Gosto sim, e daí: as músicas que achamos que ninguém conhece, só a gente
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João Marcello Bôscoli
Nadeja
Tatiana
- Memória e MúsicaConnie Francis · Pretty Little Baby · Músicas adultas dos anos 70
- Sonhos e Aspiracoes PessoaisFábio · Lindo Sonho Delirante · Djavan
- Colaborações MusicaisFábio · Obras de Ana Paula Maia · Até Parece Que Foi Sonho
- Influencias Musicais na InfanciaSAF · Lívia · Senhor Cidadão
- Música do Ano polêmicaAlessandro Vieira · Rock dos anos 60
- Boates e paixões recifensesVera Lúcia · Cala a Boca · Boate Azul
- Origens de PortugalCamané · Saída de Bolsonaro da UTI · Se amanhã fosse domingo
- Música para dançarSandra · Dança a dois
- Músicas para fugir de exEdivaldo de Azevedo · Você Jamais Me Perguntou
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Sala de Música, Dom João Marcelo Boscoli.
Oi, João Marcelo, boa tarde!
Boa tarde, Tatiana! Boa tarde, Nadeja! Boa tarde, ouvinte!
Uma pena que você não tá em vídeo hoje, eu queria muito ver a sua cara. As suas caras.
Olha, amanhã eu volto, tá? Estou numa montagem aqui, aí eu não posso, mas adoraria. Amanhã estarei de volta, eu, tá bom? E essa nova barba aí, que como presidente do fã clube do Fernando eu tô usando barba para homenageá-lo.
Eu gosto, a gente aprecia.
Para a gente cumprir a cota de barba enquanto exatamente.
Eu não trouxe a minha, mas eu também vou ficar devendo, mas a gente cumpre.
Mas amanhã estaremos aqui. Olha, Nadeja, ouvinte Tatiana, eu fiquei surpreso de saber que uma música que eu ouvia, né, enfim, quando era bem moleque, tava fazendo muito sucesso, enfim, nas redes sociais, no YouTube, no TikTok, no Instagram. E aí eu descobri através dos amigos de escola do meu filho mais novo. E aí eu falei, poxa, Eu não sabia que tanta gente conhecia a Connie Francis, Pretty Little Baby. Vê se vocês conhecem. Eu não sabia que tanta gente conhecia.
Ela tem assim no TikTok mesmo, João.
Ah, por isso eu não conheço.
É daquelas músicas que fizeram muito sucesso, é de 63, né? Então fizeram sucesso na década anterior. Eu ali no final dos anos 70, os discos, né, tinha sempre uma parte da discoteca que era meio aleatória, tipo, de onde veio esse Ray Conniff?
Né?
E aí também tinha essas, essas coletâneas de canções adultas, né? Quem tava ouvindo Richard Clayman nessa casa? Então é isso, música adulta. E aí recentemente eu vi, né, virou uma febre. Febre, uma coisa também dos anos 70, né, 60, né? Virou uma coqueluche, Tatiana. Vamos aos ouvintes.
Vamos aos ouvintes. Ó, o Alessandro Parejo Coqueluche, chique, chique. O Alessandro Parejo, que é de São Bernardo do Campo, disse que a música que só ele e o irmão conhecem é essa que a gente vai tocar, e que eles são roqueiros desde crianças. Mas aí eles pegavam os discos do avô para escutar o que ele escutava e se divertiam muito. E eu tava falando sobre essa música agora há pouco porque eu fui procurar ela no YouTube, e nos comentários o pessoal tava falando que tem, sei lá, 2 registros dessa música. Então realmente é praticamente só o nosso ouvinte mesmo.
Nossa, uma música rara.
Vamos!
É uma beleza, ela cura qualquer tipo de tristeza. A gente encontra lá na prainha, Ceará Fortaleza. É uma beleza, medida certa. A gente encontra lá na prainha, Ceará Fortaleza. Já me contaram um causo de um perneta que tu— Opa, não, não, não, não, não, não, não! Gostou, João?
Eu fiquei com medo do João.
Ai, meu Deus, cada momento que esse programa tem com música, sabe?
O baile de favela a gente nunca vai esquecer.
E teve outras, depois te conto, tá?
Vamos para a próxima, deixa essa para lá. Vamos ouvir Sandra. A Sandra, a história é, ela disse: meu marido não gosta de dançar, mas um dia eu tava ouvindo essa música em casa e ele me tirou para dançar de rostinho colado. Foi épico!
Se amanhã fosse domingo, eu não ia trabalhar, punha a roupa mais bonita. Para irmos passear, se amanhã fosse domingo, eu não ia trabalhar.
Mais um exemplo de português arcaico de Portugal.
Português de Portugal, super fada.
É Camané e Mário Lajinha. Se amanhã fosse domingo.
Eu gosto, eu faria uma música com esse tema, mas uma música festiva, partir do alto. Se amanhã fosse domingo, eu não ia trabalhar. É um bom começo, né?
Sambinha, né?
Opa, pensando que amanhã ainda você tá, ainda tá no sábado. Isso for sábado de manhã, ainda tem muita coisa para acontecer, né?
É isso. Ó, próximo, Carlos Assis. A história que ele conhece essa música Porque o paraguaio Fábio, que é o nome do artista, foi cunhado dele.
Uau, Fábio! Lindo sonho delirante, lindo sonho delirante, hoje eu quero viajar. Lindo sonho delirante, lindo sonho delirante, hoje eu quero viajar.
Lindo sonho delirante LSD.
Isso quer dizer, pessoal tomou alguma coisa, né, João?
Autoexplicativo.
Quem tinha uma banda chamada LSD era o Djavan, Luz Som Dimensão. Eu vi ele contando numa entrevista há muitos anos, no saudoso Jô Soares.
Tudo bem. A Vera Lúcia mandou para gente uma música que ela falou que tocava muito numa boate chamada Cala a Boca, no Recife. Que foi quando ela se apaixonou pelo José Maria.
Por que você tá rindo?
Achei engraçada a história.
Como é que é? Mas ela só ia no boate.
É, ela se apaixonou pelo José Maria. Não sei, achei divertido.
Uma boate chama Cala a Boca, é diferente.
A Boate Azul.
O Daniel analisou aqui, João, que eles realmente estavam muito a fim um do outro, né, para se apaixonar com essa música.
É, também eu acho sempre engraçado quando é uma letra assim de uma pessoa para outra, super confessional, na primeira pessoa e tal, e é um grupo Floripa cantando como agora. Então são 4 pessoas cantando para uma única pessoa.
É verdade, eu não tinha botado reparo.
É 4 pessoas cantando: eu nunca vou te esquecer, meu amor, volta para mim. Para qual dos 4, né?
De repente ela pode escolher, né?
Exato.
É o Arandi, nosso ouvinte, que trabalha numa unidade de conservação em Ponta Grossa, no Paraná. Ele mandou essa música porque ele contou que a filha dele, Lívia, era bebê, e quando ela ficava irritada chorando, ele colocava essa música que tem um choro de bebê, e quando ela ouvia o choro do outro bebê, ela parava de chorar.
Senhor cidadão, senhor cidadão, me diga por quê. Me diga por que você anda tão triste, tão triste. Não pode ter nenhum amigo, seu cidadão, na briga eterna do teu mundo, seu cidadão. Tem que ferir ou ser ferido, seu cidadão. Ô cidadão, que vida amarga, que vida amarga.
Ó Senhor cidadão, Tom Zé é bom demais, gente. O Tom Zé realmente—
e acho que se ele tiver ouvindo com a Neuza, eles vão ficar surpresos de ver essa música nesse contexto, né, usada como uma, uma, um calmante para alívio, né? Uma graça.
Tom Zé é maravilhoso. Olha, e para fechar, a música do Edivaldo de Azevedo Essa ele cantou para ex e tomou um retumbante não.
Quis voltar?
Opa, vamos ouvir para fugir, né?
Para não usar essa tática que aparentemente não dá certo.
Obrigado por compartilhar, minha amiga senhorita.
É, realmente, para mim já é não, para mim já não funciona, amiga senhorita, não é mesmo?
Você jamais me perguntou De onde eu venho e para onde vou, de onde eu venho não importa, pois já passou.
Eu já vou me defender de uma alegação que chegou aqui no estúdio de que só tá tocando sucessos. Vamos lembrar que eu nasci em 95.
E eu que não tenho nem essa desculpa.
E eu que nem conheço. Desculpa.
E o João, então, músicas que só Débora Freitas conhece, os ouvintes conhecem. É isso, esse é o nome do programa.
O João, a Débora entrou aqui, disse só sucessos. O que você acha?
Só hits. Quero ouvir, por favor, tira uma foto da sua playlist aí, manda para gente.
Essa é boa para pautar a coluna lá no almoço na casa da Débora, tá tocando lindo Sonho Delirante.
Adorei, adorei.
Talvez o ouvinte lembre de uma música do Fábio com Tim Maia, Até Parece Que Foi Sonho.
Ah, essa sim, você não lembra?
Vale a pena botar lá. Tim Maia, Fábio, parceiro, era da gangue do Tim, né? Super gente fina, talentoso, e tem esse sucesso, Até Parece Que Foi Sonho. Amigo, você não sabe. É muito boa a música, recomendo.
Adorei a interpretação. Tá bom, eu adorei esse quadro. Vamos repetir em breve. Eu recebi um, recebi um email aqui da Deise Caetano dizendo: fui eu que sugeri isso aí, hein?
Qual?
Aí, o tema do Gostinho daí.
Ah, diva!
Aí eu falei: então foi você. Deise Caetano é autora dessa ideia músicas que a gente acha que só a gente e a Débora conhecem. O João, obrigada por hoje, viu?
Obrigado, Tatiana. Obrigado, Nadella. Obrigado, ouvinte. Amanhã voltamos pegadas musicais.
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