Brasileiros passam 116h por semana na internet
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- Internet no BrasilNordVPN · 116 horas semanais · 53 anos de vida na internet · Aumento de 11 anos em 2 anos
- IA e segurança digitalConversa com chatbots · Compartilhamento de documentos confidenciais · Compartilhamento de dados pessoais · Dicas de segurança digital
CBN Tecnologia, uma parceria TecTudo. Hoje com o Rubens Aquiles, que é editor lá no TecTudo. E aí, Rubens, tudo bem?
Tudo bem, Zadenberg? Boa tarde, boa tarde, Cássia, boa tarde aos ouvintes.
Boa tarde, Rubens. Hoje você nos traz aqui os resultados de uma pesquisa que eu confesso que me deixou chocada. Os brasileiros passam 116 horas por semana na internet. Como que é isso, Rubens?
Pois é, Cássia, é uma pesquisa divulgada pela NordVPN, que é uma empresa provedora de serviços de redes privadas virtuais de internet. Revelou que o brasileiro pode passar mais de 2/3 da vida na internet, né? Segundo esse levantamento, brasileiro passa, como você falou, cerca de 116 horas por semana no digital, sendo que dessas 116 horas, quase 3 horas já são usadas para conversar com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e o Gemini, por exemplo.
E se a gente projetar esse tempo para expectativa de vida média do brasileiro, podem ser mais de 53 anos dedicados à internet em toda a vida. E essa empresa fez a mesma pesquisa em 2022 e esse número aumentou em 11 anos de lá pra cá, mostrando que as pessoas estão usando a internet por cada vez mais tempo. E a pesquisa trouxe alguns dados interessantes de comportamento, né? Os internautas começam a navegar por volta das 7 da manhã e param em média ali por volta das 9 da noite.
E a maior parte do tempo é dedicada ao entretenimento. São 12 horas de navegação em redes sociais, pouco mais de 11 horas de consumo de séries e filmes em plataformas de streaming, quase 11 horas dedicadas a assistir vídeos online. Ele pode ser vídeo de YouTube, vídeo de TikTok, né, qualquer conteúdo audiovisual. E também mais de 8 horas dedicadas a ouvir música. E ainda segundo esse levantamento, 33% dos brasileiros não conseguem imaginar um dia inteiro sem acessar a internet.
E 35% afirmam que não deixam de usar as redes sociais nem mesmo quando estão assistindo a séries e filmes na televisão. Esses dados geram preocupações do ponto de vista de saúde mental, né, um tema que também teve presente na coluna da última quarta-feira quando a gente falou da proibição do uso de redes sociais por crianças e adolescentes lá na França. Mas tem um outro ponto de atenção que essa pesquisa traz que tem a ver com segurança digital.
Por exemplo, 5% dos entrevistados afirmam que já compartilharam com chatbots de inteligência artificial documentos confidenciais de trabalho. E isso para não falar de dados pessoais como nome completo, data de nascimento, CPF, endereço, que muitas vezes a gente já precisa compartilhar, né, para fazer o cadastro ali em alguns sites. A maioria afirma de compartilhar esses dados em diferentes plataformas, mas é preciso ter cuidado com os sites em que a gente está colocando esses dados.
Então eu trouxe aqui algumas dicas, né, de segurança, né, que já que o brasileiro vai continuar usando a internet cada vez mais, é importante a gente seguir aquela cartilha clássica de cuidados na internet, que sempre se aprimoram, né, com o descobrimento de novos golpes e novas abordagens aí dos criminosos. Então, evitar compartilhar dados pessoais ou financeiros com ferramentas de inteligência artificial e plataformas online, a não ser quando for estritamente necessário.
Fazer sempre uma verificação antes de clicar em links, emails e mensagens não solicitadas. Ficar de olho em vazamentos de dados para saber se o seu email pode ter sido alvo de algum vazamento de senhas, roubo de identidade. Usar ferramentas de segurança digital como antivírus, VPNs, quando for acessar dados sensíveis em redes Wi-Fi públicas, por exemplo. E ficar atento à evolução dos golpes que estão sempre surgindo novos por aí.
E também ter em mente que não é só sobre ter uma senha forte, né? Saber que todos os dados que a gente compartilha na internet estão sendo processados aí por ferramentas de inteligência artificial, estão sendo processados por servidores por aí, e tudo isso pode se voltar contra nós em algum dia. Então a gente tomar cuidado com tudo que a gente faz aí no digital.
Não é por acaso que a gente tem essa pesquisa agora, quase ao mesmo tempo de uma outra pesquisa que nós tivemos divulgação na semana passada, do Anuário de Segurança, falando que os golpes digitais Foi um tipo de crime que cresceu absurdamente aqui no Brasil de um ano para o outro. E a gente tá falando justamente de golpes que podem ser evitados usando aí algumas dicas que o Rubens Aquiles trouxe para gente. Aquela história, por exemplo, de não clicar em links que você não sabe exatamente de onde vem, né?
Agora, em relação à pesquisa, Rubens, tem ali, digamos, algumas atividades que são consideradas normais, né? Ouvir música, assistir filme, assistir a filmes, ver esportes, ver jogos e tal. Isso aí tá normal, né? Não é—
o que não é normal é a quantidade de tempo, né? Quando a gente pega isoladamente as atividades, lógico que tem muita coisa que faz parte do entretenimento bacana, como você disse, ouvir música, você assistir conteúdos no streaming, que hoje é o jeito que a gente consome série, filme. O problema é você passar 116 horas na semana fazendo isso, né? E para 33% das pessoas achar impossível pensar em um dia sem internet.
É exatamente isso que eu ia falar, me chama atenção esse dado, né? As pessoas não conseguem imaginar mais a vida sem internet. Claro, a gente não imagina mesmo uma vida sem internet para sempre, mas você passar um dia desconectado às vezes é uma coisa saudável, né? E as pessoas não conseguem imaginar isso, e elas também não conseguem ficar fora das redes sociais, nem mesmo quando estão ali assistindo a um filme, né? Elas precisam ali do celular junto para saber se tá chegando uma mensagem. Então são dados preocupantes, eu acho que desse ponto de vista do tempo, né?
Tá certo. Rubens Aquiles, obrigado, Rubens.
Até, obrigado. Até uma próxima.
Até mais, Rubens.