.
Ah, lindíssima, né? Nossa, fiquei aqui, que coisa linda! A matemática agradece, né? Perfeita, perfeita. Se você coloca na partitura, até o desenho das notas fica bonito. Que beleza! Muito, ó, gostei, né? Você evoluiu muito. Eu vi que em um minuto você era uma pessoa que queria ser parcial, e aí um minuto depois você já tinha evoluído.
Caramba!
Vamos até o final do programa, surpresas virão.
Tatiana, isso aí, não tenho inveja. É a música Só para Falar, a tendência de Vonni Lara. E para terminar, o Maurício mandou essa música.
Pessoa nefasta, se afasta teu mal, teu astral que se arrasta tão baixo no chão. Tu, pessoa nefasta, tens a aura da besta, essa alma absurda, essa cara de cão. Reza, chama pelo teu guia, ganha fé, sai a pé, vai a pé. Na Bahia, cai aos pés do Senhor do Bom Fim. Dobra teu joelho 100 vezes, faz as pazes com os deuses, carrega contigo uma figa de puro marfim. Pede que te faça—
É difícil, né? Difícil, difícil. Nosso ouvinte Jefferson Barbosa, que é integrante da Coalizão Negra por Direitos, não mandou mais cedo, mas tem uma sugestão: invejoso Do Arnaldo Antunes. Bom, fica essa dica para de repente a gente ouvindo para casa, tá, João?
Farei isso. Muito obrigado pela sugestão.
Muito obrigada a você por hoje e por sempre.
Todo mundo tomando banho de descarrego hoje.
Por favor, amanhã eu vou trazer, falei que vou trazer coisinhas para vocês, né? Tem um pé de arruda em casa que tá, ó, pujante, bonito, cheio de proteção. Vou dividir, né, com quem eu gosto, né?
É isso aí, botando essas músicas, a vibração no seu entorno já vai resolver uma boa parte dos problemas.
Faz um campo, né, um campo protetor.
Exatamente, poderia ensinar Marvel, Odyssey, são super-heróis, né, que nos salvam todos os dias. Pô, a música, muito obrigado! Como é bom ouvir música.
Obrigado demais, obrigada a você, João, por estar aqui colaborando para essa parte com a gente. Beijoca!
Muito obrigado. Vou tomar uma aguinha que eu tô com a boca seca, vocês acreditam?
Faz muito bem. Até amanhã.
Obrigado, Nadeja. Obrigado, ouvinte.
Obrigado, Tatiana.
Valeu, João.