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Espanha venceu a Copa do Mundo há dois dias, mas Argentina segue como assunto

21 de julho de 20263min
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Rossandro Klinjey reflete sobre a Espanha, que há dois dias venceu a Copa do Mundo 2026, não ser o principal assunto, mas sim a derrotada Argentina. 'Uma seleção que conseguiu o feito raro de sair de uma final mais comentada pela pequenez do que o vencedor pela grandeza. Isso merece análise, porque diz muito sobre a natureza humana'. Ouça.

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Participantes neste episódio1
R

Rossandro Klinjey

HostPsicólogo
Assuntos2
  • Derrota do VascoArgentina na Copa do Mundo · Espanha na Copa do Mundo · Natureza humana · Tolerância à frustração
  • Experiências de perda e recuperaçãoPerder faz parte · Proteção do ego · Dignidade e honradez
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Refletir para Viver com Rosandro Klinger. Faz 2 dias que a Espanha ganhou a Copa do Mundo e ninguém está falando do campeão. O assunto é Argentina, o time que deu as costas na hora da premiação espanhola, que jogou sujo em vários episódios com entradas que machucavam além da medida, cuja torcida protagonizou gestos racistas horripilantes. Uma seleção que conseguiu o feito raro de sair de uma final mais comentada pela pequenez do que o vencedor pela grandeza.

Isso merece análise porque diz muito sobre a natureza humana. A vitória esconde caráter, já a derrota revela. Quando tudo dá certo, qualquer um sorri, abraça, agradece, dá entrevista, faz oração no campo. É fácil ser elegante com a taça na mão. A derrota tira a maquiagem. O que sobra ali é o que a pessoa de fato é quando a narrativa que sustentava a autoimagem desaba. A psicologia tem um nome para esse fenômeno: tolerância à frustração.

Ela se constrói na infância, quando a criança aprende que perder faz parte e que o mundo não deve nada a ela. Quando essa aprendizagem falha, o adulto transforma cada derrota em injustiça cósmica. Não perdeu, foi roubado. O juiz, o gramado, o destino— sempre um culpado externo para proteger o ego do contato com a realidade. Dar as costas ao vencedor é o gesto acabado dessa estrutura. Quem não olha o campeão nos olhos não está desprezando o outro, mas sim fugindo do espelho.

Reconhecer a vitória alheia obrigaria a reconhecer a própria derrota. E tem gente, e tem nação esportiva que não desenvolveu músculo para isso, que requer o mínimo de dignidade e honradez. A Espanha levou a taça. A Argentina levou a lição que se recusou a aprender. E o mundo inteiro viu qual das duas coisas pesa mais com o tempo.

RKRossandro Klinjey

Esse é o Rossandro Klinger e todos os dias conosco aqui no Jornal da CBN. Você também pode ouvir o Refletir para Viver no nosso site cbn.com.br.

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