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Como a China prepara os profissionais para aplicar a IA na economia

28 de julho de 20264min
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Entre 2021 e 2025, a China eliminou cerca de 12 mil programas de graduação. Ao mesmo tempo, criou aproximadamente 10 mil novos. Os cortes se concentram em cursos considerados saturados, ou cujas atividades estão sendo fortemente transformadas pela IA.

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Participantes neste episódio2
Á

Álvaro Machado Dias

HostEspecialista
A

Ana Leoni

HostJornalista
Assuntos3
  • Futuro do TrabalhoInteligência artificial · Futuro do trabalho · Profissionais · Economia
  • Gestão e Organização Social na ChinaChina · IA · Ensino superior
  • Conhecimento e AprendizadoPerfil integrador · Conhecimento · IA
Transcrição2 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Futuramente com Marta Gabriel. Oferecimento: ElevenLabs, a inteligência artificial que fala onde você precisar. Claro Empresas, impulsione sua empresa para o próximo novo.

?Voz B

Bom dia, Milton, Cássia, ouvintes. Aí, ó, tá mudando o currículo na humanidade e a gente precisa prestar atenção nisso porque isso traz impactos importantes importantes para o futuro do trabalho. Por exemplo, a China fez uma das maiores reformas recentes do ensino superior para se preparar para a era da IA. Entre 2021 e 2025, a China eliminou cerca de 12 mil programas de graduação e, ao mesmo tempo, criou aproximadamente 10 mil novos.

E isso significa uma reformulação de mais de 30% da oferta universitária na China. Então, os cortes se concentram em cursos considerados saturados ou cujas atividades estão sendo fortemente transformadas pela IA, como algumas especializações em artes, línguas estrangeiras, tradução, administração e comunicação. Ao mesmo tempo, o país expandiu cursos em áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, robótica, ciência de dados, semicondutores, IA incorporada, manufatura avançada, e programas que combinam IA com direito, finanças e outras profissões.

O objetivo de tudo isso não é formar apenas mais especialistas em IA, mas de preparar os profissionais para serem capazes de aplicar IA em todos os setores da economia. Esse é um grande desafio para todos os países, né? Então isso revela uma mudança importante no futuro do trabalho. O diferencial competitivo deixa de ser apenas dominar uma profissão e passa a ser dominar uma profissão potencializada pela IA. Uma pergunta que eu recebo sempre é se a gente deve ser generalista ou especialista, o que que tem mais valor hoje, né?

E o que a gente percebe na realidade é que com esse movimento da IA entrando nas profissões, o que passa a ter mais valor é o perfil integrador. A nova lógica do conhecimento vai de especialização para integração. E isso acontece porque à medida que a IA assume parte do trabalho de encontrar respostas, aumenta o valor de quem define as perguntas. Então isso muda a lógica de valorização das formações. Em vez de privilegiar apenas conhecimento técnico, cresce a demanda por pessoas que são capazes de estruturar problemas complexos, navegar ambiguidades, integrar diferentes áreas do conhecimento, compreender o comportamento humano, isso é super importante, construir critérios de decisão e antecipar consequências de longo prazo.

E é por isso que tem importância, né, é legal o podcast Futuramente, porque o que a gente faz lá é justamente um processo de analisar o presente para ampliar a visão de futuros. Então isso tudo mostra que o futuro não será moldado apenas por quem faz as melhores perguntas, mas será moldado por quem consegue integrar as diferentes formas de conhecimento para fazer as perguntas que ninguém ainda percebeu que precisava fazer.

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