Episódios de Comentaristas

Homenagem da Flip ajuda a apresentar Orides Fontela a público mais amplo

22 de julho de 20264min
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Mario Sergio Cortella destaca que a homenagem da Flip a Orides Fontela é uma oportunidade de apresentar ao grande público uma das maiores poetas brasileiras.

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Participantes neste episódio1
M

Mário Sérgio Cortella

HostProfessor
Assuntos2
  • Programação da FLIP em São PauloSimone de Beauvoir · Programação da FLIP em São Paulo · Apresentação ao grande público · Poesia brasileira
  • Relançamento da obra de Orides FontelaSimone de Beauvoir · Poeta modernista · Filósofa e professora · Prêmio Jabuti · Livro Alba
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
MSMário Sérgio Cortella

Conversa de Primeira, no meio do caminho, com Mário Sérgio Cortella. Muito bom dia para você, professor Mário Sérgio Cortella.

?Voz B

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia.

?Voz C

Bom dia, professor.

MSMário Sérgio Cortella

Professor, estamos naquele momento que gostamos sempre da abertura da Flip, uma semana sempre de semanas, dias, né, de boas discussões, com o livro sendo destaque e tendo como homenageada neste ano o escritor Orides Fontella. Eu gostaria de abrir esse espaço aqui para que a gente reforçasse esse momento importante que é o da literatura.

?Voz B

Pois é, tem uma ótima coincidência, porque ela, Eurídice Fontella, menos conhecida até no Brasil, eu mesmo passei a conhecê-la só em meados dos anos 1970, ao assistir uma conferência da professora Marilena Chauí, da USP, que mencionou, aliás, que Eurídice Fontella, que é paulista, nasceu em São João da Boa Vista, ela morreu em 1998, mas ela foi citada, né, por Marilena Chauí, é uma das nossas maiores poetas. Aliás, coincidência que o ano passado também um poeta foi homenageado na Flip, Paulo Leminski.

Agora a gente tem essa possibilidade, e a frase acho que é essa mesma, de apresentar Eurides Fontela quase ao Brasil. Porque embora uma poeta modernista de alta densidade, ganhou Prêmio Jabuti, tem obras publicadas também no exterior, muito elogiada, né, por muitos intelectuais brasileiros, ela acaba ficando um pouco anônima para nós. É mais comum as pessoas dizerem quem é, né, a origem dela. Então é necessário que ela seja apresentada também ao nosso país, e a Flip vai fazê-lo hoje já a partir da abertura, né.

?Voz C

Uma poeta que ainda não é muito conhecida do público, embora tenha sido aclamada pela crítica sempre, e que também era filósofa e também era professora.

?Voz B

Pois é, é uma coisa interessante porque ela veio para São Paulo, saiu de São João da Boa Vista no mesmo ano que eu vim, no final de 1967, quando eu saí de Londrina. E ela fez filosofia na Universidade de São Paulo antes, né, que eu mesmo fizesse filosofia em outra universidade. E o melhor de tudo, a experiência dela como professora, Cássia, foi mais limitada. Ela não tinha, segundo ela, tanta habilidade, não tinha. Ela era muito fechada, tinha algumas perturbações.

A vida dela foi muito turbulenta também. Ela viveu momentos muito intensos de pobreza. Apesar da importância que ela tem, ela viveu quase que sozinha, morreu, né, adoentada, sem recurso nenhum. Então uma vida, digamos, fervida, né, no sentido negativo. Mas a obra que ela deixou, especialmente aquilo que para mim é um dos melhores livros da nossa literatura de poesia, que é Alba, é um livro de 1983, eu acho genial. Por isso vale demais essa homenagem da Flip. Ainda bem, ainda bem, mais uma poeta no nosso bom circuito.

?Voz C

E já que o professor recomendou aí um livro da Aurídez Fontella, a editora que é responsável pela obra dela, a Edra, está relançando alguns volumes. Então, oportunidade para muito mais pessoas conhecerem a obra aí da Eurides Fontela.

?Voz B

Muito obrigado, bom mesmo, bom mesmo.

MSMário Sérgio Cortella

Muito obrigado, professor Portela. Um bom dia, abraço, abraços.