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Febre maculosa: saiba quais cuidados tomar com carrapatos em trilhas e parques

23 de julho de 20266min
0:00 / 6:06
Luiz Fernando Correia fala sobre cuidados para evitar a doença, que pode evoluir rapidamente e exige atenção aos sintomas após contato com áreas de mata e animais.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
L

Luiz Fernando Correia

HostComentarista
M

Milton

HostJornalista
Assuntos2
  • Doenças InfecciosasFebre maculosa · Carrapato-estrela · Bactéria Rickettsia · Capivaras · Novas áreas temáticas e parques
  • Prevenção e hábitos saudáveisInspeção corporal · Remoção de carrapatos · Sintomas de febre maculosa · Tratamento médico · Vestuário adequado
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LFLuiz Fernando Correia

Saúde em Foco com Luiz Fernando Correia.

?Voz B

Doutor Luiz Fernando Correia, bom dia.

LFLuiz Fernando Correia

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor.

?Voz B

Nós temos acompanhado no noticiário aí nesses últimos dias casos relacionados à febre maculosa, inclusive morte que aconteceu em São Bernardo do Campo. O que que o senhor tem a nos falar sobre o tema?

LFLuiz Fernando Correia

Pois é, Milton, é o seguinte, nesse caso específico a vítima era uma mulher de 43 anos que morava na região de mata dessa, dessa de São Bernardo, e a investigação da vigilância epidemiológica encontrou que ela morava onde ela morava, tinham vários cães soltos E todos eles infestados de carrapato. E aí é que tá o ponto. A febre maculosa, que foi a doença que causou a morte dessa senhora, é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia e ela é transmitida pela picada do carrapato-estrela.

O carrapato-estrela é um carrapato que vive em áreas de mata ou em capim alto e usa animais como capivaras, cavalos e cachorros para se deslocar. Ou seja, ele pega uma carona nesses animais e aí quando encontra um ser humano por perto também ele pode pular para o ser humano e contaminar o ser humano. Qual o problema, Milton? Entre você visitar uma área de mata ou passear, fazer uma trilha e eventualmente um carrapato picar você e ficar alojado na sua pele e você Você vai voltar para casa, vai descobrir o carrapato, vai tirar com cuidado, não pode esmigalhar o carrapato quando você encontra.

Você pode ter até 14 dias depois começar a aparecer com febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, coisas, sintomas bastante vagos, típicos de uma virose, por exemplo. E aí é muito fácil confundir. O sintoma, algumas marcas características como manchas vermelhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, só vão, só aparece às vezes no segundo e no quinto dia, e aí já muito pode ser muito tarde. Então é o seguinte, gente, o carrapato estrela é natural dessas, dessas, das regiões de mata no Brasil, nas regiões de pastagens.

Então na hora de fazer trilha, na hora de passear, vamos tomar cuidado. E lembrar que na hora que você fizer esse tipo de coisa, voltar para casa, tem que olhar o corpo inteiro para procurar se não tem um carrapato. Tirar o carrapato, como eu falei, com cuidado, não pode apertar e esmigalhar que vai espalhar a bactéria. E aí lembrar isso, porque se você tiver sintomas típicos de virose até 14 dias depois desse passeio que você fez onde o carrapato foi observado, tem que procurar atendimento médico, que a janela de tratamento que a gente tem é pequena, ou seja, a gente tem poucos dias até 5 dias no máximo entre começar o sintoma e você entrar com antibiótico correto, porque senão você pode ter uma evolução para um quadro típico de septicemia até mesmo, mas é tratável com antibiótico.

Então, gente, é o seguinte: vai passear, vai fazer uma trilha, vamos lembrar, calça comprida, botas de preferência, inspecionar a pele com frequência quando voltar, e se encontrar o carrapato, vai tirar com cuidado, sem esmigalhar com a unha, que às vezes a pessoa tem tendência a fazer isso, né? Então vamos pensar, febre maculosa é uma coisa rara? É, mas ela tem uma alta chance de letalidade se não for diagnosticada e o tratamento não começar nessa janela de tempo ideal de até 2 a 5 dias no máximo.

E o antibiótico é disponível, antibiótico comum tá disponível nos hospitais, tá? É fácil. O mais difícil é chegar no hospital com sintomas desse tipo 14 dias depois de ter feito uma trilha, você lembrar que tinha um carrapato na tua pele 14 dias atrás. Esse é que é o grande risco. Então, logicamente, essa senhora corria um risco maior porque vivia com um monte de animais que estavam infestados pelos carrapatos, né? E lembrar, um bichinho que tá em área urbana hoje em dia, né, nas grandes cidades, é bastante comum e muito querido, que são as capivaras.

Parecem bonitinhas, Capivara também é um animal onde o carrapato estrela costuma pegar carona. Então isso pode deixar de ser nada, mas eu não preciso ir para uma mata, mas num parque onde tem capivara. E hoje os parques públicos das cidades grandes adoram ter capivara, né? O negócio, o bichinho virou moda no país, é impressionante. Os últimos 20 anos o que apareceu de capivara em cidade grande é uma enormidade.

?Voz B

Muito obrigado e um bom dia. Até mais, Dr. Luiz Fernando.

LFLuiz Fernando Correia

Bom dia, até mais para vocês. Até amanhã, doutor.

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