Quase metade dos brasileiros precisa do crédito para fechar as contas ao fim do mês, segundo pesquisa do Serasa
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Carol
Naiara Bertão
- Custo do crédito no BrasilPesquisa Serasa · Crédito indispensável para fechar contas · Uso de cartão de crédito para despesas do dia a dia · Empréstimo pessoal para pagar contas atrasadas · Arrependimento de empréstimos
- Planejamento FinanceiroCompras sem necessidade · Compras por impulso durante a madrugada · Planejamento de orçamento doméstico · Aumentar renda e diminuir gastos · Evitar gatilhos de consumo
No fim das contas.
E como eu só ando bem acompanhada, recebo visitas hoje aqui. No nosso Estúdio CBN sendo transmitido diretamente da Casa Motiva na Philips em Paraty. Nayara Vertão, que alegria! Boa tarde, bem-vinda! Será que cabemos todas? Cabemos, né? Acho que sim, acho que caberemos todas. Seu Mickey tá desligado.
Opa, agora sim, agora sim!
Boa tarde!
Quem sabe faz ao vivo, minha gente. Tudo bem, Nay?
Tudo certo.
Você veio passear?
Ah, eu vim, é um pouco a trabalho, um pouco a lazer, né? Sempre bom quando a gente consegue.
Sim, eu vim bastante a trabalho, um pouco a lazer, sabe como é?
Justo, justo.
É, eu tava, já contei para os ouvintes, para Marcela, que vi uma mesa muito linda hoje de manhã. As mesas da tarde eu vou saber depois como foram, porque afinal de contas estou aqui também, tô aí na minha skin autora. Amanhã tem uma mesa de autora já, tá programando, é para assistir. Essa vai ser chique, eu Ana Ferraz e Cristina Fibbi, falaremos na casa Estante Virtual. Pronto, dei agenda, quem quiser aparece. Mas vamos lá, Nayara vai falar hoje sobre uma pesquisa da Serasa que mostra que quase metade dos brasileiros não conseguem manter o padrão de vida sem crédito. É o famoso gasta mais do que ganha, né?
É, exatamente, é quando sobra dias para o salário, né? Aí isso que a gente nem tá em agosto, que é o mês considerado mais longo, né, do ano, é por muita gente aí essa percepção. Mas de fato essa pesquisa é da Serasa com o Instituto Opinion Box, chama Mapa do Crédito. Eles fazem todo semestre e os destaques principais desse último semestre que saiu recentemente é isso mesmo: 57% da população utiliza o crédito com frequência e 48% diz, né, afirma, admite que ele é indispensável para fechar as contas do mês.
Isso é um grande, né, uma grande preocupação, para não dizer um problema. É Principalmente quem gasta com cartão de crédito usa, por exemplo, para despesas do dia a dia, supermercado, farmácia, outras coisas que surgem, inclusive emergências de saúde. E quem gasta com ou pega o crédito de empréstimo pessoal e consignado geralmente é justamente para pagar alguma conta atrasada ou para reorganizar a vida financeira que tava bagunçada.
Então são motivos que não são os ideais quando a gente fala, né, para tomar crédito. Vale lembrar aqui que o crédito contratar um crédito não é algo necessariamente ruim. O ruim é o que a gente faz com ele. Se você usa o crédito para fazer um investimento, comprar algum tipo de insumo que você consiga depois transformar, revender, isso é um crédito positivo que a gente diz. Neste caso é o crédito de consumo e aí o risco é alto, especialmente quando a gente está falando de gastos com supermercado, farmácia.
A gente já trouxe aqui levantamentos que mostram que as pessoas elas estão usando inclusive parcelamento para gastos com supermercado e farmácia. Olha o perigo disso, porque você todo mês você acaba indo no supermercado, na farmácia. Então vira ali um risco de bola de neve bastante grande. E essa pesquisa ela mostra também que é um dado interessante, que mais da metade das pessoas também se arrependem de ter contratado o empréstimo, seja porque a taxa de juros é muito mais alta do que esperavam ou porque a parcela pesa bem mais no orçamento do que elas estavam também imaginando.
E aí a moral da história? Não tem muito erro, né? A gente infelizmente tem que fazer um planejamento, entender o custo efetivo do empréstimo, do crédito, antes de contratar e já pensar em como pagar aquilo.
Agora, Dai, claro que tem pessoas que vivem apertadas porque realmente o custo básico de vida ele é muito caro perto da renda, né? E cada vez a gente vê esse custo aumentar. Mas também tem muita gente que pode se endividar porque compra muito sem necessidade, né?
Bastante, né? A gente que tá aqui na Flip é desesperador assim. Você vai em cada lugarzinho, dá vontade de sair com um monte de livro.
Eu nem olho, eu nem olho. Eu não sei, é que eu moro sozinha, não tem ninguém para me repreender, não é mesmo? Porque eu não tenho vergonha na cara de comprar livro. Enfim, nem vou, nem vou começar.
Tipo isso mesmo, porque é isso, a gente compra às vezes não por necessidade, né, mas sim por impulso. E muito, muitas pessoas inclusive compram durante a madrugada. Pessoas que têm insônia, por exemplo, e aí ficam zapeando no celular, são impactadas por algum anúncio. Então esse é o tipo de consumo mais perigoso, né, que é o consumo por impulso, né. E em muitos casos a pessoa nem pode pagar aquilo, divide não sei quantas vezes e depois se arrepende, né, como a gente vê aí na pesquisa.
E uma outra pesquisa inclusive mostra que 6 em cada 10 consumidores admitem que compram sem planejar. Aí essas compras por impulso e também se arrependem. Mais de 70% também dizem que se arrependeram de fazer esse tipo de compra. O que dá para a gente pensar? O que dá para fazer diante disso? Não tem muita fórmula mágica. A gente só tem dois itens na hora que pensa num orçamento doméstico: a renda e o gasto. Então ou a gente aumenta a renda ou a gente diminui o gasto para conseguir, seja sobrar no fim do mês ou no mínimo empatar aí para não sair no negativo.
Então, em termos de renda, buscar alguma coisa extra, vender algum produto. Eu vejo bastante gente optando, por exemplo, para ser motorista de aplicativo nas horas vagas. Também é uma opção para conseguir uma renda extra. Do lado do gasto, dá para a gente fazer algumas coisas, né? Além de evitar o desnecessário. Mas como evitar? Driblar o nosso cérebro. Então, um exemplo é tirar notificação de aplicativo de varejista, de iFood, delivery em geral.
Pode ser uma opção, porque não pipoca lá, né, aquela promoção, aquele desconto, e você não fica tentado a comprar. Ou às vezes até deletar o aplicativo também, para quem não tem muito controle, não consegue se controlar muito, pode ser uma opção. Então pensar em o que te dá gatilho, né, e tentar entender como manejar esse tipo de coisa. Se é entrar numa loja física, então evitar passear, né, já é alguma coisa. Aquela passadinha no shopping depois do expediente talvez não seja o melhor remédio, talvez seja melhor evitar por um tempo.
Então não tem muito fórmula mágica, cada um é cada um, né, cada um sabe dos seus gatilhos. Mas é isso, pensar sempre na renda e sempre nos gastos.
Muito bem. Dúvidas, Má? Anotou tudo?
Anotadinho, que é para não perder. Porque olha, essa do aplicativo de compras de madrugada é puxada, é terrível, gente, mais comum do que a gente imagina, viu?
Olha, eu me considero uma pessoa, eu não me considero uma pessoa consumista, Eu não sou, ah, vou comprar uma blusinha, eu não sou essa pessoa mesmo. Com livro eu sou um pouco, mas com roupa não. E até eu fico lá em loja colocando coisa na sacola, fazendo combinação, essa blusa com essa calça, esse vestido. Eu nunca concluo a compra, eu sou honesta, eu nunca concluo a compra, mas eu chamo isso de pesquisa. O meu carrinho tá lotado.
Então quando eu realmente precisar, aí eu já tenho mais ou menos uma ideia, é, mas aí também, bom, enfim.
Eu ia dobrar mal para aproveitar e comentar. Você sabe que já tem site que eles chamam de sites de dopamina?
Ah, eu vi isso com alguém.
É que é justamente para— que são sites meio fakes assim. Você pode colocar as coisas no carrinho, mas elas não existem na prática. Então você não faz a compra, mas você vai colocando no carrinho seus desejos.
É só para o seu cérebro entender que você tá fazendo compra.
Você tá enganando o seu cérebro.
Isso já tá crescendo bastante em outros países e não vai demorar muito para chegar aqui, eu acho.
A gente teve Teve algum comentarista que falou sobre isso, não sei se foi nesse quadro, a Ana e a Nath, se foi o Michel Coforado, enfim, alguém falou sobre isso aqui e esse mecanismo de truque que a gente dá no nosso cérebro para não gastar.
É quase um joguinho, né?
Loucura, loucura.
Mas todo mundo tem coisas no carrinho que nunca, nunca compram.
É, posso me sentir normal?
Sim, até no delivery. Eu sou essa, eu coloco um monte de coisa no delivery porque eu não sei direito o que que eu quero, eu quero tudo de repente. E aí eu só escolho uma, mas as coisas ainda ficam.
Sabe o que acontece? Eu também falo eu quero isso, aí eu olho mais alguma coisa e falo não, não quero isso, quero aquilo. Ah não, não tô com vontade de comer isso, tô com vontade de comer aquilo. A hora que eu finalmente peço, quando a comida chega, eu já não lembro o que chegou, eu já não sei o que que eu pedi.
Não, isso é tão você.
Eu vi 30 coisas, escolhi, desisti, escolhi, desisti. Quando eu finalmente escolho, a hora que chega eu falo o que que eu escolhi mesmo.
É muita opção, né? A gente tem que tomar cuidado com isso, muita opção.
Nai, obrigada pelo estar aqui inclusive hoje fazendo essa visita, me senti muito lisonjeada. E a gente volta a se falar na terça-feira.
Sim, amanhã de qualquer forma vou te ver. Boa, obrigada, beijo, gente, boa tarde.
No fim das contas, terças e quintas aqui no nosso estúdio.