Aliados de Flávio Bolsonaro apostam em novas sanções dos EUA contra Moraes
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Carol
Débora
Bela Megale
- Ação contra Moraes nos EUALei Magnitsky · Alexandre de Moraes · Eduardo Bolsonaro e STF · Felipe Figueiredo · Marco Rubio
- Campanha de Flávio BolsonaroEleitorado evangélico · Rogério Marinho · Crítica a Malafaia · Saúde de Jair Bolsonaro
Conversa de bastidor com Bela Megali. Bela Megali, muito boa noite, tudo bem?
Boa noite, Débora. Boa noite, Carol. Boa noite, ouvintes.
Oi, Bela. Ô, Bela, os aliados de Flávio Bolsonaro estão apostando em novas sanções contra Alexandre de Moraes?
É isso mesmo, Débora. Tem ali uma aposta de que esse crescimento de tensão entre Brasil e Estados Unidos em meio à campanha eleitoral do Brasil possa culminar no restabelecimento da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Há cerca de 2 meses, o Paulo Figueiredo, e o Eduardo Bolsonaro voltaram a pedir para as autoridades americanas que restabelecessem essa sanção contra o ministro Alexandre de Moraes. E por hora o pedido tá parado, só que eles voltaram a fazer um movimento mais efetivo em meio a esse crescimento de tensão entre Brasil e Estados Unidos, marcado especialmente pela negativa do visto de funcionários americanos ligados ao Marco Rubio, que é o chefe do Departamento de Estado dos Estados Unidos, ou seja, né, o ministro das interiores dos Estados Unidos.
Então existe uma expectativa de que esse trabalho ali feito pelo Eduardo e pelo Figueiredo, e novamente junto ao Rubio, para que se restabeleça a sanção contra o Moraes, possa surtir efeito até as eleições, Débora. É para isso que esse grupo vem trabalhando, e agora utilizando esse novo, vamos dizer assim, ponto de atrito, né, entre Brasil e Estados Unidos, que foi a negativa de vistos a dois funcionários americanos, pois o governo brasileiro, Itamaraty tinha informação que eles viriam para o Brasil com o objetivo de colocar em xeque o sistema eleitoral brasileiro.
Agora vamos ver se de fato é uma das respostas que está sendo articulada, é uma sanção individual ou sanções individuais em relação a autoridades brasileiras, porque eu até publiquei ontem na minha coluna no jornal Globo que existe uma expectativa e está em sim uma resposta, uma reação a essa negativa dos vistos pelas autoridades americanas. Eles não adiantaram qual será essa resposta e se de fato essa expectativa de sanção pode ser concretizada, mas falaram que uma, uma reação está sim na mesa dos americanos, Débora e Carol.
Ô Bela, e a campanha do Flávio Bolsonaro montou um núcleo para tentar frear a investida da campanha do presidente Lula sobre o público eleitorado evangélico?
Montou, Carol, porque as notícias que a campanha do Flávio Bolsonaro tem recebido sobre esse segmento que é muito fiel ao bolsonarismo são as piores possíveis na pré-campanha. Uma delas inclusive veio pela pesquisa Quest desse mês, que mostrou que o Flávio tá à frente do Lula entre os evangélicos quanto às intenções de voto, mas que a diferença que em maio era de 37 pontos agora é só de 22 pontos entre o Flávio e o Lula. Então o Rogério Marinho que é o coordenador da campanha, inclusive, que vinha sendo muito criticado por concentrar muito nele as costuras políticas, decidiu descentralizar pelo menos essa frente em relação ao segmento evangélico.
Ele criou ali um núcleo para fazer um corpo a corpo com o eleitorado evangélico, mas esse núcleo, que é uma espécie de força-tarefa, ele é composto, vai ser composto, né, que tá sendo implementado, as lideranças evangélicas estão sendo contatadas, serão 6 lideranças religiosas que tenham capilaridade em todo o país, mas que vão ter uma presença muito intensa no QG da campanha do Flávio Bolsonaro. Então vão fazer a ponte entre o candidato, as estratégias da campanha e a ponta de templos, pastores, enfim, é esse o objetivo desse núcleo.
E também em paralelo, o próprio Flávio foi aconselhado a procurar o pastor Silas Malafaia e pedir para que ele organize já nas próximas duas semanas, no início da campanha, o encontro do candidato com diferentes lideranças evangélicas, é como aconteceu lá em 2022 com Jair Bolsonaro, para mostrar que o Flávio é o candidato à presidência. Um fator que tem incomodado bastante a campanha do Flávio é que vários evangélicos têm mostrado dúvidas em relação à efetividade da candidatura do senador ao Palácio do Planalto.
Então a ideia é fazer esses dois movimentos para tentar frear o avanço do presidente Lula junto aos evangélicos, que é um segmento muito consolidado do bolsonarismo.
Carol, Bela Megali, muitíssimo obrigada e até quinta-feira.
Obrigada a vocês, até quinta.