Episódios de Comentaristas

Brasil está atrasado na busca de novas fronteiras exploratórias de petróleo

28 de julho de 20264min
0:00 / 4:53
Carlos Alberto Sardenberg afirma que o Brasil está atrasado na busca por novas áreas de exploração de petróleo. 'A mais evidente é a fronteira da Margem Equatorial, na Foz do Amazonas, onde está muito atrasado e muito atrapalhado o problema da licença de exploração'.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio2
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
M

Milton

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Interrupção de produção de petróleoExploracao Petroleo Margem Equatorial · Desmatamento Amazonia · Licença de exploração · Souza · Petrobras
  • Declínio da produção do pré-salProdução de petróleo · Reservas de petróleo
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

— Anúncios inseridos dinamicamente —

CACarlos Alberto Sardenberg

Linha Aberta com Carlos Alberto Sardenberg. Muito bom dia para você, Carlos Alberto Sardenberg. Bom dia, Carlos Alberto Sardenberg. Você fala conosco sobre o atraso do Brasil na exploração de novas áreas de petróleo. O que que você nos traz de informação?

MMilton

Pois é, Milton, você veja que coisa, nessa era que todo noticiário é praticamente dominado pela inteligência artificial, introdução, modelos, adaptação dos sistemas de produção à inteligência artificial, ficou aqui meio escondido um tema que é muito importante para o Brasil, que é a questão do petróleo. Há décadas, na última década, praticamente não houve exploração de novas fronteiras para a exploração de petróleo, né? A Petrobras está concentrada no desenvolvimento dos campos do pré-sal e com isso tem conseguido resultados de produção bastante elevados, né?

E também as empresas privadas que estão trabalhando nessa exploração de petróleo. E isso foi muito importante nesse momento de guerra, né? Houve da guerra mostrou como os países que têm petróleo levam uma vantagem relativa, porque no caso da Guerra do Oriente Médio não faltou petróleo, porque muita gente tinha estocado, porque havia produção fora do Golfo Árabe e tal. Mas o preço do petróleo subiu, subiu muito, né? E até o governo brasileiro se aproveitou, colocando, por exemplo, um imposto de exportação sobre o petróleo que sai do Brasil.

Mas o fato é que o Brasil está atrasado na busca de novas fronteiras exploratórias. A mais evidente é a fronteira da margem equatorial, ali da Foz do Amazonas, onde tá muito atrasado e muito atrapalhado o pedido, o problema da licença de exploração, né? Entre o pedido da Petrobras para fazer lá um poço exploratório e a decisão do IBAMA foram 5 anos, né? Entre o pedido inicial de licença e autorização para uma nova perfuração. E a Petrobras vê lá na margem equatorial o futuro das novas reservas de petróleo.

Só que é, como eu tava dizendo, tá bastante atrasada, tanto na produção, não tem nada de produção ainda, mas, e mesmo atrasado na exploração. A Petrobras pretende explorar, quer dizer, explorar coisa de 15 a 20 poços, 15 poços até 2030, 2026, 2030, mas não tem ainda autorização para isso. E o que os analistas mostram é que a partir de 2030 começa o declínio da produção do pré-sal. Quer dizer, ou seja, seria adequado para o país que quando começasse o declínio da produção do pré-sal, o país começasse, já estivesse começando a exploração do petróleo da margem equatorial, desde que se assuma que o Brasil vai continuar explorando petróleo e pretendendo ser um grande produtor.

Porque como vocês sabem, há toda uma tendência, uma linha, posições de pessoas que acham que não deve explorar o petróleo da margem equatorial e partir para outra coisa. Mas supondo que o Brasil vai continuar com o petróleo e vai procurar petróleo, então digamos que a busca de novas fronteiras está sim atrasada. E isso fica um problema evidente nessa época de guerra, que o petróleo aí foi a preços absurdos. É isso aí, Milton Cássia.

CACarlos Alberto Sardenberg

Muito obrigado, Carlos Alberto Sardenberg. Até logo mais ao meio-dia.

MMilton

Até mais.

?Voz 1

Até.