Palmeiras perde, Flamengo tropeça e liderança do Brasileirão segue aberta
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Carlos Eduardo Ébole, Gabriel Dudziak, boa tarde.
Boa tarde.
Olá, boa tarde. O professor Pasquale tava falando agora há pouco sobre a origem da palavra gol e enfim os plurais e tal, e escreveu para cá, disse que ficou, que ele queria ter dito, porém esqueceu, que em Portugal se diz golo e que o plural de golo é golos. E aí eu te dei um Um exemplo muito longe da realidade, que é: ontem o Corinthians fez 2 góis. Tivesse feito 2 góis, teria vencido o jogo, não é mesmo? Não teria apenas empatado com o Bahia em 1 a 1. A gente vai falar de Campeonato Brasileiro, caras?
Isso, tá. Você quer que comece pelo Corinthians?
Ou a gente pode começar pelo líder, né? Palmeiras é líder. Vamos nesse jogo que ele perdeu, inclusive, ontem do Atlético Mineiro, mas ainda assim se manteve na liderança, né?
Pois é, a vantagem do Palmeiras, ela é grande, né, em cima do vice-líder Flamengo. E ontem o Palmeiras tinha totais condições de manter a vantagem do jeito que estava, quem sabe ampliá-la, né? Mas o time tava melhor do que o Atlético Mineiro quando toma um gol bizonho, né, um gol muito infeliz do goleiro Carlos Miguel, né, com uma ação muito infeliz do goleiro Carlos Miguel. Bola tava fácil para ele pegar, né, goleiro do Palmeiras.
Ele soltou nos pés do jogador do Atlético Mineiro, o Vitor Hugo, que acabou fazendo 1 a 0. E aí o Palmeiras já tá em outra situação. Já era bastante um ataque contra a defesa, se tornou ainda mais a partir do momento em que o Galo abre o placar. Palmeiras pressiona, consegue o empate com Felipe Anderson, e aí há a possibilidade do jogo ser diferente, né, da pressão palmeirense em casa aumentar ainda mais, de vir um segundo gol.
Só que de novo, né, um erro ali da defesa. Acho que de novo o Carlos Miguel não foi bem, ficou no meio do caminho entre sair e ficar no gol, e sai o segundo do Atlético Mineiro com o Igor Gomes. E daí para frente a pressão gigantesca do Palmeiras, mas poucas finalizações assim muito perigosas, né. Teve sim finalizações, chances, mas não foram tão perigosas as oportunidades criadas pelos palmeirenses. E o 2 a 1 permaneceu até o apito final.
E aí a segunda parte da notícia é que poderia ser um prejuízo maior, né, para o Palmeiras se o Flamengo tivesse vencido. Mas o Flamengo não venceu, o Flamengo empatou com São Paulo 1 a 1.
E aí fica o curioso, é que cada um com a sua visão, né? O lado palmeirense fala assim: pô, a gente podia ter aumentado essa vantagem, né, porque o Flamengo tropeçou. E o mesmo se aplica ao lado rubro-negro, né? Pô, a gente podia ter diminuído essa distância para o Palmeiras ainda mais porque o Palmeiras perdeu em casa, né? O resultado do Flamengo em casa foi até melhor que o resultado do Palmeiras. Mesmo Flamengo, considerando assim, Flamengo tropeçou porque ele perdeu pontos para um adversário mais fraco que ele, mas mesmo assim conseguiu diminuir um ponto essa distância para o Palmeiras.
Então agora a distância de 6 pontos com um jogo a menos. De uma certa maneira, a gente pode dizer assim, para o lado rubro-negro, ferimentos leves. Mas eu acho que o que fica de lição depois do jogo de ontem no Maracanã, que recebeu Maracanã lotado, né, casa cheia, aquela coisa da saudade do torcedor, torcedor do Flamengo sempre muito presente no estádio. Mas eu acho que a torcida ficou decepcionada com a qualidade do jogo apresentado pelo Flamengo.
Acho que faltou muita criatividade Dentro de proposta de jogo, para mim o São Paulo foi mais eficiente. São Paulo me pareceu até mais organizado, com as suas limitações, respeitando para caramba o Flamengo alguns momentos, optando mais por um sistema mais defensivo, aí mais para segurar o resultado. Porque no primeiro tempo, no início do jogo, a gente viu até um São Paulo mais agressivo, com mais posse de bola, causando muita dificuldade ao Flamengo, para o Flamengo sair do seu campo de defesa.
Mas foi um primeiro tempo fraco no aspecto técnico, foi um primeiro tempo muito fraco, muito fraco. A emoção maior, uma bola no travessão que o Flamengo acertou no chute do Pulgar. Segundo tempo foi um Flamengo que buscou mais a imposição, empurrado pela torcida, mas muito na base da vontade, da qualidade técnica individual, mas sem qualidade coletiva de criação de jogo. Aquela criação coletiva, né? O Flamengo sente muito pelo fato do Arrascaeta ainda tá longe da sua melhor forma, tá voltando de lesão, e não ter o Paquetá.
E aí, quando você não tem esses dois jogadores, o Arrascaeta até entrou mais para o finalzinho da partida, entrou na metade do segundo tempo, o Flamengo realmente fica com poucas ideias, passa a ser um time pobre de ideias. E aí é um trabalho para o Leonardo Jardim trabalhar melhor também, exercitar mais isso com os seus jogadores, porque o Flamengo tá perdendo a identidade. É um time que não consegue ser letal no contra-ataque, não tem a posição da posse de bola, tá ficando meio sem identidade, meio sem cara esse time do Flamengo.
Mas como tem qualidade individual, acaba mesmo não tendo grandes atuações conseguindo seus resultados. Ontem não foi o que aconteceu, saiu na frente, tomou o gol de empate e fez um gol no finalzinho em que o impedimento semiautomático entrou em ação, como entrou em outras, em outras partidas. E anulou corretamente o gol do Flamengo, que seria o gol da vitória já aos 45 do segundo tempo. Então acho que faltou muito. Não dá para colocar só na conta do impedimento do gol anulado no final, que foi isso que tirou a vitória do Flamengo.
Não, o que tirou a vitória do Flamengo foi incapacidade do próprio Flamengo de criar mais situações diante de um adversário pior do que ele. E aí, o Tati e a Dédia, nesse G6 Nós tivemos um grande vitorioso, que foi o Atlético Paranaense, né? Porque enquanto Flamengo e Palmeiras ficam ali trocando figurinha na frente e deixando pontos pelo caminho, o Atlético Paranaense conseguiu a 4ª vitória seguida, já se aproximou mais do Flamengo, consequentemente mais também do Palmeiras, tem 36 pontos.
Vai se animando o Atlético Paranaense. Ainda acho que é uma distância grande para o Palmeiras, até porque os dois têm o mesmo número de jogos. Então você tem 8 pontos a favor do Palmeiras, mas é um time hoje que mais se aproxima da dupla Palmeiras e Flamengo, é o Atlético Paranaense.
E esse começo do impedimento semiautomático, como é que foi?
Ah, eu achei normal assim, achei que tudo foi muito previsível, né, que a gente ia ter algumas decisões mais rápidas como tivemos, mas que obviamente ia ter gente reclamando e dizendo que tá errado e dizendo que tem roubo, porque é um dos nossos esportes nacionais. Não sei nem se é o primeiro, viu? A gente costuma dizer que futebol é o primeiro, mas reclamar de fraude, de roubo, acho que talvez esteja muito próximo assim do futebol, porque é isso, né?
No caso aí do jogo do Flamengo, teve gente dizendo que tava errada a marcação do impedimento.
Por quê?
Porque sim, porque agora não mostra o momento do passe, então alguém fez algo que não devia. É aquela coisa, né? A gente não sabe a hora de parar na nossa busca, né? Se é que existe realmente uma sincera busca pela objetividade e justiça em relação às regras do futebol, né? Então, se antes não havia o impedimento semiautomático, é porque o pessoal não sabia traçar a linha. Agora o impedimento semiautomático é porque o pessoal não sabe o momento de sair a bola do pé.
E daqui a pouco vão colocar a foto ali, o frame da bola saindo do pé. E alguém vai dizer que os frames por segundo da câmera não correspondem ao olho humano ou ao pé, enfim, qualquer coisa assim, né? Então eu achei assim bem dentro do esperado tudo que aconteceu. Decisões mais rápidas, reclamações mais rápidas também.
Eu vou na mesma linha do Duda. Acho que a gente, o jogo ganha com isso, né? A proposta é essa, é usar cada vez mais a tecnologia para se aproximar do erro zero, né? Em algumas, em algumas decisões que são técnicas, não são de interpretação interpretação, como é o caso do impedimento. Então acho que a gente teve agilidade, as decisões foram tomadas com menos de 1 minuto. Isso é um ganho para o evento, né, para o jogo. Mas como disse o Dudes, né, quando a gente faz aquela pergunta: ô cara, o que que você quer da vida?
De um modo geral, torcedor brasileiro, o que que ele quer? Ele quer reclamar. Então é o seguinte, quando não tinha impedimento semiautomático reclamava que faltava precisão, né, na maneira, no manuseio ali das linhas, é aquele negócio todo. Agora reclama-se da precisão. Pô, é precisão demais, não dá, como é que pode uma ponta de chuteira? É, é uma ponta de chuteira, porque a brincadeira é essa: a tecnologia vai entregando cada vez mais precisão, né?
E conforme já havia, já foi feito o anúncio, É isso, vai ter impedimento marcado se tiver 1 centímetro na frente, que é o que tá acontecendo. A gente já viu nessa rodada, no jogo na Fonte Nova também teve impedimento de ponta de chuteira, no jogo do Maracanã teve impedimento de ponta de chuteira, e é impedimento, não adianta reclamar. Pior, cara, do que isso é uma, uma onda que parece que vem mais forte ainda, que é do péssimo comportamento dos jogadores em campo.
A gente viu na Copa um pacote antisseira que, na minha opinião, funcionou muito bem, inibiu, provocou uma mudança de comportamento em vários jogadores, e o jogo fluiu melhor também, né? Aquela coisa da malandragem, da trapaça, isso foi consideravelmente reduzido durante a Copa do Mundo. Aí a CBF não usou esse pacote antisseira na volta do Brasileirão. O que que a gente viu nessa rodada de ontem, gente? Um show de horrores, de simulações ridículas, patéticas.
O jogo, jogo Bahia e Corinthians foi um negócio bizarro que a gente teve de simulações dos jogadores, simulação de agressão, né? No jogo do Fluminense com Grêmio, Serna se machucou do lado de fora do campo e foi se arrastando com bumbum no chão para dentro do campo para parar o jogo. O Wendel do São Paulo Foi anunciada a substituição dele no final do jogo para segurar o empate para o São Paulo. Sentou no meio do gramado para chamar a maca.
E aí, depois que o árbitro puxou, ameaçou puxar o cartão, errou o Daronco. Tinha que ter puxado o cartão, e aí no caso seria expulsão do Endell. O Daronco preferiu não puxar o cartão e escoltar o jogador que estava errado, como se fosse um segurança para os outros não irem em cima dele. Então assim, é deplorável esse comportamento dos jogadores. Isso é muito mais grave e ficou irritante, ainda mais irritante. Os cara perderam completamente o senso do ridículo nessa rodada de volta do Brasileirão, cara.
Bem, tava olhando aqui a próxima rodada, boa parte adiada, né?
Porque você tem compromissos aí de Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, né? Você tem, por exemplo, agora amanhã você vai ver o Santos, por exemplo, jogando Copa Sul-Americana. Vamos transmitir esse jogo aí, o jogo de volta da Sul-Americana, e depois você tem compromissos semelhantes para outros times. E aí acho que na semana que vem você tem alguns confrontos aí de Brasileirão, outros de Copa do Brasil, e aí você vai demorar para ter o retorno aí dessas competições, salvo engano.
É isso, tá bem.
É, a gente vai ter confronto de Copa do Brasil no fim de semana, né? E aí isso mexe com esses jogos aí da, de parte dessa, dessa rodada. Vai ficar meio bagunçado de novo, tome de asterisco aí.
Para variar, né? Todo ano é assim. Vou colocar uma queixa aqui do nosso ouvinte. O Carlos tá dizendo: quando Flamengo ou Palmeiras não vencem, nunca é mérito do outro time, sempre o time que não rendeu como deveria. Pergunta para eles, Tati, se foi mérito dos outros times.
Aí eu elogiei aqui a postura do São Paulo, achei o São Paulo mais organizado na sua proposta e conseguiu controlar o jogo no Maracanã lotado. Eu dei mérito ao São Paulo.
Tá, Dodi?
O jogo é feito de dois, né? Acho que uma coisa não existe sem a outra. A gente só fala desse jeito porque antes da bola rolar a gente imagina que uma coisa vai acontecer e aí não acontece, acontece outra. Não sei, não interpreto dessa forma não.
Perfeitamente, tá bom. Obrigada por hoje, um beijo para cada um, até quarta-feira.
Até, valeu!
Segundas, quartas e sextas falamos de futebol. Masculino aqui no nosso 4 em Campo.
Monroe
Amortecedores e peças para suspensão